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BRUCELOSE BOVINA Dra.
Masaio Mizuno Ishizuka Joao
E. Volpi de Oliveira - EDR de Jales |
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Conceituação
Doença infecciosa altamente transmissível, causada pela bactéria Brucella abortus, que acomete, preferencialmente, fêmeas em idade reprodutiva ativa causando abortamento e eventualmente, acomete machos.
Agente
etiológico
Distribuição geográfica: cosmopolita.
Persistência:
favorecida pela resistência no ambiente e pela presença
de reservatórios silvestres (não comprovado no Brasil).
O
ponto de vista econômico é decorrente dos sucessivos
abortamentos e período de esterilidade temporário que
reduzem as taxas de natalidade do rebanho. Do ponto de vista da Saúde
Pública, a brucelose é uma zoonose (doença naturalmente
transmitida entre o homem e os animais) também denominada febre
de malta ou febre ondulante.
No caso da espécie animal, pode-se mencionar o destino incorreto de restos placentários oriundos de abortamentos.
No homem, têm relação com hábitos de ingestão
de leite sem prévia pasteurização ou fervura,
atendimento ao parto sem a devida proteção, pois a bactéria
penetra ativamente pela pele e em acidentes durante a vacinação
de animais, quando pode ocorrer inoculação ou penetração
pela conjuntiva.
Quase
todas as infecções são adquiridas pela via oral,
quando da ingestão de água ou alimento contaminado com
restos de abortamento.
Nas
fêmeas, os sinais preponderantes da brucelose são: abortamentos
por volta de 5-6 meses de gestação quando de Nos machos, observam-se artrite (tarso e metatarso) ou poliartrite, tenosinovite, bursites e abscessos cutâneos, e ocasionalmente, orquite e epididimite.
Diagnóstico laboratorial: sorologia pela aplicação da prova de Rosa Bengala para triagem e confirmação pela prova de 2 Mercaptoetanol e/ou Fixação de Complemento.
CADEIA
EPIDEMIOLÓGICA
Vias
de eliminação: as fêmeas eliminam através
do feto abortado, envoltórios fetais, corrimento vaginal e
leite. Machos eventualmente eliminam pelo sêmen.
COMUNICANTE: vaca e bubalina que estiverem expostas ao risco de brucelose, mas não se sabe se estão infectadas ou não.
PROFILAXIA
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primogestaçao,
aos 7-8 meses na segunda gestação, podendo ou não
ocorrer uma terceira vez ao final da gestação; retenção
de placenta e secreção vaginal purulenta ou não
e, freqüentemente, fétida de coloração cinza
ou vermelho-pardo, podendo a infecção da glândula
mamária ser clinicamente manifestada. 