06/10/2017 08:00

Cerca de 60 técnicos das 40 Regionais da CATI e da sede do órgão participaram do curso de capacitação promovido pelo Centro de Treinamento (Cetate) e pela assessoria de organização rural da instituição, em Campinas. O curso apresentou o tema “Aspectos Gerenciais das Organizações Rurais” e ocorreu na sede do órgão nos últimos dias 4, 5 e 6 de outubro.

O encontro dos profissionais responsáveis por executar as atividades de assistência técnica e extensão rural abordou questões gerenciais para nivelamento de informações e a capacitação no sentido de debater, discutir e refletir sobre os aspectos conceituais, teóricos, técnicos e legais das organizações rurais com o intuito de compreender o universo em que as associações e cooperativas estão inseridas, bem como suas respectivas funcionalidades. Para repassar conhecimentos e informações, técnicos da CATI e do Instituto de Cooperativismo e Associativismo (ICA), da Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro) ministraram palestras sobre diferentes assuntos.

No dia 4, primeiro dia do curso, os palestrantes abordaram questões conceituais e legais das organizações rurais. Flávio Rizi Júnior, da CATI Regional São Paulo, falou sobre a tipificação dos diferentes tipos de pessoa jurídica e tratou de questões relacionadas ao Código Civil e legislações afins. Gabriel Campos Volpi, da CATI Regional Botucatu, explanou sobre a construção participativa do Estatuto das associações e cooperativas e seus procedimentos. Por fim, Taís Cristina Canola, da CATI Regional Registro, falou sobre comunicação e conflitos.

Nos outros dois dias, a capacitação apresentou palestras ligadas à transparência e regularidade fiscal das organizações rurais e a necessidade para acesso ao mercado; gerenciamento de conflitos em grupos, conciliação, participação e planejamento estratégico; governança corporativa, cooperativismo, importância do processo de desenvolvimento da fidelização e confiança nas organizações para sustentabilidade e durabilidade das relações. As palestras foram proferidas por técnicos da CATI e do ICA.

Ao final do curso foi realizada uma plenária que contou com a participação dos técnicos presentes nos três dias de curso. Foram levantadas questões de metodologia, dúvidas ligadas a legislações e ao comportamento por parte dos técnicos para viabilizar condições de regularidade para as organizações rurais, com enfoque participativo nos processos coletivos, trazendo o extensionista como facilitador. No mesmo dia, os participantes se reuniram em grupos e apresentaram necessidades relacionadas ao treinamento. O material servirá para que a CATI estabeleça diretrizes para atuar no meio rural, junto aos agricultores.
 

       


Balanço positivo

De acordo com Márcia Cristina de Moraes e Neli Meneghini Nogueira, ambas da Unidade de Fortalecimento e Capacitação das Organizações Rurais do Microbacias II – Acesso ao Mercado, as organizações rurais beneficiadas pelo Projeto necessitam de uma relação transparente com o governo, com seus associados e com o mercado comprador. “O público-alvo da CATI são as organizações rurais e, neste momento, temos muitas organizações de produtores executando o Microbacias II. Muitas delas estão no período pós-implantação”, frisaram. “Por isso se torna de suma importância que o técnico da Casa da Agricultura e da Regional tenha conhecimento suficiente para fornecer informações corretas e precisas ao agricultor”, disseram.

Para a participante da capacitação, Fabiana Ferreira da Costa, da CATI Regional Jaboticabal, o curso permitiu a resolução de questionamentos ligados, principalmente, às áreas administrativa e contábil. “Como nosso coordenador João Brunelli Júnior diz, ‘precisamos tornar as organizações rurais autossustentáveis’, ou seja, sem o paternalismo do Estado’. Aproveitei para sanar dúvidas relacionadas à correta elaboração do estatuto das organizações rurais, aos aspectos ligados à parte administrativa, de documentação e também contábil”, afirmou. Fabiana disse ainda que, “por conta das agroindústrias, que estão sendo viabilizadas pelo Projeto, a questão do correto gerenciamento e da administração da associação ou cooperativa fica ainda mais importante”, concluiu.
 


Vinícius Agostini - Jornalista - Centro de Comunicação Rural (Cecor/CATI)

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