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CATI apresenta projeto de gestão de bacias hidrográficas e erosão para representantes da Nigéria

Postado em: 31/12/2014

A CATI recebeu, em 18 de dezembro, em sua sede, em Campinas, a visita de representantes da Nigéria. A comitiva, composta por técnicos ambientais pertencentes a sete províncias nigerianas da região sudoeste do país, veio em busca de orientações sobre atividades voltadas à conservação do solo. O encontro durou dois dias, no primeiro foi realizada uma apresentação teórica dos técnicos da CATI sobre o Programa Estadual de Microbacias Hidrográficas (aplicado em 970 microbacias paulistas) e também sobre o Projeto Integra SP (que trabalha a recuperação de áreas degradadas em propriedades rurais). Já no segundo dia, os nigerianos conheceram na prática os resultados dos trabalhos aplicados em uma propriedade rural atendida pela CATI Regional Guaratinguetá. “É um orgulho poder recebê-los e saber que temos projetos que atendem às necessidades deles como o Integra São Paulo. Não apenas na região de Guaratinguetá, mas também em outras, temos importantes ações que vem se tornando referência, como ocorreu na visita que recebemos de uma comitiva da China, em 2013”, disse Wellington Récio Saraiva da Silva, coordenador-substituto da CATI.

Para João Brunelli Junior, gerente técnico do Projeto de Desenvolvimento Rural Microbacias II, um dos engenheiros agrônomos da CATI que ministrou palestra aos nigerianos, é necessário envolver a comunidade em um princípio de sustentabilidade, tanto no diagnóstico como na solução. “Nós trabalhamos o conceito de microbacias, que consiste em mapear regiões homogêneas. Comunidades formaram associações e cooperativas, baseadas em realidades comuns, sendo as principais preocupações a ambiental e a estrutural de cada região. Ao todo, 970 microbacias foram trabalhadas no Projeto Microbacias e quase 500 associações se formaram em virtude do projeto”, explicou Brunelli.

Mostrar a necessidade de um trabalho integrado, que priorize a conservação do solo e a preservação da água, é outra preocupação apontada pelo diretor do Centro de Informações Agropecuárias (Ciagro), Mário Ivo Drugowich, que também ministrou palestra aos convidados. “Essa visita reflete nossa função de levar a extensão rural não apenas para o público de São Paulo, como também de qualquer outra parte do Brasil e do mundo. É possível estender nossa tecnologia para qualquer pessoa que tenha interesse em conhecê-la. A origem dos trabalhos em conservação do solo está em São Paulo. Acumular toda a experiência que temos em recuperação de áreas degradadas e reunir em um projeto como o Integra SP, e poder resgatar isso tudo, é algo que muito nos orgulha. Nós oferecemos um conjunto de tecnologias que são factíveis, tanto econômica como tecnicamente, e demonstramos que funciona, inclusive com a possibilidade de se obter uma linha de crédito específica para a melhor execução do projeto”, afirmou Mário Ivo, que focou em sua apresentação o controle de voçorocas, um fenômeno geológico que consiste na formação de grandes buracos de erosão causados pela água da chuva em solos desprotegidos pela vegetação.

O geólogo Oswaldo Yujiro Iwasa, integrante de uma empresa de consultoria ambiental em São Paulo, direcionou e acompanhou os nigerianos junto aos trabalhos da CATI “Eu já conhecia as ações da CATI e quando eles entraram em contato tive certeza de que o ideal seria trazê-los para aprender com esse programa tão completo e eficiente, como foi o Microbacias. É o único lugar onde eles poderiam receber orientações com tamanha amplitude sobre o tema,” afirmou o geólogo.

m campo, no município de Guaratinguetá, os nigerianos conheceram uma propriedade de bovinocultura de corte onde a CATI atua há seis meses na recuperação de pastagens e controle de erosão. "A visita técnica da comitiva do governo nigeriano foi importante para nós da CATI Regional Guaratinguetá, assim como para a instituição, a Secretaria da Agricultura e o governo paulista, pela integração em si e pela oportunidade de demonstrar os programas, projetos e as atividades desenvolvidas pela CATI e os resultados alcançados quanto à conservação de solo e água e na recuperação de áreas degradadas por processos erosivos, problemas identificados de forma semelhante por nossos visitantes no seu país de origem", destacou Madison Nogueira, diretor técnico substituto da CATI Regional Guaratinguetá.

Já para Prince Clem Agba, comissário de Meio Ambiente e Utilidade Pública do Estado de Edo, apesar de o maior problema na Nigéria ser relacionado à erosão urbana, foi importante descobrir novas técnicas de recuperação do solo como as apresentadas pelos técnicos da CATI. “O problema de erosão na Nigéria é grande e foi possível compreender muita coisa sobre os trabalhos da CATI e percebermos várias similaridades entre as dificuldades enfrentadas por lá e também aqui no Brasil. Foi interessante aprender as soluções aplicadas aqui e poder conferir de perto por meio da visita em campo”, ressaltou o comissário nigeriano.

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