|
Amostragem
de solo para análise
Revisado
pelo Engº. Agrº Mário Ivo Drugowich
drugo@cati.sp.gov.br
Dextru
- Divisão de Extensão de Rural
|
|
PORQUE
ANALISAR O SOLO
A
análise do solo é o melhor meio para avaliar a
fertilidade do solo. Com base nos resultados das análises
é possível determinar as doses adequadas de calcário
e adubo para garantir maior produtividade e lucratividade para
a sua lavoura.
Para
obter bons resultados com a análise é muito importante
retirar as amostras corretamente. Siga as instruções
e veja como é fácil.
|
|
ESCOLHA
DAS GLEBAS PARA AMOSTRAGEM
Divida
sua propriedade em glebas homogêneas, nunca superiores
a 20 hectares, e amostre cada área isoladamente. Separe
as glebas com a mesma posição topográfica
(solos de morro, meia encosta, baixada, etc.), cor do solo,
textura (solos argilosos, arenosos), cultura ou vegetação
anterior (pastagem, café, milho, etc.), adubação
e calagem anteriores.
Em culturas
perenes, leve em conta também a idade e variedade das
plantas. Áreas com uma mesma cultura, mas com produtividades
muito diferentes, devem ser amostradas separadamente. Identifique
essas glebas de maneira definitiva, fazendo um mapa para o
acompanhamento da fertilidade do solo com o passar dos anos.
|

Foto
1- Divisão em glebas
homogêneas e caminhar
em
ziguezague para
amostragem
|
QUE
FERRAMENTAS USAR
A coleta das amostras pode ser feita com um enxadão ou
com trados. O trado toma a operação mais fácil
e rápida.
Além disso, ele permite a retirada da amostra na profundidade
correta e da mesma quantidade de terra de todos os pontos amostrados.
A foto 2 mostra um enxadão e os trados tipo tubo, holandês
e de caneco.
COMO COLETAR
AS AMOSTRAS
Foto
2- Ferramentas para coleta de terra |
|
De cada
gleba devem ser retiradas diversas subamostras, para se obter
umalmédia da área amostrada. Para isso percorra
a área escolhida em ziguezague e colete 20 subamostras
por gleba homogênea. Em cada ponto, retire com o pé
detritos e restos de cultura.
Evite pontos próximos a cupins, formigueiros, casas,
estradas, currais, estrume de animais, depósitos deadubo,
calcário ou manchas de solo. Introduza o trado no solo
até a profundidade de 20 cm (foto 3).
|

Foto
3- Coleta de amostra com o trado |
| |
|
A
terra coletada representa uma porção de solo na profundidade
de 0-20cm (Foto 4). Raspe a terra da lateral do trado, aproveitando
apenas a porção central.
Em
áreas cultivadas em sistema de plantio direto há vários
anos, é interessante a amostragem na camada de O a 10cm, para
monitorar o acúmulo de nutrientes na superfície do solo.
Entretanto, as recomendações de adubação
baseadas apenas na profundidade de O a 10 cm, podem subestimar a necessidade
de nutrientes para as culturas. As pesquisas sobre o assunto ainda
não são conclusivas.

Foto
4- Trado com amostra de terra
|
|
Transfira
a terra do trado para um balde ou outro recipiente limpo.Repita
a tradagem do mesmo modo em cada um dos 20 pontos. Quebre os
torrões de terra dentro do balde, retire pedras, grave
tos ou outros resíduos e misture muito bem (Foto 5).
Se
a terra estiver muito úmida, deixe a amostra secar ao
ar.
Essa
mistura de subamostra retiradas de vários pontos de uma
glema homogênea é chamada de amostra composta.
|

Foto
5- Homogeinização
da
amostra de terra
|
|
|
|
|
ATENÇÃO:
Todas
as ferramentas e recipientes usados para a amostragem e embalagem
da terra devem estar limpos e, principalmente, não
devem conter resíduos de calcário ou fertilizantes.
Para amostras nas quais pretende-se também analisar
icronutrientes, use trado de aço e evite baldes de
metal galvanizado.
Retire cerca de 300g de terra do balde e transfira para uma
caixinha de papelão apropriada ou saco de plástico
limpo. (Foto 6). Essa porção de terra (amostra
composta) será enviada ao laboratório. Jogue
fora o resto da terra do balde e recomece a amostragem em
outra área.
|
|

Foto
6- Amostra a ser enviada ao laboratório |

|
|