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Ribeirão Preto é a cidade sede da Agrishow e, durante a Feira que vai até dia 29 de abril, sexta-feira, fica a cargo da CATI Regional, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), organizar o que é demonstrado ao público visitante, composto não só por produtores rurais e técnicos, mas também estudantes de todas as idades. O intuito é esclarecer quem procura o estande da Secretaria de Agricultura e Abastecimento sobre as ações de assistência técnica e extensão rural.

“Começamos desde cedo a montar a maquete-viva de uma Microbacia e nela colocamos algumas tecnologias e projetos, como o Projeto CATI Leite, o Integra SP, a Recuperação de Áreas Degradadas (Radge), o Plantio Direto na Palha (PDP),  sistemas de irrigação, cafeicultura, heveacultura, aquicultura, olericultura e fruticultura,   enfim, tudo o que é esperado de uma propriedade sustentável. No caso do Projeto Microbacias II – Acesso ao Mercado, procuramos demonstrar as associações e cooperativas de produtores, a interligação campo-cidade  e as agroindústrias de algumas cadeias produtivas”, conta Gerson Jairo Gimenes Aragão, técnico agropecuário da CATI Regional Ribeirão Preto, que junto com Luiz do Carmo, da CATI Regional Jaboticabal, começam a preparar a terra e fazer os plantios cerca de dois meses antes e, artesanalmente, vão montando a maquete de 15 x 15 metros.

Este ano, a novidade ficou por conta de um simulador de erosão, que demonstra como a água da chuva pode causar danos em uma terra sem cobertura, causando escorrimento superficial, erosão e carreamento de nutrientes, e ao lado, uma terra coberta por palhada, demonstrando a importância da cobertura do solo. “É possível verificar a quantidade e a qualidade da água após passar pelos terrenos e chegar aos lençóis freáticos”, frisa o engenheiro agrônomo Carlos Henrique de Paula e Silva, um dos plantonistas escalados pela CATI Regional Ribeirão Preto para atender os visitantes. “Procuramos montar um plantão como acontece nas Casas da Agricultura, onde os técnicos recebem os produtores rurais e esclarecem suas dúvidas, os orientam e auxiliam”, frisa o diretor da CATI Regional Ribeirão Preto, zootecnista Michel Calixto Golfetto.

Em visita ao estande da SAA, o produtor de leite Nilton Luiz Claro, de São Luiz de Paraitinga, gostou de ver demonstrada, no simulador de erosão, a importância da palhada na conservação do solo. É uma técnica que ele já desenvolve em sua propriedade. “Sou atendido pela Casa da Agricultura de São Luiz do Paraitinga e o agrônomo de lá sempre nos orienta, mas é interessante ver que realmente funciona; está facilmente demonstrado aqui no simulador”, afirmou Nilton. O produtor veio em um ônibus com mais 40 pessoas, entre produtores e técnicos, acompanhados pelo responsável pela Casa da Agricultura de São Luiz de Paraitinga, engenheiro agrônomo Ricardo Rodrigues de Oliveira. O município fica em área montanhosa no Vale do Paraíba e pertence à CATI Regional Pindamonhangaba.

Ainda na área técnica foi feita uma parceria com a CATI Regional Jaboticabal, que trouxe para a Agrishow a bióloga Scheilla Bolonhezzi Verdade, para demonstrar a instalação e falar sobre o funcionamento de uma fossa séptica biodigestora modelo Embrapa. “A fossa séptica elimina as fossas negras e contribui para o saneamento rural, apresentando um custo x benefício bastante compensador”, afirma Scheilla. A CATI tem incentivado os produtores rurais para o saneamento rural desde o Projeto de Microbacias Hidrográficas e continua no Projeto Microbacias II, objetivando a melhoria das condições ambientais e, principalmente, da saúde das famílias rurais.

Durante o evento, técnicos da CATI estarão de plantão explicando o funcionamento para produtores e leigos, afinal conservação do solo e proteção dos recursos naturais são  necessidades para uma agricultura sustentável.

Secretário de Agricultura convida os participantes da Agrishow a verificarem as novidades da pesquisa e as ações de suas coordenadorias

O secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, ainda na abertura da Agrishow, falou sobre as novidades que estarão sendo lançadas e/ou divulgadas durante a Agrishow. Os institutos de pesquisa comandados pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) estão presentes e cada um na sua área estão demonstrando as tecnologias paulistas que estão trazendo ganhos para a economia brasileira. “Temos o melhoramento genético de cultivares desenvolvidos pelo Instituto Agronômico, e de bovinos, corte e leite, desenvolvido pelo Instituto de Zootecnia. O Instituto de Pesca também preparou produtos à base de carne de pescado mecanicamente separada. A CATI também vem com todas as ações de extensão rural e a Coordenadoria de Defesa Agropecuária lançou na Agrishow, como já é tradicional, a campanha de vacinação  contra a febre aftosa e as técnicas de preparo de mudas de seringueira”, afirmou Arnaldo Jardim. Porém, para o secretário o mais importante é demonstrar a integração entre os vários órgãos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Todos eles terão plantões técnicos durante a Agrishow e o próprio secretário despachará do gabinete montado no Centro de Cana durante a Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação - Agrishow.
 


 

Graça D'Auria - Jornalista - Centro de Comunicação Rural (Cecor/CATI)

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