
A Secretária de Agricultura e Abastecimento, Mônika Bergamaschi, esteve em Monte Alegre do Sul para participar da apresentação dos três anos de implantação do Programa de Sanidade em Agricultura Familiar (Prosaf). O objetivo do trabalho é a melhoria da qualidade de vida dos agricultores e dos alimentos produzidos no território paulista, através de ações de curto, médio e longo prazos, transferindo conhecimentos e gerando tecnologias adequadas para as áreas animal, vegetal e ambiental.
As ações já estão em andamento em quinze municípios da região leste do Estado. O Prosaf é um trabalho conjunto entre a APTA Regional – Polo Leste Paulista e a CATI Regional Bragança Paulista. Dentro dos programas CATI Leite e CATI Ovinos, conta com a parceria da Casa da Agricultura de Joanópolis. Além disso, conta com a colaboração de associações de produtores e das prefeituras locais.
Segundo Miguel Francisco Souza filho, pesquisador do Instituto Biológico e coordenador do programa, quem pensa que São Paulo é um mar de cana, se engana. Existem muitas propriedades de agricultura familiar e são essas que alimentam as populações urbanas. Ele explica que a utilização da região de abrangência do Polo Leste Paulista é um ponto de partida de transferência da tecnologia, mas que com a contribuição da CATI, já é irradiada para outras regiões do Estado.
O pesquisador destaca ainda que nesses três anos aconteceram 32 eventos com palestras técnicas e aulas práticas. “Já foram desenvolvidas ações de gestão ambiental em lavouras de hortaliças, visando a qualidade da água não só nos quinze municípios, mas também em Mogi das Cruzes que está em fase de diagnóstico e monitoramento. Já temos ações também no Vale do Ribeira e outras regiões, integrando a pesquisa da APTA com a assistência técnica da CATI”.
Para Alcides Ribeiro de Almeida Junior, diretor da CATI Regional de Bragança Paulista, é necessário ampliar esse projeto, buscando atender um maior número de cidades, pois a cada dia temos mais produtores integrando o CATI Leite e o CATI Ovinos, nos dezessete municípios que compõem a regional. Já para o diretor da APTA Regional, Alceu Arruda Veiga, a região que deu início ao Prosaf é bastante diversificada, o que garante a aplicação inicial do programa. “Esse tipo de ação vem de encontro para a qual a APTA foi criada, ou seja, gerar conhecimento para atendimento às demandas dos agricultores”.

Antonio Batista Filho, diretor do Instituto Biológico, acredita que o Prosaf integra os órgãos governamentais em benefício do agricultor. “Tiramos a pesquisa da biblioteca e levamos o conhecimento aos técnicos da CATI, para que esses transmitam aos agricultores e ampliem para outras regiões do Estado”.
Na oportunidade foram citados outros programas de relevância para a agricultura familiar, executados pela CATI, como a implantação do CATI leite que viabiliza a pecuária em pequenas propriedades e o PPAIS que vai comprar produtos para merenda escolar e outras instituições, aumentando a renda dos produtores familiares.
Celso Hawthorne, representante do coordenador da CATI no evento, destacou que os trabalhos da Casa da Agricultura dependem de parcerias para o desenvolvimento do agronegócio. “Fiquei muito orgulhoso em ver a dedicação e o comprometimento tanto dos pesquisadores da APTA quanto dos extensionistas da CATI nesse trabalho de sanidade da agricultura familiar. Senti um grande entrosamento entre todos os envolvidos”.
Orlando de Castro, coordenador da APTA falou da importância de transformar a tecnologia aplicada ao campo e da difusão aos interessados. “É relevante para esses agricultores que a CATI e a Apta avaliem o problema do carrapato, enfrentado pelos pequenos pecuaristas, e busquem soluções para reduzir o impacto como inibidor da produção de leite e de carne”.

O prefeito de Monte Alegre, Carlos Alberto Aguiar, explicou que 50% da população do município vive na área rural e que programas como esse, desenvolvidos com tanto entusiasmo e empenho, com as instituições governamentais unidas, só podem trazer bons frutos e melhorias para a vida no campo.
Segundo a secretária Mônika Bergamaschi, entusiasmo é a palavra chave nesse encontro e no trabalho do Prosaf. Para ela o grande desafio da agricultura é alimentar sete bilhões de bocas, além de outras atividades que dependem do setor. “Precisamos aumentar e muito a produção e a produtividade do Brasil. Essa nova ordem exige novas respostas e para tanto, a saída é a parceria”.

Mônika destacou também que a população urbana não tem a menor ideia da importância da agricultura. Por isso, acredita que é necessário desenvolver políticas públicas simples, mas que tragam resultados. Aliado a isso, se a sanidade dos produtos animais ou vegetais não for levada a sério a perda será muito grande. “O Brasil é de suma importância para o mercado internacional, mas não podemos esquecer de conciliar econômico, social e ambiental. Hoje, com os resultados já obtidos com a implantação do Prosaf, faz surgir esperança, mas sabemos que precisamos melhorar muito. O entusiasmo tem que estar ligado ao fruto e a multiplicação do trabalho e da integração entre as instituições, pois juntos nos fortalecemos e erramos menos”.
A apresentação sobre os três anos do Programa de Sanidade da Agricultura Familiar aconteceu no último dia 18 de abril e contou com a participação de aproximadamente 200 pessoas entre técnicos e pequenos e médios agricultores.
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