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Criada em 20 de junho de 1967 e protagonista no desenvolvimento da agricultura em São Paulo, a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), comemorou 50 anos de existência em evento promovido na sede da instituição, em Campinas, no último dia 19. Além do secretário da SAA, Arnaldo Jardim, e do coordenador da CATI, João Brunelli Júnior, estiveram no evento cerca de 300 pessoas, entre autoridades municipais e estaduais, produtores rurais, servidores e funcionários aposentados, que participaram de dezenas de atividades, homenagens e do lançamento da edição especial da Revista Casa da Agricultura.

Pela manhã, funcionários das 40 Regionais da CATI fizeram um tour pela instituição e passaram pelos setores que compõem a sede. Centro de Comunicação Rural (Cecor), Centro de Treinamento (Cetate), Centro de Informações Agropecuárias (Ciagro), Horto Medicinal e o Laboratório Central de Sementes e Mudas foram alguns dos setores visitados. Roseli Crovador Fiori, diretora administrativa substituta na CATI Regional Itapetininga, aprovou a experiência. “Conhecer os setores é muito importante. No meu caso, estou finalizando o curso de Engenharia Agronômica e ver o funcionamento do Laboratório de Sementes foi fantástico”, disse. Ao fim do tour, os funcionários realizaram o plantio de mudas na instituição, guiados pelas engenheiras agrônomas Escolástica Ramos de Freitas e Norma Rahal Pinzan, ambas da Divisão de Extensão Rural (Dextru) da CATI.

O dia ainda reservou outras atrações, como música, com o quarteto “Sol Maior”, formado por produtores rurais de Socorro, atendidos pela CATI, food trucks, bike food, massagem, maquiagem, mágica, pipoca, desconto de 50% na compra de mudas, orientações sobre saúde, consultoria jurídica e feira de produtores, que expuseram e comercializaram seus produtos.

O secretário Arnaldo Jardim chegou ao evento logo pela manhã. Além de conferir os produtos expostos e “saudar o importante trabalho dos produtores rurais” atendidos pela instituição, o titular da pasta plantou mudas nativas ao lado do coordenador da CATI. Conheceu ainda o espaço Fazendinha Feliz, que possui uma horta educativa para crianças e apresenta estudo e divulgação das plantas alimentícias não convencionais e criação de abelhas nativas sem ferrão.

Na sequência, Jardim conferiu a apresentação de canto e dança do “Grupo Cultural Aldeia Rio Branco”, da Associação Indígena Mbya Guarani Piray Pora, de Itanhaém, município vinculado à área de atuação da CATI Regional São Paulo. Com mais de 100 anos de existência, a Aldeia possui 18 famílias que totalizam cerca de 100 pessoas, as quais produzem banana, abacaxi, mandioca e palmito; contam com o apoio do Projeto Microbacias II – Acesso ao Mercado e assistência da CATI e da Fundação Nacional do Índio (Funai).
 

       


As festividades continuaram no período vespertino com a solenidade oficial, que reservou momentos de muita emoção. O coordenador da CATI ressaltou a relevância do Estado de São Paulo no agronegócio. “São Paulo é o carro-chefe do Brasil no agronegócio, além de ser o principal produtor em diversas cadeias produtivas e a CATI é protagonista no desenvolvimento da agricultura no Estado”, disse Brunelli, afirmando que só sobrevive da agricultura quem é eficiente.

O diretor da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queroz” (Esalq), Luiz Gustavo Nussio, disse que a CATI é motivo de muito orgulho para a universidade e entregou uma placa para Brunelli felicitando a instituição pelos 50 anos de serviços prestados à agricultura paulista. Moacyr Rossetti e Francisco Sérgio Jardim, secretário adjunto do governo do Estado e superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), respectivamente, também falaram do trabalho da instituição. “Com a CATI aprendemos a importância da coletividade, de transferir o conhecimento que se desenvolve na pesquisa para o produtor”, disse Rossetti. “A CATI é motivo de muito orgulho. O Brasil é, atualmente, o quinto produtor mundial de alimentos e me sinto como um colaborador da CATI”, afirmou o superintendente do MAPA.

O prefeito de Campinas, Jonas Donizette, saudou a história da Coordenadoria e elogiou o trabalho do secretário Arnaldo Jardim à frente da pasta. “Meu pai era agricultor e tinha muito respeito pelos profissionais dessa área. A participação da CATI no agronegócio tem feito, com certeza, a diferença para o País”, opinou. “O secretário valoriza muito o trabalho da equipe que tem. Ele está sempre presente em Campinas e isso nos orgulha muito. Parabéns à CATI”, afirmou Donizette.

O secretário da SAA não poupou elogios ao órgão em sua fala. “Este é um dia histórico para nós, para a CATI, para os agricultores e para o governador Geraldo Alckmin, responsável por fornecer as diretrizes para o sucesso da agricultura paulista. Na CATI temos o que há de melhor em assistência técnica e extensão rural no País”, disse. O secretário lembrou ainda dos trabalhos executados pelo órgão. “Trabalhos na piscicultura, a qual ganhou um novo dinamismo; na mitigação de risco; na pecuária de leite são apenas alguns exemplos de sucesso. Aliás, foi a CATI, também, uma das responsáveis pela relevante ação junto à legislação do uso do solo”, enfatizou. Ao fim de sua fala, Jardim elogiou o trabalho de todos os servidores da CATI, sobretudo do atual coordenador. “Brunelli, parabéns pela forma integrada de trabalho que você executa. Longa vida à CATI”, concluiu.
 

       


Edição especial da Revista Casa da Agricultura

Durante a solenidade, foi realizado o lançamento da edição especial da Revista Casa da Agricultura, que resgatou um pouco da história da instituição. Em 96 páginas foram descritos programas e projetos executados durante cinco décadas e sua contribuição para o desenvolvimento rural paulista.

“Conservar a memória é fundamental para delinear o futuro de qualquer instituição. O objetivo dessa edição foi revelar flashes de um trabalho e resgatar memórias de um serviço que vai além dos números, ou seja, um serviço que transforma vidas: as dos produtores rurais e as de homens e mulheres, sejam da área técnica ou administrativa da CATI, que atuam dedicados à missão de promover o desenvolvimento rural sustentável”, relatou Ypujucan Caramuru Pinto, diretor do Departamento de Comunicação e Treinamento (DCT) da CATI. Para honrar o trabalho de milhares de funcionários que atuaram e atuam no órgão, Ypujucan fez a entrega de um exemplar da Revista para o engenheiro agrônomo Rames Elias, de 86 anos, que foi o terceiro coordenador da CATI, tendo atuado na instituição desde a sua criação em 1967.
 


Homenagens

O evento foi marcado por homenagens a ex-coordenadores e ex-servidores que dedicaram seu esforço e empenho trabalhando na CATI em prol do fortalecimento da agricultura paulista. Representantes da imprensa e de associações e cooperativas beneficiadas com projetos da CATI também foram homenageados.

A CATI congratulou dezenas de ex-servidores com a entrega de um certificado, que reconhece o trabalho executado pelo profissional ao longo de sua trajetória no órgão. Um dos homenageados foi José Carlos Rossetti, que dedicou 36 anos de trabalho à instituição, sendo 11 anos como coordenador da CATI. Rossetti recebeu uma placa das mãos de João Brunelli Júnior e do secretário Arnaldo Jardim. “Não tenho palavras para agradecer. Dediquei minha vida à CATI e tenho muito orgulho por ter trabalhado nessa instituição tão nobre e que presta um serviço importantíssimo para o progresso da agricultura”, afirmou Rossetti.

Agricultores que tiveram suas vidas transformadas após ação da CATI também foram homenageados, como é o caso de Orlando dos Santos, conhecido como Fumaça, um dos fundadores da Associação de Produtores de Urupês, o qual recebeu apoio do Projeto Microbacias II – Acesso ao Mercado e hoje presidente da Cooperlimão. Assim como a Associação, a Cooperativa tem muito a comemorar. “Nos quatro primeiros meses de atuação foi possível gerar quase R$ 9 milhões em comercialização, além da criação de postos de trabalho. O trabalho da CATI foi fundamental para o nosso sucesso”, disse Orlando.

Por fim, representantes do programa Globo Rural receberam um certificado de reconhecimento pela sua trajetória frente à valorização do agronegócio brasileiro junto à mídia e ao grande público. De acordo com Helen Martins, apresentadora do programa, a parceria com a CATI ao longo dos 37 anos de existência do Globo Rural tem contribuído para ajudar o telespectador. “Na verdade não é um prêmio para nós, é um prêmio aos extensionistas da CATI porque são eles que levam o conhecimento ao agricultor e fazem a diferença entre permanecer na atividade e abandonar o campo”, opinou.


       

 

Vinícius Agostini - Jornalista - Centro de Comunicação Rural (Cecor/CATI)

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