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TUBERCULOSE
BOVINA
Dra.
Masaio Mizuno Ishizuka
Professora
Titular Emérita da FMVZ-USP e Consultora da CATI
Med. Vet. Mirivaldo A. Fernandes Segundo
Med.
Vet. Ricardo José dos Santos
Med. Vet Rodrigo Fernandes Mansano - EDR de Dracena
Med. Vet. Marianne de Oliveira Silva - Cetate
marianne@cati.sp.gov.br
Conceituação: doença infecciosa
bacteriana crônica não contagiosa caracterizada pela forma
pulmonar ou localizada (linfonodos) ou mesentérica. É
uma zoonose importante.
Agente
etiológico: o agente da tuberculose (TB) bovina é
o Mycobacterium bovis, que possui uma adaptabilidade ao hospedeiro bovino
quando comparado ao M. tuberculosis e M. avium, embora possa infectar
o homem.
Distribuição geográfica: a TB
está muito disseminada pela maioria dos países do mundo.
Nos países desenvolvidos, a prevalência é baixa
ou foi quase que totalmente erradicada.
Importância econômica e saúde pública: mais
importante é a queda da produção de carne e leite;
a doença é classificada como zoonose e traz grandes prejuízos
econômicos para os países onde ocorre.
Prevalência: nos bovinos de corte, a morbidade
é mais baixa. Em bovinos de leite, a incidência aumenta
com o progredir da idade, em razão do prolongado tempo de exploração
econômica.
Hospedeiros: os principais hospedeiros são o
bovino, o bubalino (M. bovis) e o homem (M. tuberculosis).
Fatores predisponentes: animais de raças de
origem européia, rebanhos melhorados e animais estabulados.
Patogenia: a porta de entrada é a mucosa oral
e a nasal. Quando a transmissão é aerógena, é
comum observar lesão na porta de entrada e no aparelho respiratório.
Varia quanto ao tipo e localização, como a forma miliar
(consiste em lesões nodulares discretas que acometem vários
órgãos). Quando da infecção oral, tem-se
a doença no aparelho digestivo.
CADEIA
EPIDEMIOLÓGICA
Fonte de infecção: doentes típicos,
portador em incubação e portador convalescente.
Vias de eliminação: secreção oronasal,
fezes, leite, urina.
Vias de transmissão: aerógena (poeira e gotículas
de Flügge), leite, alimentos e água contaminados.
Porta de entrada: mucosa oronasal.
Suscetíveis: bovinos, bubalinos, suínos, caprinos,
ovinos e animais domésticos de estimação (cães
e gatos), animais silvestres e homem.
PROFILAXIA
Medidas relativas às fontes de infecção:
- Bovinos
e bubalinos: identificação pela tuberculinização
periódica e sacrifício;
- Homem:
identificação e tratamento;
- Outras
espécies: evitar acesso aos bovinos.
Medidas relativas às vias de transmissão:
disposição adequada de dejetos animais, limpeza de instalações
e fômites.
Medidas relativas aos suscetíveis: medidas de
promoção da saúde.
Medidas relativas aos comunicantes: quarentena e tuberculinizaçao.
Medidas gerais de profilaxia: educação
sanitária para orientar os produtores na adoção
das medidas de profilaxia recomendadas pelo Programa Nacional de Controle
e Erradicação da Tuberculose.

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