CATI - amor à profissão passado de mãe para filho

Na Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), além de profissionais com formação em outras áreas, 453 engenheiros e engenheiras agrônomas executam diariamente seu ofício em prol de uma agricultura paulista mais sustentável e rentável. No entanto uma engenheira e um engenheiro agrônomo, além de compartilharem da mesma profissão, executarem os trabalhos na CATI e atuarem na extensão rural, são mãe e filho.

Maria Cândida Sacco Marcelino está há mais de 30 anos atuando na região de Jaboticabal e Rafael Marcelino iniciou a carreira na região de Botucatu. Atualmente, o bate-papo não é só de mãe para filho, mas de profissional para profissional e tornou-se mais um bom motivo para que ambos tenham conversas para trocar experiências.

Maria Cândida conta que ficou surpresa pelo filho optar pela mesma carreira e afirma que não teve nenhuma influência, mas disse que tem consciência de que os pais, mesmo sem palpitar, acabam influenciando os filhos pelo exemplo ou pela vivência. “Quando o vestibular estava próximo, o Rafael disse que estava pensando em fazer Engenharia Florestal. Até então, não sabia bem qual carreira ele gostaria de seguir, até porque meu filho é muito eclético, justo, responsável e estou certa de que se daria muito bem em várias áreas”, contou Cândida, sem disfarçar o orgulho. Nessa hora, a mãe deu o conselho: “A Agronomia proporcionará muito mais campo para você, a Florestal é mais restritiva e, se você gostar, poderá fazer uma especialização na área”.

O que ela ainda não sabia é que, além de engenheiro agrônomo, Rafael escolheria ser extensionista, assim como a mãe. Uma história que começou lá atrás, em 1984, quando grávida de oito meses eles “fizeram juntos” o pré-serviço da CATI. “Apesar de ser filho único, o Rafael sempre quis ajudar, colaborar, fazer as coisas em equipe e sempre teve esse espírito, que na verdade é o espírito de um extensionista. Tenho muito orgulho e, hoje, profissionais do mesmo ramo, sempre trocamos informações e conversamos; e isso é muito gratificante”, afirmou a mãe.

Grato por tudo o que a mãe representa, Rafael decidiu enviar uma carta para o Centro de Comunicação Rural (Cecor). O conteúdo das palavras, carregadas de gratidão e emoção, você confere abaixo: