CATI sedia capacitação do Projeto Horta Educativa, que reuniu mais de 200 pessoas

A primeira capacitação do ano para formação de novos educadores, que desenvolverão ações do Projeto Horta Educativa, aconteceu no dia 10 de abril, na sede da CATI, em Campinas. O Projeto é fruto de uma parceria entre o Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo (Fussesp), que faz a gestão das ações, e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, que as executa, por meio da CATI e da Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro). As ações contam com o apoio dos Fundos Sociais municipais, que exercem a coordenação das ações nos municípios.

“Sem a parceria com a Secretaria de Agricultura seria impossível realizar este Projeto, pois ela desenvolve toda a parte técnica das capacitações e faz os estudos de viabilidade dos locais onde serão instaladas as hortas e seu acompanhamento técnico. Nas capacitações, que têm uma carga horária de 8 horas e certificado, os futuros educadores participam de palestras e aulas práticas (somente aqueles que serão os responsáveis diretos pelo trabalho – plantio e manejo – na horta). A maioria delas é realizada na CATI, pois, além da infraestrutura, o espaço da Fazendinha Feliz (onde é realizado um trabalho educativo de produção sustentável em hortas e resgate de plantas não convencionais) é ideal para o contato dos participantes com as técnicas adequadas para a condução das hortas em seus municípios”, explica Telma Tânia V.F. de Carvalho, coordenadora do Projeto no Fussesp, dizendo que o público prioritário para atendimento no Projeto são as escolas públicas, municipais e estaduais. “No entanto, por conta da demanda, hortas também estão sendo instaladas em outros locais, como Centros de Saúde”.

Reunindo 210 pessoas das áreas de educação, saúde, agricultura e meio ambiente, de 29 municípios, de várias regiões do Estado, o evento teve como objetivo capacitá-las para se tornarem multiplicadoras de conhecimento, entre outros temas, sobre alimentação saudável, práticas agroecológicas e produção sustentável, por meio da instalação de hortas.


Segundo Milene Massaro, diretora do Centro de Segurança Alimentar da Codeagro, que ministrou palestra sobre alimentação saudável, o número de participantes dessa edição surpreendeu os organizadores e mostrou que o Horta Educativa tem se consolidado no Estado. “Recebemos um grande número de pessoas em um grupo bem heterogêneo. Isso nos mostra que estamos no caminho certo e que alimentação saudável e implementação de hortas são temas transversais. Por meio desse público poderemos contemplar crianças, em uma faixa adequada para formar bons hábitos alimentares, e suas famílias, influenciando-os para uma mudança cultural alimentar que se refletirá em benefícios para todos”.

À frente de um grupo de 13 pessoas ligadas às Secretarias Municipais de Educação, Ciências e Tecnologia; Agricultura; Meio Ambiente; e Saúde, a presidente do Fundo Social de Solidariedade de Hortolândia, Leila Dobelin, afirma que a capacitação será essencial para a implementação do Projeto no município. “Na área de educação, iniciaremos o Horta Educativa em duas escolas, uma localizada em uma região carente e outra na região central da cidade. A partir dessas hortas disseminaremos os conceitos aprendidos aqui, com o objetivo de incentivar as crianças e suas famílias a terem uma alimentação mais saudável e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida. Uma frase que ouvi a

qui resume a importância desse trabalho: a horta é uma escola!”.

Agentes de saúde no município de Jandira, localizado na Grande São Paulo, Jacquelene do Rosário e Angela Gonçalves de Lira comentam que voltam para sua cidade com ânimo renovado. “A capacitação foi excelente e os conceitos foram transmitidos de uma forma muito clara e motivadora pelos organizadores, aos quais agradecemos por esse curso tão importante. Nosso objetivo é instalar uma horta no Centro de Saúde e levar os conceitos de alimentação saudável em nossas visitas às famílias, pois, hoje, enfrentamos problemas de saúde ligados à alimentação, que vão da desnutrição à obesidade, principalmente entre as crianças”.

Para Valdir Alves Ventura, da área de manutenção escolar do município de Santo Expedito, localizado na região de Presidente Prudente, e que participou da capacitação junto com o engenheiro agrônomo Roberto Eiji Kakida - responsável pela Casa da Agricultura local e pelo acompanhamento técnico do Projeto -, o conhecimento transmitido superou as expectativas. “Eu sou da área rural e estou acostumado a trabalhar com horta. Mas quando a gente participa de eventos como esse, vê o tanto que temos para aprender. Agora estou me sentindo preparado e motivado para cuidar da horta que será instalada na Escola Municipal José Gilmar Mazini e falar sobre o que eu aprendi aqui para as crianças e suas famílias”.

Osmar Mosca Diz, engenheiro agrônomo da Divisão de Extensão Rural (Dextru/CATI), que coordena as atividades do Projeto Horta Educativa na CATI, e juntamente com a engenheira agrônoma Simeire Manarim, da CATI Regional Piracicaba, participa das capacitações e orienta os extensionistas da rede que executam as atividades em todo o Estado, fala com emoção sobre a participação da instituição no Projeto. “Pelo que os colegas extensionistas nos mostram, há muitos motivos para nos orgulharmos. Os relatórios enviados são repletos de fotos e depoimentos favoráveis, que mostram os momentos de aprendizagem das crianças na horta e a alegria delas; eu digo sempre que a horta, em si mesma, é uma grande escola, sendo um instrumento pedagógico para a compreensão da relação entre meio ambiente e alimentação saudável, relacionando-os à saúde, cidadania e qualidade de vida. Então, sempre que uma escola puder desenvolver atividades que remetam à natureza, ao meio ambiente, à agricultura e às hortas, as crianças aprenderão valores sociais, culturais e alimentares saudáveis. Portanto, prestar esse apoio técnico nos municípios que aderem ao Projeto e conviver com as crianças é um grande presente; ganhamos e aprendemos muito como extensionistas”.


 

Sobre o Projeto Horta Educativa

Segundo Telma de Carvalho, o Projeto Horta Educativa, que entra em seu sétimo ano de execução, tem sido avaliado de forma positiva nos municípios onde tem sido desenvolvido. “As avaliações anuais mostram que 95% das escolas envolvidas observaram mudanças na alimentação das crianças e que elas estão influenciando suas famílias para adotarem hábitos alimentares mais saudáveis”.

A participação no Projeto pode ser feita de duas formas: no caso de escolas estaduais, é feita pela assinatura de um termo de cooperação com o Fussesp; no caso das escolas municipais, é por meio de convênio assinado entre os municípios e o Fussesp. “Após a assinatura do convênio, o município indica duas escolas para serem instaladas hortas. O primeiro ano de execução é experimental, para se adequar o desenvolvimento do Projeto à realidade local. Após esses primeiros 12 meses, o município pode ou não renovar o convênio. Mas temos visto que ele tem sido muito bem aceito onde está implementado”.

Como exemplo, Telma cita o município de Sorocaba. “No primeiro ano, o Projeto foi realizado em duas escolas. No segundo ano foi expandindo para mais de 50 escolas, abrangendo todo o município”.

O Projeto foi elaborado para atender os alunos matriculados em unidades de ensino público até o 4.º ano do ensino fundamental. Para o desenvolvimento das atividades, é fornecido um conjunto de quatro apostilas: caderno de atividades da criança, caderno do educador, caderno do cuidador da horta e caderno da família. As escolas participantes recebem um kit de ferramentas, doado pelo Fussesp, que contém: carrinho de mão, enxada, pá, regador, mangueira, bandejas para mudas e envelopes de sementes.

O Fussesp contabiliza números expressivos, até o final de 2017:

  • 348.298 alunos da rede pública beneficiados - até o 4.º ano do ensino fundamental;
  • 541 municípios envolvidos
  • 3.779 educadores capacitados
  • 1.413 escolas com hortas educativas



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