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FEBRE
AFTOSA
Dra.
Masaio Mizuno Ishizuka
Professora Titular Emérita da FMVZ-USP e Consultora da Cati
Med. Vet. Fernando C. Lima - EDR de Presidente
Prudente
Med. Vet. Mário A. S. de Figueiredo
- EDR de Franca
Med. Vet. Marianne de Oliveira Silva - Cetate
marianne@cati.sp.gov.br
Conceituação:
doença infecciosa viral altamente transmissível causada
por um picornavírus que acomete bovinos de qualquer idade e caracteriza-se
por vesículas seguidas de ulcerações na mucosa
bucal, muflo, espaços interdigitais e na pele do teto em fêmeas.
Agente etiológico: RNA vírus da família
Picornaviridae (pequeno vírus) e do gênero Aphtovirus.
Existem sete sorotipos imunologicamente distintos O, A, C, SAT1, SAT2,
SAT3 e ASIA1 e, no Brasil, foram descritos apenas os três primeiros
que são também denominados tipo europeu.
Distribuição geográfica: endêmica
em parte da América do Sul, Ásia, Oriente Medio e na maioria
dos países africanos.
Prevalência: No Brasil é de 0%.
Importância econômica: a febre aftosa é
um problema mundial. A doença reduz o lucro dos criadores e a
disponibilidade de carne para o consumo. A ocorrência de febre
aftosa pode prejudicar todos os planos de negócios internacionais
e causar enormes perdas econômicas, além dos custos para
abate, desinfecção e controle do surto.
Hospedeiros: animais biungulados, principalmente os
bovinos que são mais suscetíveis, seguidos pelos suínos
e depois pelos ovinos, caprinos e os fissípedes silvestres (veado
campeiro).
Fatores predisponentes: a movimentação
e aglomeração de animais em feiras, exposições,
leilões, juntamente com a circulação de caminhões,
carros e pessoas em propriedades, vacinação parcial.
Patogenia: a porta de entrada é a mucosa oral
e a respiratória. No ponto de entrada ocorre a primeira replicação
viral e depois de 4 a 16 horas já se pode observar a afta primária.
O vírus atinge a corrente sanguínea e é distribuído
para os órgãos de eleição, surgindo aftas
secundárias após 48 horas do contágio e acompanhadas
de manifestações febris. Ao final de 2 a 4 dias o vírus
desaparece da corrente sanguínea.
CADEIA
EPIDEMIOLÓGICA
Fonte de infecção: doentes atípicos
e doentes em fase prodrômica. Reservatórios são
os demais hospedeiros biungulados e cervídeos (veado campeiro
no Brasil).
Vias de eliminação: secreção oronasal e
leite.
Vias de transmissão: contágio indireto,
principalmente, por meio da água e dos alimentos.
Porta de entrada: mucosa da orofaringe.
Suscetíveis: todos os animais biungulados são
suscetíveis, mas ocorre com mais freqüência em animais
jovens e também nos rebanhos leiteiros em razão do manejo
que implica em aglomeração e onde ocorre intensa compra
e venda de animais. Ainda ocorre quando a vacinação não
obedece às datas estabelecidas e quando não há
adequada conservação da vacina e não aplicação
da dose recomendada.
Comunicante:
É o animal que esteve exposto, com risco de adquirir a doença,
e pode ser representado principalmente pelos animais de regiões
ou propriedades onde o vírus ainda permanece endêmico.
PROFILAXIA
Medidas relativas às fontes de infecção:
identificação e sacrifício. A Legislação
Internacional determina delimitar zonas de emergência e de vigilância
ao redor do foco.
Medidas relativas às vias de transmissão:
Desinfecção dos locais e de todo material contaminado;
destruição das camas, dos cadáveres e dos produtos
de animais da zona infectada.
Medidas relativas aos suscetíveis: vacinação
em obediência ao esquema estabelecido pelo Serviço Oficial
de DSA. Controle de aglomerações.
Medidas relativas aos comunicantes: controle de trânsito
(GTA), de aglomerações, quarentena de animais recém-adquiridos
e vacinação.

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