CATI Regional Guaratinguetá participa da Expoguará com mostra de produtos e serviços e organização de ciclo de palestras

A CATI Regional Guaratinguetá se programou para entre os dias 8 e 11 de junho participar ativamente da tradicional Expoguará. Durante todos os dias da exposição agropecuária realizada na Estância Turística de Guaratinguetá, os técnicos da CATI, ligados à Regional e às Casas da Agricultura a ela vinculadas ou ao Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes (DSMM), estiveram disponíveis em um estande de 72m2 para dar explicações sobre as ações e projetos desenvolvidos pela instituição, em especial pela CATI Regional Guaratinguetá e também pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), escritório Regional de Guará. Outra parceira foi a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) Polo Regional de Pindamonhangaba, que colocou seu pessoal da pesquisa no plantão para atendimento ao público.

Para demonstrar alguns dos seus produtos e serviços, o Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes levou sementes de milho tratadas quimicamente e também com a terra diatomácea ultimamente em uso instituição em sua busca por oferecer produtos que não agridam o homem ou a natureza. A terra diatomácea substitui o tratamento químico de sementes armazenadas e, portanto, como produto natural, dá a possibilidade de fornecer sementes para aqueles que querem produzir alimentos orgânicos ou simplesmente naturais.

O diretor da CATI Regional Guaratinguetá, engenheiro agrônomo Jovino Paulo Ferreira Neto, também abriu espaço para os parceiros da instituição, como associações e cooperativas com as quais a CATI desenvolve uma estreita relação. A Associação dos Apicultores de Cunha (Apicunha) levou os produtos como mel, própolis e promoveu a degustação de pastas confeccionadas tendo como base o mel. A pasta de mel, alho, cebola e cúrcuma fez o maior sucesso entre aqueles que passaram pelo estande. A Associação dos Moradores e Produtores do Bairro dos Pilões, de Guaratinguetá, também levou seus produtos, deliciosos doces, biscoitos, compotas e também derivados da banana, além de artesanato feito a partir das folhas de bananeira. A Associação Rural de Canas, outro município atendido pela CATI Regional Guaratinguetá, também compareceu com produtos. A CATI tem oferecido capacitações a essas associações ao longo do tempo e o resultado, segundo Jovino, são organizações mais estruturadas e fortalecidas.

A Cooperativa dos Produtores de Arroz do Vale do Paraíba (Coopavalpa) também levou os seus produtos, tanto marcas de arroz tipo agulhinha como os especiais vermelho, preto e arbóreo, produzidos por uma empresa da região. “A Coopavalpa tem na CATI uma grande parceira”, frisou o presidente da Cooperativa, o rizicultor Rodolfo Kodel Neto. A Coopavalpa participou de duas Chamadas Públicas do Projeto Microbacias II e está construindo as novas instalações que contarão com um armazém, um galpão para depósito de produtos, dois silos equipados com balança e demais equipamentos. A Proposta de Negócio também permitiu a aquisição de dois veículos, um deles equipado para classificar o arroz produzido pelos rizicultores do Vale do Paraíba, o que já deu um grande impulso no valor do arroz.


A Coopavalpa foi uma das cooperativas que participaram ativamente do evento. Produtores de arroz,
os 52 cooperados apresentaram a tiveram duas Propostas de Negócio aprovadas pelo Projeto Microbacias.
O atual secretário de Agricultura, catiano aposentado, Júlio César Ramos da Silva apresentou
a madeira plástica produzida na Fazenda da Esperança, excelente para uso no meio rural.


Madeira plástica – custo compensa quando se pensa em durabilidade

Bem em frente, quase junto ao estande, um catiano aposentado depois de 38 anos de atividade e atual secretário de Agricultura da Estância Turística de Guaratinguetá, o engenheiro agrônomo Júlio César Ramos da Silva, estava demonstrando uma outra importante paixão em sua vida: a sua participação ativa na recuperação de jovens dependentes químicos que já há alguns anos têm produzido e comercializado a madeira plástica ou madeira ecológica produzida na Fazenda Esperança. “Trata-se de um produto 100% reciclado e reciclável, com aparência de madeira natural”, explica Júlio. Para produzir esse composto plástico são retiradas milhares de toneladas de material plástico e resíduos da natureza e industriais, como cotonetes e escovas de dente, descartadas por empresas da região que atuam no ramo. Com esse material são feitos mourões para cerca, cochos para gado, quiosques, mesas, bancos, lixeiras, entre outros produtos. “O segredo é a durabilidade; alguns produtos se encontram em áreas rurais já há mais de 20 anos e ainda estão perfeitos”, conta Júlio. Mas o secretário explica que só recentemente a madeira plástica está sendo conhecida e comercializada na região. “Já era vendido em todo País, mas aqui ainda não havia saída, por esse motivo a exposição é importante. Podemos falar sobre o aspecto ambiental e também sobre o social desse projeto”, frisou Júlio Ramos da Silva, que também levou uma proposta ao prefeito de Guaratinguetá para a pavimentação de estradas com o uso de materiais recicláveis.


Ciclo de Palestras leva conhecimento ao público da Expoguará

No dia 9 de junho, o ponto alto foi a abertura do Ciclo de Palestras com a presença do coordenador da CATI, João Brunelli Júnior, bem como do prefeito de Guaratinguetá, Marcos Soliva, que enalteceu a importância do apoio da CATI Regional na organização do evento. Estiveram presentes, ainda, João Pimentel, da assessoria técnica da Secretaria de Agricultura e Abastecimento; José Valverde, coordenador da Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro); e João Cury Neto, ex-prefeito de Botucatu e atualmente exercendo função na Fundação para o Desenvolvimento da Educação.

As palestras versaram sobre temas variados como as políticas públicas de aquisição de alimentos as quais abrangem o Programa Nacional de Alimentação Escolar, que prevê a compra de 30% dos alimentos destinados às escolas e creches municipais da agricultura familiar, e o Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS), por meio do qual são feitas compras de alimentos da agricultura familiar para creches, hospitais, universidades, presídios e outras instituições públicas do Estado de São Paulo. A zootecnista Mariele Santana Camargo, responsável pela Casa da Agricultura de Piquete, apresentou a palestra sobre tais políticas públicas citando o exemplo do município.

Brunelli apresentou dados do Projeto Microbacias II – Acesso ao Mercado que tem permitido às organizações rurais se estruturarem para que possam melhorar a qualidade dos produtos, agregar valor e acessar novos mercados de comercialização. “Foi com a apresentação da Proposta de Negócio da Cooopavalpa ao Projeto que Guaratinguetá terá, também via Microbacias II, recursos da ordem de R$ 700 mil para readequação de 11km de estradas rurais para atender os produtores rurais, mais especificamente que atuam na rizicultura na Colônia do Piagui”, afirmaram Jovino e Brunelli, destacando a atuação dos dirigentes da Coopavalpa, presentes ao ciclo de palestras, para que a Proposta esteja se concretizando. “Ainda este ano, vamos ter a inauguração das instalações da Coopavalpa em terreno cedido pela Prefeitura localizado na área industrial do município. “Foi uma conquista como tantas outras que permitiram melhorar a logística, a infraestrutura e a renda de produtores rurais em todo o Estado. Nestes seis anos foram aprovadas 362 Propostas de Negócio, beneficiando 8.793 produtores rurais com recursos da ordem de R$ 127.266.462,42 pelo governo do Estado de São Paulo, via Banco Mundial”, enfatizou Brunelli demonstrando as várias cadeias produtivas que foram beneficiadas, especialmente com a construção de packing houses para processamento mínimo de olerícolas, salas de prova de cafés especiais, compra de equipamentos e maquinários, aquisição de veículos, entre tantas outras ações que mudaram o cenário de vários municípios onde organizações rurais tiveram Propostas apoiadas pelo Projeto Microbacias II.


No estande da CATI, espaço para associações, mostra de projetos e ações desenvolvidos
pela instituição e venda de publicações do Centro de Comunicação Rural (Cecor/CATI).


Outra apresentação importante, fechando o Ciclo de Palestras do dia 9 de junho, foi a do engenheiro agrônomo Marcos Martinelli, assistente da CATI Regional Guaratinguetá, que apresentou a proposta de “Outorga Coletiva do Perímetro Irrigado do Córrego Piagui − Um avanço para a gestão de recursos hídricos no Vale do Paraíba”. Martinelli explicou que a área de 1.296ha corresponde a 1,7% do município de Guaratinguetá, mas que no local são produzidos alimentos para 170 mil habitantes, correspondendo à população de Guaratinguetá e região. “É uma área altamente produtiva, mas está faltando água para as 113 propriedades já cadastradas que trabalham com piscicultura, bovinocultura, equinocultura, além de produção de milho, hortaliças e arroz, sendo esta última cultura de grande importância econômica para o Vale do Paraíba onde está instalado o último polder do Estado de São Paulo (sistema de irrigação em canais)”, explicou Martinelli. A outorga coletiva é uma proposta conjunta da CATI, do Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE), da Prefeitura e do Sindicato Rural de Guaratinguetá que beneficiará a todos. Trata-se de um amadurecimento dos produtores da região em busca do bem comum, a água. O córrego Piagui é afluente do rio Paraíba do Sul, que abastece dois grandes centros urbanos: São Paulo e Rio de Janeiro. “A outorga é o balanço entre o que os produtores precisam e a água que o rio oferece”, afirmou Martinelli, frisando a importância de se discutir isso coletivamente entre todos os envolvidos.


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