12/04/2017 08:00

Peixe e vinho junto com os tradicionais ovos de Páscoa fazem parte da mesa dos brasileiros para celebrar a Páscoa, comemorada no próximo dia 16 de abril. Por trás da tradição, existem os produtores rurais e uma fatia do mercado que se prepara especialmente para atender a essa demanda.

Embora o bacalhau seja o ponto forte na mesa, muitos consumidores, por conta da atual crise econômica do País, vêm tentando encontrar alternativas para substituir o tradicional peixe importado. No município de São Sebastião, no litoral norte do Estado, a procura se concentra no peixe fresco. A pesca artesanal consolidada atende a uma demanda que, nesse período, aumenta de três a quatro vezes o movimento rotineiro.

Na colônia de pescadores de São Sebastião os produtores comemoram as vendas de guaravira, carapau, pirapema e corvina, comercializadas desde fevereiro e que ainda vão abastecer os clientes neste feriado. “Percebemos que, com a crise econômica, muitas pessoas têm optado por substituir o bacalhau e, para falar a verdade, eu também prefiro comer peixe fresco”, conta Janete Maria Serpa, secretária da colônia desde 2009. O bacalhau pode chegar a custar o dobro do preço da tilápia, por exemplo.

De acordo com o técnico da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), responsável pela Casa da Agricultura (CA) de São Sebastião, Maurício Rúbio Pinto Alves, apesar de o bacalhau ser o alimento mais procurado na Páscoa, o litoral possui um grande potencial de mercado nesse período, justamente por oferecer um alimento fresco, saudável e, dependendo da escolha, bem mais barato. “A CATI tem acompanhado a evolução dos trabalhos dos pescadores artesanais. O meu trabalho como extensionista, durante os mais de 20 anos que tenho no órgão, vem sendo o de poder incentivar o cooperativismo e auxiliar os produtores a melhorar suas técnicas de conservação dos peixes, com investimentos em novas tecnologias que modernizarão e tornarão a comercialização bem mais sustentável”, afirma Maurício.

Com o peixe na mesa, é hora de escolher a bebida que servirá como acompanhamento e um bom vinho é uma excelente escolha. Na cidade de Jundiaí, um dos maiores municípios produtores de uva do Estado de São Paulo, a pequena fruta transformou-se em um importante negócio para os produtores que, com o passar dos anos, se dedicaram à produção de vinhos artesanais, como no caso da Associação dos Produtores de Vinhos de Jundiaí (AVA).

De acordo com o presidente da AVA, João Amarildo, as vendas nesta época do ano sobem cerca de 10%. “Com o apoio da CATI, que executa o Projeto Microbacias II – Acesso ao Mercado, adquirimos um caminhão que nos permite fazer o envase móvel de vinho e produzir um produto com mais qualidade. O vinho mais procurado na época da Páscoa é o bordô”, revelou o proprietário da Adega Martins. O bordô é um vinho de sabor frutado e agradável ao paladar, sua coloração é vermelho intenso com tons violáceos e apresenta aromas que lembram a própria fruta.

Vinícius Agostini  - Jornalista - Centro de Comunicação Rural (Cecor/CATI)

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