Com a presença do secretário Arnaldo Jardim, CATI reúne equipe técnica em Bauru para balanço e planejamento de ações de extensão rural

Neste dia 5 de setembro, com o objetivo de fazer um balanço das ações executadas pela CATI, em prol do desenvolvimento rural paulista, e definir estratégias de atuação nos principais projetos em andamento, estiveram reunidos na sede regional da instituição em Bauru, o secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim; o coordenador da CATI, João Brunelli Júnior; o coordenador da Defesa Agropecuária, Fernando Buchala; o coordenador da Assessoria Técnica do Gabinete da Secretaria, José Luiz Fontes; o secretário-executivo do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), Fernando Penteado; os 40 diretores das Regionais CATI, bem como assistentes agropecuários e diretores de departamentos da unidade central, de Campinas, como o de Sementes, Mudas e Matrizes e o de Comunicação e Treinamento.

Na pauta, assuntos referentes aos projetos de cadeias produtivas, com ênfase ao Plano da Bovinocultura Leiteira - Mais Leite, Mais Renda; ao Projeto Microbacias II; ao Levantamento Censitário das Unidades de Produção Agropecuária (LUPA); e ao fortalecimento de parcerias com outros órgãos e institutos, como no caso da estabelecida com a Coordenadoria de Defesa Agropecuária, para o enfrentamento do cancro cítrico no Estado de São Paulo.

O secretário Arnaldo Jardim abriu os trabalhos parabenizando à instituição pela série de eventos comemorativos dos Dias do Agricultor e do Campo Limpo, os encontros de produtores e pela prorrogação (até setembro de 2018) do Microbacias II, atividades realizadas nos meses de julho e agosto. “Muitas têm sido as ações e diversos os projetos realizados pela equipe técnica e administrativa da CATI. Os resultados expressivos, que superam as dificuldades encontradas no dia a dia do trabalho de extensão rural, são frutos do comprometimento dessa equipe dedicada e competente”, disse Arnaldo Jardim, destacando que, apesar dos excelentes resultados alcançados, é imprescindível que o debate seja constante, visando ao aprimoramento das ações ou correções de estratégias, frente ao dinamismo do agronegócio, no qual os produtores familiares (público prioritário da CATI) são parte fundamental, devido à sua grande contribuição na produção de alimentos saudáveis e na harmonização da agropecuária com o meio ambiente.

Para o coordenador da CATI, João Brunelli, a reunião foi estratégica, pois diversas ações estão em fase de conclusão. “Nossos projetos são desenvolvidos de forma regionalizada, porém abrangendo todo o Estado. Por conta disso, é fundamental que todos os envolvidos tenham acesso às informações gerais. Além disso, em ações como as realizadas no âmbito do Projeto Microbacias II, a experiência de uma organização pode ser o impulso para a finalização da execução do projeto de outras. Nesse sentido, nessa reunião acertamos os detalhes das apresentações que serão feitas durante o IV Fórum do Microbacias II, que acontecerá no próximo dia 14 de setembro”.


Destaques da reunião

Cadeias Produtivas. Sobre as cadeias produtivas, o coordenador da CATI informou que as ações realizadas para bovinocultura de leite, pelo Plano Mais Leite, Mais Renda, serão a base das atividades a serem executadas em outras cadeias produtivas trabalhadas pela instituição, como a do café, da fruticultura e da olericultura. “Da mesma forma que a Secretaria instituiu um grupo gestor estadual, estamos incentivando a organização de grupos regionais, com a participação de representantes de todos os segmentos da cadeia. Assim, será possível fazer um diagnóstico das realidades regionais e propor soluções, bem como desenvolver projetos comuns”.

Um exemplo de plano regional foi apresentado pelo diretor da CATI Regional Presidente Venceslau, Felipe Melhado, o qual está sendo desenvolvido com participação de várias entidades, como o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Universidade do Oeste Paulista (Unoeste).

Também foram debatidos o fortalecimento das organizações apoiadas pelo Microbacias II, com Iniciativas de Negócio que envolvem a cadeia do leite; ações desenvolvidas com a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) - monitoramento da qualidade do leite pelo Instituto de Zootecnia, nas propriedades atendidas pelo Projeto CATI Leite, genotipagem de animais, Programa de Melhoramento Genético dos animais e fornecimento de mudas de cana forrageira;  assistência técnica e financiamento pelo Feap.

Projeto Microbacias II. Durante a reunião foram alinhadas as estratégias para a finalização das Iniciativas de Negócio que estão em andamento. Também foi dado um passo importante para resolver um problema, o qual tem sido um entrave para algumas organizações executarem plenamente seu projeto: a liberação de recursos do Feap, para a contrapartida exigida pelo Microbacias II. “Algumas organizações, principalmente da região oeste do Estado, estão aguardando a liberação do financiamento pelo Banco do Brasil para executar obras e adquirir os equipamentos de sua Iniciativa de Negócio. Para agilizar o processo, agendamos uma reunião entre os nossos diretores das Regionais do oeste paulista e o superintendente regional do Banco do Brasil, que fica em Bauru, juntamente com o secretário-executivo do Feap, para liberar todos os contratos pendentes e, assim, agilizar a conclusão desses projetos”.

LUPA. O engenheiro agrônomo Antônio Carlos Torres, responsável pela execução do LUPA - o Censo Agropecuário do Estado de São Paulo, apresentou os dados coletados, os quais já estão sendo consolidados. “Também alinhamos estratégias para agilizar a finalização da coleta de dados em algumas regiões”, informou o coordenador da CATI.

Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes (DSMM). Com o diretor do DSMM, Ricardo Lorenzini, foram discutidas as estratégias de produção e comercialização de forma complementar e por meio de parcerias com a iniciativa privada, de sementes e mudas de qualidade para formação e reforma de pastagens, capineiras e  canaviais (inclusive  mudas pré-brotadas); de materiais para produção de silagens, sementes de aveia para pastagem de inverno e  sobre a instalação de uma Unidade de Observação (vitrine tecnológica) de Boas Práticas na produção de leite, na Fazenda Ataliba Leonel, um dos principais núcleos de produção de sementes do Estado.

Outras temas. Outros assuntos foram discutidos, como foi o caso do controle da mosca-dos-estábulos, praga que tem causado prejuízo nas bovinoculturas de corte e leite. As informações sobre o trabalho de controle realizado, por meio de parceria entre várias entidades, foram apresentadas pelo diretor da CATI Regional General Salgado, Sidney Ezídio Moraes.  

       


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