22/01/2018 08:00

O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, o coordenador da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), João Brunelli Júnior, ao lado de autoridades municipais e de representantes de órgãos do governo paulista, inaugurou no último dia 19 de janeiro o novo Laboratório de Micropropagação de Mudas de Tietê. O espaço, que recebeu investimento de R$ 489.080,94, deverá ampliar a produção de 20 mil para 100 mil matrizes e atenderá 40 produtores rurais da região.

Ao visitar as instalações, Jardim se surpreendeu com o nível de excelência de equipamentos e com a estrutura do novo espaço. “É um laboratório de ponta. Aqui estão assegurados todos os cuidados sanitários para garantir um sistema de micropropagação com eficiência e qualidade e os números comprovam a expressividade desse local. Serão produzidas 100 mil matrizes por ano, sendo que cada uma produz, em média, 350 mudas. Portanto são 35 milhões de mudas de morango por ano que serão produzidas”, enfatizou Jardim, lembrando que a Associação dos Produtores de Morango e Hortifrutigranjeiros de Jarinu e Região, presidida pelo produtor Oswaldo Maziero, será a principal beneficiada.

De acordo com Maziero, o novo espaço possibilita qualidade superior ao morango produzido pela organização rural. “O laboratório aumentará nossa demanda em produção de morangos e isso é muito importante, pois quanto mais produzimos, maior é nosso ganho”, disse. “Adquirimos matrizes da CATI desde 2008 e, ao longo do tempo, o uso dessas matrizes resultou na melhora da qualidade do nosso morango. Usamos menos agroquímicos e isso é benéfico para nós e para o consumidor”, afirmou Maziero, que no ano passado adquiriu cerca de 16 mil matrizes para a Associação.
 

       


Para João Brunelli Júnior, o maior beneficiado com o laboratório é o produtor. “Os vírus são um grande problema para o produtor, pois muitos deles reutilizam as mesmas mudas e, com isso, os riscos sanitários vão aparecendo, bem como o aumento do custo de produção. Com as mudas produzidas por esse laboratório, vamos atender às necessidades dos produtores com mudas sadias e que devem melhorar a qualidade do produto no campo”, disse. A construção do espaço foi obtida com recursos do Projeto Microbacias II – Acesso ao Mercado, no valor de R$ 435.673,45, sendo que a compra de equipamentos foi feita com recursos do Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes (DSMM) da CATI, na ordem de R$ 53.407,49.

De acordo com Ricardo Lorenzini, diretor do DSMM, a expectativa é ampliar a produção e trabalhar com novas variedades. “Temos potencial para produzir mudas de morango, banana, mandioca e outras ações. Estamos abertos para ajudar na análise de outras demandas e, com isso, contribuir para o sucesso da agricultura paulista”, concluiu.

Para o prefeito do município de Tietê, Vlamir Sandei, o novo espaço contribui para a agricultura paulista e também para colocar a cidade em evidência no Estado. “Esse laboratório mostra que Tietê é um polo de formação de mudas e isso nos deixa muito orgulhosos”, disse.
 

       


Afinal, o que é micropropagação?

Conforme explica Laura Becker, engenheira agrônoma do Núcleo de Produção de Mudas (NPM) de Tietê, a micropropagação é o conjunto de técnicas que permite a produção de mudas em escala. “A muda é produzida a partir do meristema, que é um grupo de tecidos livre de doenças e caracterizado por ser a parte principal da planta. Esse material é retirado com o auxílio de um microscópio pois é muito pequeno. Após isso, esse material se desenvolverá e se multiplicará in vitro. Com a fase de enraizamento, a muda é entregue para os produtores com a ausência de vírus, fungos e bactérias”, explicou Laura.

Para Walkiria Maria Nicolosi, diretora do Núcleo de Produção de Mudas de Tietê, a antiga estrutura era restrita em espaço e equipamentos. “O novo laboratório, com mais de 275m² e com equipamentos de última geração, permitirá quadruplicar a produção de mudas micropropagadas, trazendo economia e eficiência em nossa produção”, informou Wlakiria.
 

       


Um pouco de história - do antigo para o novo

Trabalhar em equipe é a marca de todos os órgãos que correspondem à pasta da agricultura no Estado de São Paulo e, com o novo laboratório, essa união surtiu efeitos positivos e que serão lembrados para sempre. O diretor do DSMM da CATI, Ricardo Lorenzini, lembrou da época que assumiu o Departamento e percebeu a necessidade da construção de um novo laboratório. “Em um evento que ocorreu em 2016, em Atibaia, descobri que poderíamos apresentar uma proposta para o Projeto Microbacias II – Acesso ao Mercado e, com isso, sermos comtemplados com a construção de um novo laboratório. Procurei um engenheiro da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) e solicitei a elaboração de um projeto do laboratório. Após apresentar esse projeto com nossa Proposta de Negócio, fomos comtemplados com os recursos e hoje o laboratório está pronto. É um sonho que todos sonharam juntos”, afirmou Lorenzini.

Vinícius Agostini - Jornalista - Centro de Comunicação Rural (Cecor/CATI)

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