Casa da Agricultura de Serra Azul treina metodologia para extensionistas

A Casa da Agricultura de Serra Azul, município da área de atuação da CATI Regional Ribeirão Preto, sediou, no dia 28 de agosto, uma capacitação para todos os técnicos que atuam na CATI Regional e nas Casas da Agricultura a ela subordinadas. A apresentação da Metodologia de Assistência Técnica Coletiva (MATC) ficou a cargo do engenheiro agrônomo Álvaro José Mussolin e do zootecnista Michel Golfetto Calixto, que havia vivenciado a aplicação desse processo participativo em treinamento realizado no município de Santo Antônio da Alegria, vinculado à CATI Regional Franca, na cadeia produtiva do café, na quinzena anterior. A metodologia aplicada consiste em um modelo de Assistência Técnica Coletiva, adotado pela Fundação Neumann Brasil, por meio do qual são levantados os problemas existentes por meio do uma avaliação nos locais onde existam e sejam oferecidas soluções para um grupo de produtores que estejam passando pelo mesmo problema ou similar. No conjunto, todos aprendem e trocam informações.

Em Serra Azul, o preparo de ação para a realização da atividade foi feita no período da manhã. Após os relatos, os colegas tiraram as dúvidas e verificaram as adaptações necessárias para as outras cadeias produtivas, como a do leite, da olericultura e piscicultura, todas cadeias produtivas de interesse na região. “Essa metodologia (MATC) é uma excelente ferramenta para facilitar o trabalho de extensão rural”, comentou Michel Calixto.

No período da tarde, o treinamento continuou no Assentamento de Serra Azul, onde os produtores já aguardavam para iniciar a atividade. “Fiz uma visita anterior e preparei os produtores para a coleta do material para análise, diagnóstico e a aplicação da MATC”, afirmou Golfetto.

       

 

Os produtores foram divididos em grupos e coletaram o material com problema nas proximidades de seus pomares; no caso, o material foi dos bananais da região. A partir dessa coleta, os grupos de técnicos foram divididos e participaram do processo sob a liderança de cinco técnicos que identificaram os problemas a partir do relato detalhado feito pelos produtores, ouviram as suas opiniões e o pedido de confirmação do diagnóstico feito pelo grupo de produtores na fase inicial.

Segundo Golfetto, “o evento foi muito produtivo pelo nível de participação tanto dos produtores quanto dos colegas da CATI Regional”.


Depoimentos

Para o engenheiro agrônomo Danilo Habenschuss, a metodologia é muito válida: “Depois de um determinado período, teremos um número significativo de atendimentos”.

Na opinião do engenheiro agrônomo Álvaro José Mussolin, “a metodologia se mostrou muito útil, mas deve ser complementada com uma programação de cursos abordando todos os aspectos da cadeia produtiva”.

       

 

Já o engenheiro agrônomo Giovanni Ramos Oliveira “considerou a metodologia viável e muito útil para ser aplicada na cadeia de olericultura, minimizando os itens a serem abordados na consulta para ser mais eficiente a assimilação dos novos conhecimentos”.

Produtores presentes consideraram o método válido, garantindo a proximidade da assistência técnica oferecida pela Casa da Agricultura. Entre os itens abordados, foram solicitados dados de irrigação e turno de rega para bananais. O engenheiro agrônomo Sérgio Veraguas Sanchez aproveitou a reunião para abordar a obtenção de mudas sadias de laboratórios para a instalação do bananal e a aquisição das variedades de banana “Caipira” e “Maçã”, desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), resistentes a pragas e doenças, cultivadas nos Estados de Goiás e Minas Gerais.


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