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Projeto Integra São Paulo incentiva controle da erosão e conservação da água

Postado em: 22/01/2015

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) do Estado de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), vai intensificar a divulgação do projeto “Integra São Paulo Lavoura e Pecuária”, com o objetivo de recuperar, nos próximos anos, 300 mil hectares de áreas de pastagens degradadas pelo excesso de pastoreio e erosão.

Diante da grave crise hídrica que atinge o território paulista, o agrônomo Marcos Martinelli, do escritório regional de Desenvolvimento Rural da CATi de Guaratinguetá (SP), responsável pela Coordenação Regional do projeto, destaca que a adesão dos produtores rurais é fundamental neste momento, pois “o Integra São Paulo é um programa que auxilia não só na produção e na melhoria das pastagens, mas também na conservação do solo e, principalmente, da água”.

Martinelli explica que a erosão nada mais é que o excesso de chuva escorrendo sobre o solo, provocando a perda dele e de seus nutrientes.

“Pelas práticas conservacionistas, à medida que as pastagens são melhoradas, torna-se mais fácil a infiltração no solo,da água das chuvas, conseguindo-se, assim, abastecer as bacias hidrográficas, o que ajuda os rios a terem uma melhor vazão contínua ao longo do ano”, esclarece .

DIVULGAÇÃO

A ideia, diz o agrônomo, é apoiar os produtores na recuperação dessas áreas, tanto no que se refere à recuperação de solo, da recuperação da força e produtividade de pastagem, como também na busca pela recuperação de áreas de erosão de maior porte.

A princípio, pretende-se recuperar entre 20% a 30% de pastagens em todo o Estado de São Paulo. Segundo Martinelli, o Oeste Paulista é a região que enfrenta mais problemas com grandes erosões, como voçorocas.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP treinou 125 técnicos para oferecer apoio direto aos produtores rurais, com capacitação e benefícios para 4 mil agricultores e pecuaristas.

O Estado possui, em área agricultável, 21,5 milhões de hectares: 7,8 milhões (40% do total) correspondem à pastagem. No entanto, estima-se que 6,1 milhões de hectares estejam com algum grau de degradação. São áreas que necessitam de manejo especializado, para que o agricultor obtenha mais produtividade e renda, ressalta o agrônomo.

Martinelli destaca ser necessário intensificar o trabalho de divulgação, mostrando ao produtor rural que o acesso ao projeto Integra São Paulo é fácil e traz inúmeras vantagens. Para tanto, há um processo de divulgação do projeto para que os produtores se sintam interessados em aderir e, para isso, estão sendo realizadas reuniões nos municípios, junto às associações, sindicatos e cooperativas.

O agrônomo salienta ainda a importância da atuação dos veículos segmentados de comunicação na sua divulgação, o que ajudaria a chamar a atenção para os benefícios do projeto.

Agrônomo Marcos Martinelli, do Escritório Regional de Desenvolvimento Rural da CATI de Guaratinguetá (SP), destaca que o Integra São Paulo Lavoura e Pecuária é um programa que auxilia não só a produção e a melhoria das pastagens, mas também ajuda na conservação do solo e principalmente água. Foto: Divulgação

Agrônomo Marcos Martinelli, do Escritório Regional de Desenvolvimento Rural da CATI de Guaratinguetá (SP), destaca que o Integra São Paulo Lavoura e Pecuária é um programa que auxilia não só a produção e a melhoria das pastagens, mas também ajuda na conservação do solo e principalmente água. Foto: Divulgação

O PROJETO

O Integra São Paulo foi criado em 2013 e é executado por profissionais da CATi, que conta com 40 escritórios regionais no Estado, além das Casas da Agricultura em quase todas as cidades paulistas. A ideia é financiar a recuperação de pastagens, terraciamento (canaletas para orientar as enxurradas em direção a uma lagoa aberta na terra), para reduzir a violência da água; plantar lavouras em curvas de nível (no sentido diagonal), para também reduzir a intensidade dos volumes das chuvas; plantar mais capim no local onde havia erosão; e corrigir o solo com calcário, entre outros produtos para enriquecer a terra.

O limite de financiamento é de R$ 100 mil, com juros de 3% ao ano e prazo de oito anos para pagamento, podendo ser estendido para até 12 anos, quando o projeto incluir o cultivo de floresta. O produtor que tiver voçorocas (grandes crateras) em sua propriedade tem direito a R$ 10 mil a fundo perdido. Os recursos são oriundos do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP.

De acordo com Martinelli, cuidar do solo e de áreas degradadas é vital para o agronegócio paulista, responsável por 24% das exportações brasileiras do setor, como por exemplo de frutas, suco de laranja, carne, café, soja, açúcar e álcool.

“Por meio das Casas de Agricultura, os técnicos fazem os projetos e o produtor o encaminha ao Banco do Brasil para acessar essa linha de financiamento”, destaca o agrônomo.

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