Boletins elaborados por técnicos e pesquisadores da Secretaria de Agricultura e Abastecimento e divulgados pela CATI ajudam a entender e se preparar para os efeitos do clima

A Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) divulga, mês a mês, uma importante ferramenta com o objetivo de auxiliar produtores e técnicos a melhor se planejarem para reduzir possíveis perdas nas safras agrícolas. O estudo mostra a evolução e, por meio de quadros e tabelas, faz o acompanhamento histórico do clima demonstrando a quantidade de água no solo, como as safras cultivadas em determinadas períodos poderão se desenvolver e o que esperar de acordo com os eventos climáticos que se anunciam. 

É por este motivo que o engenheiro agrícola Antonianne Arantes afirma a importância de acompanhar o que vem ocorrendo. “Por exemplo, o retorno da umidade da região amazônica e o aumento no volume das chuvas já eram esperados para os meses de dezembro e janeiro, porém a crise hídrica continua no Estado de São Paulo”, alerta o técnico da CATI. O Boletim publicado em novembro dava um panorama da safra de verão, cultivada em outubro/novembro e que deverá ser colhida até março de 2022. “A umidade favoreceu o plantio e com exceção de casos e locais pontuais, nos quais as enchentes ocorreram com perda das safras, o quadro para o Estado de São Paulo não será de grandes perdas de produtividade agrícola, como aconteceu em Minas Gerais e na Bahia. Porém é necessário que o produtor fique atento ao planejamento, porque os fenômenos causados pelo La Niña são previstos e esperados”, explica Antoniane. 


O técnico garante que o importante para técnicos da extensão rural que lidam com o dia a dia do produtor, assim como os produtores que estão fazendo a sua programação de plantios, é estarem atentos e fazerem o acompanhamento meteorológico. “Este acompanhamento oferece a possibilidade de ser base para o planejamento do plantio das diferentes culturas e do uso da irrigação”, afirma Antonianne Arantes. 

“É também imprescindível ressaltar que o volume de chuvas apenas afastou a seca agrícola, mas a seca hidrológica permanece e os reservatórios paulistas ainda inspiram preocupações”, garante o técnico com base nestes estudos. Embora dezembro e janeiro tenham sido chuvosos, com deficiência hídrica mensal nula, os aspectos recorrentes da anomalia hídrica ainda persistem”, avaliam os técnicos e pesquisadores que elaboram os boletins da Rede DataClima, publicados mensalmente no site da CATI. Os dois últimos (novembro e dezembro) podem ser acessados pelos links: 

 




Graça Moreira D’Auria – Jornalista – Centro de Comunicação Rural (Cecor/CATI/SAA) – mgdauria@sp.gov.br