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Dia Nacional da Conservação do Solo: 15 de abril

Postado em: 10/04/2015

Assista à mensagem do secretário Arnaldo Jardim ao final do texto.

A salada, o arroz, o feijão, a carne, a fruta e até mesmo a água, que estão diariamente na mesa dos consumidores, têm uma origem: o solo. Esse recurso natural é essencial para a produção todos os alimentos. É ele a fonte de nutrientes para as plantas que são utilizadas como alimentos, fibras e energia pelos seres humanos e animais. Apesar de o solo ser bastante utilizado pelo ser humano em suas atividades produtivas, sua má utilização e a falta de conservação fazem com que ele se torne imprestável para a produção. Para dar maior visibilidade ao tema, a Organização das Nações Unidas (ONU) decretou 2015 como o Ano Internacional dos Solos.

No Estado de São Paulo, conservar o solo é uma ação garantida pela legislação. Há leis (Lei n.º 8.421, 23 de novembro de 1993) e decretos (Decreto Estadual n.º e 41.719, 16 de abril de 1997) que determinam, entre outras responsabilidades, que aqueles que fazem o uso do solo agrícola devem evitar a erosão, controlar as voçorocas, explorar o solo da propriedade de forma planejada, utilizar tecnologias adequadas, colocar em prática sistemas específicos, além de empregar as Boas Práticas de conservação.

Com o objetivo de orientar o produtor rural nas melhores decisões, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e demais órgãos da Pasta, desenvolveram e desenvolvem programas e projetos que vislumbram o uso adequado do solo.

- Programa Estadual de Microbacias Hidrográficas - realizado entre 2000 e 2008, colocou em prática estratégias para combater a erosão e seus efeitos, adequar estradas rurais, adaptar e inserir novas tecnologias, promover o debate ambiental, restaurar matas ciliares, entre outras, cujos benefícios são usufruídos até hoje por produtores e pela sociedade.

- Planos Diretores de Controle de Erosão Rural - A instituição também criou metodologia inédita para a elaboração de Planos que têm como objetivos, em parceria com prefeituras, mapear informações sobre a rede hidrográfica, sobre o sistema viário, solos, geomorfologia, dentre outros, que possibilitam ao município planejar ações de recuperação e preservação do solo e de outros recursos, a partir de critérios para a priorização dos trabalhos.

- Projeto de Fitogeografia – criado pela CATI, em conjunto com a Secretaria do Meio Ambiente, por meio do Instituto de Botânica, é desenvolvido com foco na recuperação de Áreas de Preservação Permanente.

- Projeto Água Viva - outra iniciativa da CATI, o Projeto promoveu levantamentos realizados nas áreas rurais das bacias de captação do Sistema Cantareira que pretendem potencializar a produção de água e garantir a sua qualidade.

- LUPA - uma ferramenta essencial, que inclusive permite visualizar a ocupação do solo no Estado de São Paulo é o Levantamento Censitário das Unidades de Produção Agropecuária, subsídio indispensável para a geração de políticas agrícolas atualizadas e geoespacializadas.

- Projeto CATI Leite - é mais uma ação importante que trata do manejo de pastagens e de práticas conservacionistas, com grande apelo conservacionista e com reflexos altamente positivos na produtividade, principalmente para pequenos produtores.

- Projeto Integra SP - visa combater o problema de áreas degradadas, voçorocas e grandes erosões, além de subsidiar a implementação de práticas indicadas visando à recuperação de áreas degradadas.

Nesta edição do CATI On-line, o leitor poderá conhecer mais informações e resultados destes dois últimos projetos.

De acordo com Mário Ivo Drugowich, engenheiro agrônomo da CATI e diretor do Centro de Informações Agropecuárias (Ciagro), as ações da CATI voltadas à conservação do solo vão ao encontro das demandas tecnológicas para a produção sustentável, já que promove a maximização da produção com o menor impacto possível, gerando renda e mantendo o homem no campo. “No caso específico do Integra SP, acredito que apresente hoje um menu completo e atualizado com receitas diferenciadas para situações específicas, atendendo individualidades e oferecendo um leque de opções para se atacar o problema de áreas degradadas diretamente, ao ofertar a implantação de práticas integradas de produção com a infraestrutura necessária e a possibilidade de mimetizar grandes erosões à paisagem rural, quando da sua recuperação. Além do fato destas áreas, antes marginalizadas por impossibilidade de uso, serem reinseridas nos sistemas produtivos.

"Temos defendido como princípio fundamental para se evitar a erosão a filosofia de se manter o solo sempre coberto (por cobertura viva ou morta), com grande produção de massa, possibilitando uma melhor qualidade de cobertura. O primeiro passo para tanto é dar condições ao solo para suportar esta produção, o que pode ser alcançado a partir de uma melhoria do ambiente de subsuperfície, construindo este perfil para refletir na produção de forragem, aliado logicamente a práticas adequadas e integradas consignadas em planejamento consistente.” avalia Mário.

Na área de publicações, a CATI editou, em 2014, o Manual Técnico 81 – Boas Práticas em Conservação do Solo e da Água, que disponibiliza informações básicas sobre as tecnologias e práticas conservacionistas mais viáveis sob os pontos de vista econômico e técnico e que foi coordenado por Mário Ivo Drugowich, engenheiro agrônomo da CATI e diretor do Centro de Informações Agropecuárias (Ciagro). Os interessados em adquirir essa publicação, folderes sobre o assunto e outros impressos, devem entrar em contato com o Setor de Publicações pelo telefone (19) 3743- 3858.

 

Dia Nacional da Conservação do Solo

Comemorado em 15 de abril, o Dia Nacional da Conservação do Solo foi instituído por uma iniciativa do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), em 13 de novembro de 1989 (Lei n.º 7.876). A data foi escolhida em homenagem ao nascimento do americano Hugh H. Bennett, considerado o pai da conservação dos solos nos Estados Unidos e o primeiro responsável pelo Serviço de Conservação de Solos daquele país e que estendeu seus conhecimentos, em visitas de consultoria ao Estado de são Paulo, formando os primeiros conservacionistas brasileiros, que criaram os serviços pioneiros na SAA, visando a conservação do solo e da água.

O Dia da Conservação do Solo surgiu com o objetivo de aprofundar os debates sobre a importância do solo como um dos fatores básicos da produção agropecuária e a necessidade de seu uso e manejo sustentáveis.

Veja aqui alguns dos eventos organizados pelas Regionais da CATI clicando aqui.