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CATISSOL 01

 

Centro de Produção de Sementes - DSMM

cps@cati.sp.gov.br
  

 

A Coordenadoria de Assistência Técnica Integral- CATI, através do Núcleo de Produção de Sementes "Ataliba Leonel", do Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes -DSMM, desenvolveu o girassol variedade, cultivar CATISSOL 01, testado e recomendado para o plantio no Estado de São Paulo e em diversos Estados do Brasil.

Devido a sua múltipla aptidão, pode ser utilizado na produção de silagem, massa verde para incorporação ao solo e grãos para a indústria de óleo e ração.

 

Características gerais da cultura

 

O girassol (Helianthus annuus L.) é uma planta originária do continente norte-americano, pertencente à família das Compostas. Possui raiz pivotante profunda que atinge cerca de 2 metros ou mais de profundidade, ciclo vegetativo médio de 120 dias.

Na safra normal (primavera-verão) pode chegar a atingir mais de 70 toneladas/hectare de matéria verde na produção de silagem e, na safrinha, de 20 a 40 toneladas/hectare.

Os grãos de girassol são bastante energéticos e protéicos, possuindo, em média, 40% de óleo de alto valor alimentício e 20% de proteínas.

 

Silagem de girassol

 

O girassol é uma cultura alternativa ao milho na produção de silagem na safrinha, pois possui maior tolerância às deficiências hídricas e ao frio. Por isso, é uma excelente opção para os agricultores que produzem silagem na segunda safra, quando as condições climáticas são mais adversas. Além disso, a silagem de girassol apresenta teor de proteína superior ao do milho, sendo também, em média, 20 a 30 dias mais precoce.

A cultura do girassol para produção de silagem na safrinha não exige grandes investimentos em insumos, pois o girassol aproveita bem os resíduos da adubação da cultura anterior e tem boa capacidade para suportar a competição com o mato.

 

Recomenda-se que a semeadura não ultrapasse a primeira quinzena de março. O espaçamento entrelinhas poderá variar de 0,70 a O,90m semeando-se de 5 a 7 sementes por metro linear. Enquanto não se dispõe de uma tabela específica para a adubação do girassol para silagem na segunda safra, recomenda-se utilizar a tabela indicada para o milho safrinha. O ponto de corte será quando as plantas apresentarem coloração amarelo-parda, com mais de 50% dos grãos maduros. Nessa fase não haverá mais excesso no, grau de umidade, o que prejudicaria a qualidade da silagem.

 

Adubação verde

O girassol é recomendado como adubo verde em rotação de culturas, em razão de sua eficiência na reciclagem de nutrientes e também pela proteção que oferece ao solo contra a erosão e a infestação de plantas daninhas. Deve-se proceder ao plantio conforme descrito para a produção de silagem. Quando houver maior disponibilidade de sementes, a semeadura poderá ser adensada, diminuindo-se o espaçamento entrelinhas e aumentando-se o número de sementes por metro linear. Pode-se, ainda, utilizar a semeadura a lanço e fazer a incorporação das sementes com uma gradagem leve. Nesse caso, o consumo de sementes será maior.

O girassol deverá ser ceifado, deitado ou incorporado ao solo (de acordo com o sistema de plantio a ser utilizado na cultura seguinte) de 80 a 100 dias após a semeadurâ, e antes dos grãos atingirem a maturação fisiológica, evitando-se, assim, a sua germinação.

O girassol, além de possibilitar a elevação da fertilidade, libera no solo substâncias que contribuem para a redução do uso de herbicidas na cultura seguinte, principalmente no sistema de plantio direto.

Produção de grãos

O cultivar de girassol CATISSOL 01 possui ciclo precoce, boa uniformidade de maturação, porte baixo, excelente rusticidade, boa produtividade, tolerância às doenças e teor de óleo acima de 40%. Por isso, é grande o seu potencial para produção de grãos.


Esse cultivar deve ser plantado, preferencialmente na segunda safra, evitando-se o plantio em locais onde ocorre acúmulo de umidade, tanto no solo quanto no ar, fator que favorece o desenvolvimento de doenças.

A semeadura deverá ser feita em linhas conforme descrito para a produção de silagem, a fim de se obter um estande final de 40 a 45 mil plantas/ hectare.

A adubação deverá ser feita de acordo com as instruções do Boletim Técnico 100 do Instituto Agronômico de Campinas. Para uma semeadura uniforme, deverá ser utilizado disco específico para girassol (mais espesso e com furos retangulares). No caso de ocorrência de lagartas, deve ser efetuado o controle químico.

A colheita ocorre entre 115 e 130 dias da semeadura e é realizada com a utilização de colheitadeiras.

Na produção de grãos é importante que o agricultor tenha a garantia da comercialização da safra após a colheita, fazendo, de preferência, um pré-contrato com o comprador. Os grãos de girassol podem também ser comercializados para alimentação animal, pois são excelentes componentes na elaboração de rações. Existe, também a opção de extração do óleo na propriedade, através de mini-prensas, restando ainda a torta do girassol, que pode ser utilizada na alimentação animal.

 

Outras opções:

 

O girassol pode, ainda, ser utilizado como planta medicinal, alimentícia e na produção de sabonetes finos. É, também, excelente opção para fornecimento de pólen para abelhas, possibilitando a produção de até 30 quilos por hectare qe mel de alta qualidade.


Observações importantes:

 

Não plante girassol como adubação verde em áreas de produção de feijão contaminadas com esclerotínia, pois essa doença atinge ambas as culturas.

Na safrinha, não plante girassol em regiões frias e úmidas.