23/02/2018 08:00


 

Cerca de 200 pessoas compareceram ao Dia de Campo que teve como tema Novas Tecnologias para Cultura da Soja e do Milho Safrinha e foi promovido pelo Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes (DSMM) da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), no último dia 22 de fevereiro, na Fazenda do Estado Ataliba Leonel. O secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, e o coordenador da CATI, João Brunelli Júnior, compareceram ao evento, que contou ainda com a assinatura do contrato que permite a terceirização dos serviços de colheita e plantio de algumas variedades. Técnicos da CATI, produtores, empresas e autoridades municipais participaram do Dia de Campo.

Local de referência para agricultores do Estado de São Paulo, a Fazenda Ataliba Leonel é a principal unidade produtora de sementes da CATI e já recebeu investimentos de R$ 6,64 milhões, entre 2016 e fevereiro deste ano, que foram revertidos na recuperação do solo, rotação de culturas, aquisição de insumos (herbicidas, fungicidas e inseticidas), além de máquinas e equipamentos. Esses e outros dados foram exibidos por Ricardo Lorenzini, diretor do DSMM, na abertura do Dia de Campo. “Na safra 2016/2017, produzimos 70 mil sacos de milho e 30 mil sacos de soja. Isso evidencia a potência que Fazenda do Estado tem e ficamos muito felizes em promover esse evento para levar conhecimento e informação ao produtor rural”, disse. Na safra 2014/2015, a Fazenda produziu apenas 6 mil sacos de milho e não houve plantio de soja.

       

Ainda no evento, Lorenzini assinou os contratos de terceirização da colheita da soja e do milho, do plantio da safrinha e também dos cereais de inverno na Fazenda. “Esse processo possibilitou que a Ataliba Leonel se modernizasse. A contratação se deu por meio de um processo licitatório onde produtores da região, que venceram a licitação, tornarão mais ágeis os processos de plantio e colheita, gerando emprego e renda, pois novas pessoas serão contratadas para auxiliar na produção e na colheita”, explicou Lorenzini.

O secretário Arnaldo Jardim enfatizou o trabalho em equipe da CATI, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), do Instituto de Economia Agrícola (IEA) e do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas. “A integração permite que o Dia de Campo reúna cada vez mais pessoas. A proposta desse evento, em capacitar extensionistas para que eles possam replicar o conhecimento adquirido e, ao mesmo tempo, levar ao homem do campo o que há de mais moderno e rentável, faz da agricultura paulista um espelho para o País”, enfatizou Jardim, que na solenidade foi homenageado com uma placa ao reconhecimento aos serviços prestados em prol da agricultura paulista.

       

Feliz com a relevância dos trabalhos executados pelo DSMM e satisfeito com o sucesso do Dia de Campo, o coordenador da CATI lembrou da força do Estado de São Paulo no agronegócio. “Quando se tem planejamento e gestão competente, é possível promover um evento de porte. Levar ao conhecimento de produtores e profissionais as novas técnicas e variedades que o DSMM vem produzindo é fundamental para fazer com que a nossa agricultura seja respeitada e admirada”, afirmou.

Conhecimento como aliado do produtor

De acordo com Gerson Cazentini, diretor do Centro de Produção de Sementes do DSMM e presidente do comitê gestor da Fazenda Ataliba Leonel, houve uma evolução da cultura da soja e as estações por onde os participantes passaram no Dia de Campo foram palco de informações e orientações. “Nas estações os participantes puderam conferir de que forma se faz a construção do perfil de solo, melhorando sua fertilidade. Além disso, receberam informações relacionadas à adequação de população de plantas, posicionamento de cultivares, sistema de inoculação e nutrição das plantas. Ademais, as equipes da CATI e da Apta demonstraram todo o portifólio do DSMM e também dos cultivares de milho que ofereceremos para a segunda safra”, explicou Cazentini.

Atenta a cada orientação e anotando os detalhes em seu bloquinho, a engenheira agrônoma Milaine Trabuco Labella, responsável pela Casa da Agricultura de Arealva, ficou satisfeita em participar do evento. “É muito importante saber das novas variedades porque o produtor trabalha com a densidade, com o plantio e com o planejamento do ciclo da variedade. Portanto adquirir esse conhecimento é fundamental para fazer com que o agricultor produza mais e melhor. Além disso, vou levar o que aprendi para a Associação dos Produtores Rurais de Arealva (Apra), que foi beneficiada pelo Projeto Microbacias II – Acesso ao Mercado. Eles atuam com soja, milho e sorgo e foram comtemplados com dois silos e também a construção da própria sede”, afirmou.

Produtor de soja e milho, Fábio Ferreira da Silva revelou que, por meio do Dia de Campo, ficou sabendo de uma nova variedade e que tem interesse no plantio dessa novidade para a próxima safra. “As variedades apresentadas nesse evento são aptas para o plantio em nossa região. Algumas variedades eu ainda não conhecia, mas fiquei interessado numa delas e pretendo plantar na próxima safra”, disse.

Projeto de custo de sementes

Além de produzir com excelência e qualidade, a CATI busca novas métricas para oferecer ao agricultor produtos com preço justo e acessível. Dessa forma, em uma parceria com o IEA, foi proposto o trabalho de levantamento de custos de produção de sementes na Fazenda Ataliba Leonel e nas Unidades de Beneficiamento de Sementes (UBSs), conforme explica Marli Dias Mascarenhas Oliveira, pesquisadora do IEA.

“Estamos trabalhando na fixação dos custos de produção das sementes. A ideia é que se tenha uma base para formação de preços de venda dessas sementes e, com isso, o DSMM poderá administrar a gestão de custos de tudo o que é produzido. Para o produtor, a vantagem é a compra de um produto de extrema qualidade e por um preço justo”, afirmou a pesquisadora. Além disso, CATI e IEA trabalham com a implantação do sistema de gestão dos custos, que abrange a produção agrícola e o uso dos insumos e máquinas. “Vamos implantar um sistema de apontamentos, para que os custos de produção sejam feitos continuamente”, disse.

O diretor do DSMM afirma que a precificação da venda de sementes era feita com base em valor de mercado, mas pondera que é necessário saber os custos de produção para precificar corretamente. “Os dados fornecidos são subsídios para uma gestão eficiente. Com base nas informações coletadas, serão tomadas decisões operacionais para otimizar os custos de produção”, concluiu.

Vinícius Agostini - Jornalista - Centro de Comunicação Rural (Cecor/CATI)

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