Inicial | Mapa do Site | Expediente |Fale Conosco


RINOTRAQUEÍTE INFECCIOSA BOVINA

Dra. Masaio Mizuno Ishizuka
Professora Titular Emérita da FMVZ-USP e Consultora da CATI
Med. Vet. Luciano Martines

Med. Vet. João E. Volpi de Oliveira - EDR de Jales
Med. Vet. Silter Ap. de O. Fadel - EDR de Assis
Med. Vet. Ildemar C. Sanches- EDR de General Salgado
Med. Vet. Kléber B. de Godoy - EDR de Pindamonhangaba
Med. Vet. Marianne de Oliveira Silva - Cetate

marianne@cati.sp.gov.br

 

Conceituação

A Rinotraqueíte Infecciosa Bovina (RIB) e Vulvovaginite Infecciosa Pustulosa (VIP) são doenças específicas dos bovinos, causada por Herpes vírus e que apresentam evoluções distintas.

 

Agente etiológico : o vírus da RIB/ VIP foi incluído como Herpes vírus tipo 1 (BHV-1).

 

Distribuição Geográfica: está disseminado mundialmente.

 

Prevalência: alta, principalmente a forma respiratória em bovinos de qualquer idade e a forma genital em bovinos em idade reprodutiva.

 

Importância Econômica e em Saúde Pública: está mais relacionada com perdas econômicas produtivas como: queda na produção de leite, carne e transtornos reprodutivos, diminuindo a taxa de prenhes. Não tem importância em saúde pública.

 

Hospedeiros: bovinos de qualquer idade e sexo.

 

Fatores predisponentes: estresse.

 

Patogenia: as formas distintas de apresentação das doenças são explicadas pela diversidade de adaptação do vírus a diversos órgãos. Seu período de incubação, de forma geral, é de 3 a 9 dias. Nas vias respiratórias superiores, o vírus dissemina-se desde o ponto de entrada até regiões circunvizinhas,causando inflamação incluindo conjuntivite. Abortamentos ocorrem geralmente na 2.ª metade gestacional e, comumente, 2 a 4 semanas após a infecção onde a morte fetal resulta de necroses múltiplas dos órgãos.

 

Cadeia epidemiólogica

 

Fontes de infecção: doentes ou portadores latentes submetidos a estresse.
Vias de eliminação: secreções nasais, salivares, conjuntivais, vaginais e prepuciais.

 

Vias de transmissão: contágio indireto por aerossóis, via genital (através da monta natural e I.A.), e transplacentária.

 

Porta de entrada: mucosa nasal; vaginal, prepucial, peniana e conjuntival (através de vetores).

 

Suscetíveis: bovinos de qualquer idade.

 

Comunicante: bovinos de qualquer idade, provenientes de propriedades onde ocorreram casos positivos da doença (RIB/ VIP).

 

 

Profilaxia

 

Medidas relativas às fontes de infecção: identificação laboratorial e isolamento. O tratamento é sintomático visando reduzir comprometimentos secundários (infecção secundária).

 

Medidas relativas às vias de transmissão: Desinfecção do ar por nebulização de desinfetantes; controle de vetores (moscas), adotando medidas preventivas (repelentes e mosquicidas) e de controle (diminuir a população).

 

Medidas relativas aos suscetíveis: adquirir sêmen com garantia sanitária, utilizar materias de reprodução descartáveis e limpeza e desinfecção dos materiais permanentes. Evitar aglomeração e trânsito constante de animais; vacinação (devem ser avaliados alguns pontos importantes, antes de efetuar a vacinação).

 

Medidas relativas aos comunicantes: adquirir animais de propriedades livres da doença. Quarentena e medidas higiênico-sanitárias.