Produtores de Catanduva avançam na produção de leite com qualidade, após capacitação da Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Realizada pela CDRS Regional Catanduva, a capacitação integra as ações do Projeto de Bovinocultura de Leite, que tem sido realizado sob a ótica da difusão de conhecimento, adoção de tecnologia e investimento em gestão da propriedade.

Realizado no final de agosto, o Encontro Regional do Projeto de Bovinocultura de Leite, organizado pela CDRS Regional Catanduva, reuniu 25 produtores rurais, os quais têm a bovinocultura de leite como principal atividade na propriedade. “Há alguns anos iniciamos esse Projeto, tendo como molde o Balde Cheio desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) – cujo foco era a intensificação e viabilidade da pecuária leiteira –, com o objetivo de levar conhecimento e novas tecnologias de produção e manejo, visando aumentar a produtividade com qualidade. E os resultados têm superado as expectativas”, informa Ricardo Santos Silva, médico veterinário da Regional Catanduva, um dos coordenadores das ações desenvolvidas junto aos produtores.

Organizada no Sítio São Domingos, localizado no município de Paraíso, cujos proprietários Olair e Renato Bovoni, pai e filho respectivamente, participam do projeto há seis meses, a edição do Encontro deste bimestre teve entre os temas trabalhados a sobressemeadura de aveia e azevém sobre o capim Jiggs, já implantado no sistema rotacionado.

Durante o evento, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer o excelente trabalho que o senhor Olair e seu filho têm desenvolvido. “A propriedade de 6,5 hectares integra o Projeto há seis meses, mas já enche os olhos dos visitantes pela qualidade das pastagens e dos animais”, avalia Ricardo Silva, salientando que o encontro também foi um espaço para discutir os resultados do Projeto nas 12 propriedades que o integram, bem como para traçar metas para o restante deste ano. “Realizamos esses encontros a cada dois meses, alternando-os em todas as propriedades envolvidas. A bovinocultura leiteira é uma atividade de margem de lucro estreita e com muitos desafios, mas com esforço e tecnologia os resultados colhidos têm sido muito bons”.

Ganhos de qualidade

“Este grupo de produtores tem buscado produtividade, sustentabilidade e qualidade do leite, por isso tem feito grandes avanços na diminuição dos índices de Contagem de Células Somáticas (CCS) e Contagem Bacteriana Total (CBT). A maioria das propriedades já apresenta índices muito abaixo do que a nova legislação exige”, informa o médico veterinário Ricardo, o que pode ser comprovado pelo gráfico de Evolução da Contagem Padrão em Placas (CPP).

            A CPP é indicador direto de higiene da ordenha. A nova Instrução Normativa 77, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, delimitou, como nível máximo, 300 mil células por mL de leite. “Neste gráfico é possível perceber que na primeira análise de qualidade realizada, três produtores (7,8 e 9) estavam muito acima do limite permitido e desejado. Após orientações técnicas, mudanças simples no manejo e o uso correto de produtos, permitiram que, na última análise realizada no dia 10 do mês de julho deste ano, o maior valor fosse de 247 mil células/mL de leite, e os demais alcançaram excelentes índices, todos abaixo de 15 mil células/mL). Vale ressaltar que alguns destes produtores fazem ordenha manual, em piso de terra, o que demonstra que o cuidado e a higiene independem da estrutura e dos equipamentos”, avalia Ricardo Silva. 

Dados do Projeto

  • 12 produtores acompanhados (tempo de projeto individual variando entre 9 meses e 7 anos)
  • 7 municípios envolvidos (Paraíso, Pindorama, Uchôa, Urupês, Tabapuã, Itajobi e Guapiaçu)
  • Áreas das propriedades variam de 2,6 a 25,4 hectares
  • Produção média varia entre 30 e 370L/dia
  • Número de vacas em lactação variando entre 7 e 23 vacas
  • Média por vaca variando entre 7L e 19,1L    

     

    Mais informações: (19) 3743-3870 ou 3743-3859

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