Homenagem - Anthero da Costa Santiago

Anthero da Costa Santiago - ★ 29/9/1933 - ✞ 10/6/2022

 

É com pesar que comunicamos o falecimento, hoje, 10 de junho de 2022, do engenheiro agrônomo Anthero da Costa Santiago, ex-coordenador da CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral), que esteve à frente da entidade de 15/4/1987 a 1/3/1988.

Oitavo coordenador da história da instituição, o dr. Anthero, como era conhecido, teve sua vida funcional marcada pela dedicação às questões da agricultura, com ênfase na implantação de florestas de rendimento (plantio de pinus e eucalipto), arborização urbana e restauração florestal com essências nativas, entre as décadas de 1970 e 1980, período em que o termo “desenvolvimento sustentável” ainda nem havia sido criado.

Nascido na cidade de São Roque, ingressou no serviço público no Departamento de Mecanização Agrícola (Dema) da Secretaria de Agricultura (sediado em Campinas) – onde atuou nas áreas de engenharia rural e levantamento topográfico –, em 4/1l/1959, logo após sua formatura pela “gloriosa Esalq”, como ele se referia à Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”/USP.

Em 1967, com a extinção do Dema, passou a integrar o quadro da recém-criada CATI, como especialista do Departamento de Orientação Técnica (DOT), atuando diretamente no Centro de Recursos Naturais Renováveis, com florestas, que era uma das áreas trabalhadas, ao lado de conservação do solo e da água, climatologia e outros. Até a sua aposentadoria, em 1995, ocupou diversos cargos técnicos e de direção, chegando ao cargo máximo de coordenador da instituição.

Entre os muitos trabalhos e significativa contribuição como extensionista e dirigente da instituição, até hoje sua marca pode ser vista por quem caminha pelo Parque da CATI; avenidas (como a Orozimbo Maia) e bosques (como o dos Guarantãs), na cidade de Campinas. Isso, porque, na década de 1980, ele participou ativamente do Plano Quadrienal de Arborização Urbana, por meio do qual mais de dois milhões de árvores foram plantadas no Estado de São Paulo, em um trabalho conjunto da CATI, do Instituto Florestal e de prefeituras municipais. Em 1982, assumiu o comando das atividades de manejo e manutenção do Parque da CATI, que guarda uma das maiores coleções arbóreas urbanas do Brasil.

Como lembrado pelo engenheiro agrônomo Marcelo Crestana (aposentado da CATI, referência na área de trabalho com florestas e restauração florestal com essências nativas, que, segundo suas palavras, “teve capacitação proporcionada pelos saberes do dr. Anthero”, o legado deste agrônomo e extensionista floresce como as árvores que plantou e ajudou a plantar, em um trabalho de amor e dedicação, que serve como referência para esta e as futuras gerações de extensionistas!

E o seu exemplo foi tão forte, que o amor à extensão rural passou para o seu filho Paulo Guilherme Diehl Santiago, que trabalha há quase 30 anos, como designer no Centro de Comunicação Rural (Cecor) da CATI.