Aconteceu entre os dias 16 e 19 de maio, na Fazenda São Paulo, em Itapeva (SP), a 4ª edição da Agrovia, grande feira de negócios, tecnologia agrícola e pecuária, do sudoeste paulista.
Em uma área de 145 mil metros quadrados, cerca de 100 expositores, entre produtores, cooperativas, instituições e grandes empresas, apresentaram aos visitantes as novidades referentes à tecnologia, máquinas, produtos e serviços agrícolas. Nos quatro dias de evento a expectativa dos organizadores era atrair cerca de 20 mil pessoas para o evento. Além de conhecer os estandes da feira, os visitantes puderam participar de palestras como foco em temas atuais relacionados ao setor agrícola, sustentabilidade e desenvolvimento econômico rural.
De acordo com a diretora da empresa que organiza o evento, Grace Caribé, o objetivo da feira foi atender às expectativas, principalmente, dos pequenos produtores. “Neste ano ampliamos a área de exposição e investimos na infraestrutura para melhor receber os expositores e o público. O grande diferencial dessa edição foi que os participantes puderam também contar com cursos e palestras e o foco foi a sustentabilidade. Sem dúvida, uma oportunidade dos agricultores trocarem experiências e se capacitarem”.
Para a secretária de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Mônika Bergamaschi, presente na abertura da Feira, o evento é uma forma de movimentar o agronegócio local e nacional. “Essa é uma região de alta produtividade, onde o associativismo e o cooperativismo são muito fortes. Em atividades como essas, percebemos a diversificação que existe no agronegócio local e como essa organização do setor tem contribuído para o desenvolvimento dos produtores. Experiências adquiridas aqui, como o acesso a pesquisas, novos produtos, serviços e tecnologia, levam à melhor gestão das propriedades”.
A Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) participou com especialistas abordando assuntos relativos ao Agroturismo, Alimentação Escolar e ao Programa Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável-Microbacias II. Além disso, uma equipe da CATI Regional Itapeva prestou esclarecimentos e assistência ao público presente. “Apresentamos informações referentes ao Projeto CATI Leite, Microbacias e outras ações. Essa região é altamente produtiva, devido a seu clima e solo. Tem forte atuação na produção de milho, soja, feijão, pinus, eucaliptos, tomate, laranja e frutas cítricas em geral. Percebemos o interesse de pequenos e médios produtores em todas as atividades, serviços e produtos da CATI”, disse Edmar Silva, diretor da regional.
Já o Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes da CATI (DSMM), montou uma estufa de exposição e venda de mudas frutíferas e florestais nativas. “Um espaço como esse é uma vitrine para apresentarmos os produtos da CATI. A coleção que a CATI tem de espécies nativas representa 90% das espécies de maior ocorrência no Estado de São Paulo. As frutíferas de clima temperado são as mais procuradas aqui na Agrovia, pois o clima da região é semitropical, caminhando para o temperado”, avalia Celso Panzani, engenheiro agrônomo do DSMM.
Expositores e visitantes ficaram animados com a participação no evento. “A Agrovia é uma oportunidade de mobilizar os agricultores para que conheçam novas tecnologias e a movimentação do mercado”, afirma Edivaldo Del Grande, presidente da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp). Pela primeira vez expondo na Feira, Sebastião Batista, assentado da Fazenda Pirituba, localizada em Itaberá, apresentou uma série de produtos confeccionados e produzidos pelo sindicato rural e pelas mulheres do assentamento, que participam de uma cooperativa. E não são apenas empresários, engenheiros agrônomos e profissionais ligados ao setor que se interessam pelo evento. Camila Cassu, estudante do Programa Jovem Aprendiz Rural de Itaí, gostou da visita. “Achei muito interessante o que vi aqui. Adquiri novos conhecimentos, como por exemplo, como funciona uma máquina colhedora de milho. Até me animei em seguir carreira na área agrícola”, diz.
Atualmente o Estado de São Paulo conta com cerca de 100 estações de coleta de dados climatológicos. Elas estão espalhadas em todas as regiões do Estado.