CATI realiza capacitação em piscicultura

Com o tema “Extensão Rural, Aquícola e Pesqueira”, a CATI realizou entre os dias 4 e 6 de outubro, na sede da instituição em Campinas, o III Módulo da Capacitação em Piscicultura. Coordenado pelos extensionistas Fernando Jesus Carmo, da CATI Regional Jales, Abelardo Gonçalves Pinto, da Divisão de Extensão Rural (Dextru) e Newton José Rodrigues da Silva, da Casa da Agricultura de Santos, o treinamento contou com a participação de 61 técnicos de diversas regiões do Estado de São Paulo.

                           


Como palestrantes, além dos próprios coordenadores da capacitação, participaram ainda os extensionistas Osmar Mosca Diz (Dextru), Paula Maria Gênova de Castro e Lídia Sumile Maruyama, ambas do Instituto de Pesca, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta).

Na abertura do evento, Ypujucan Caramuru Pinto, diretor do Departamento de Comunicação e Treinamento (DCT), representando o novo coordenador da CATI, João Brunelli Júnior, explicou a importância do programa de capacitação continuada dos técnicos da instituição e a relevância dos assuntos a serem debatidos. 

Os temas abordados durante a capacitação foram os conceitos de extensão em aquicultura (difusionismo e construtivismo); a formação integral do extensionista e o desenvolvimento profissional e pessoal; construção de redes sociotécnicas e os arranjos institucionais da extensão rural; planejamento e avaliação de projetos e programas; práticas de orientação técnica individual e coletiva; cooperativismo e associativismo em aquicultura com base na economia solidária; desenvolvimento sustentável e práticas aquícolas; transição agroecológica; apresentação dos estudos de caso do desenvolvimento da aquicultura no Alto Vale do Itajaí (SC) e Vale do Ribeira (SP); introdução à ciência pesqueira; métodos aplicados ao levantamento pesqueiro continental; o extensionista e a aquicultura familiar.

 
DEPOIMENTOS – “Destaco a possibilidade de o extensionista realizar projetos de pesquisa-ação com outras instituições parceiras e o agricultor, propiciando a construção de redes sociotécnicas. Durante o curso, ficou claro que isso é possível em um ambiente de trabalho emocionalmente saudável”, declarou a médica veterinária Raquel Helena Rocha Fernandes, da CATI Regional Jaú.

O médico veterinário Paulo Renato Tamassia Pégolo, da CATI Regional Avaré, apontou que a criação de rede sociotécnica em qualquer área da extensão rural é de fundamental importância para se atingir o êxito nos projetos. “A capacitação serviu para uma avaliação do que tenho feito de bom e dos aspectos que tenho que melhorar como extensionista” – parafraseando o filósofo Mário Sérgio Cortella, propôs a reflexão “se eu não existisse, que falta faria?”.

A bióloga Martha Regina Lucizano Gargia, da assessoria técnica/Projetos CATI, destacou a reflexão sobre o desenvolvimento profissional que possibilita ao extensionista repensar sua atuação com os produtores rurais. “Outro ponto importante abordado foi a metodologia de extensão rural, que auxilia o técnico na construção de práticas e resolução de problemas”, afirmou.

O médico veterinário Galdino Flávio de Almeida Filho, da Casa da Agricultura de Dracena (CATI Regional Dracena), apontou a importância do reforço das práticas de redes sociotécnicas colaborando para os resultados positivos das atividades desenvolvidas pela CATI. “Ressalto, também, o valor de se utilizar no cotidiano as ferramentas de planejamento (PDCA, ZOPP etc.) abordadas no curso. A capacitação proporcionou aprimorar técnicas para trabalhar, buscando a melhoria econômica e social do produtor rural e da comunidade onde atuamos”, disse.

Para o médico veterinário Jader Rogério Cappi, da Casa da Agricultura de Matão (CATI Regional Araraquara), o estabelecimento de redes sociotécnicas e a valorização do capital social da comunidade e das instituições são fundamentais para o sucesso das atividades e dos projetos. “Saliento as abordagens de motivação dos extensionistas abordadas no curso. Isso é essencial para o trabalho com os agricultores e para o enfrentamento dos desafios que a atividade nos impõe”, destacou.

A capacitação foi tão abragente e multidisciplinar, que a engenheira agrônoma Maria Aparecida de Souza, da Casa da Agricultura de Paraibuna (CATI Regional Pindamonhangaba), destacou os aspectos humanitários dos temas abordados, valorizando o trabalho do extensionista e estimulando o trabalho no campo em diversas áreas e cadeias produtivas. “Entre os temas, ressalto a forma construtivista de se atuar com os agricultores e suas famílias. A partir da capacitação, percebi que é possível atuar na associação de apicultores do meu município, envolvendo os filhos dos agricultores e mostrando a eles a correlação entre as abelhas e a produção de alimentos, por exemplo. A partir daí, se abre a oportunidade para trabalhar os diversos temas da inter-relação entre agricultura e meio ambiente”, afirmou.



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