CATI-SP

CATI Regional Mogi das Cruzes incentiva o uso de aveia-preta como planta de cobertura, para implantação e manutenção de palhada no Sistema de Plantio Direto de Hortaliças

A Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) Regional Mogi das Cruzes, por meio de seus extensionistas, tem realizado uma série de atividades para que, cada vez mais, os produtores adotem práticas de conservação do solo, fixação de carbono e também utilizem tecnologias que permitem redução de custos, menor aporte de insumos externos e tenham uma produção de alimentos mais saudáveis, tendo como base um solo mais vivo e equilibrado, por meio dos princípios da Agroecologia.

Nesse contexto, David Rodrigues, cientista social e extensionista da CATI Regional Mogi das Cruzes, destaca a importância da adoção de adubação verde no plantio de hortaliças no Cinturão Verde da Região Metropolitana de São Paulo, que abrange centenas de pequenas e médias propriedades, onde agricultores de hortaliças, especialmente familiares, abastecem milhares de consumidores dos grandes centros urbanos.

 

 

”Um dos planos de nosso trabalho de extensão rural é apoiar a expansão do sistema agroecológico de produção na região, pois grande parte de nossos projetos e atividades estão focados nessa temática”, explica Rodrigues, se mostrando otimista quanto ao futuro dos produtores assistidos pela CATI. “Eles estão em um caminho de transição agroecológica que preconiza um solo mais equilibrado e protegido, avançando para uma agricultura mais harmônica em termos ambientais, sociais e econômicos, o que tem possibilitado acessar os mercados institucionais por meio de Políticas de Compras Públicas (Programa de Aquisição de Alimentos e Programa Nacional de Alimentação Escolar − PNAE), bem como outros mercados, com apoio de parceiros externos”.

 

     

 

Sendo assim, como explica Thiago de Oliveira Costa, assistente de planejamento da CATI Regional Mogi das Cruzes, foram iniciados os plantios de aveia-preta (cultivar Garoa) – uma das culturas ideais para adubação verde – pelos produtores cooperados da Coopasat (Cooperativa dos Produtores Agrícolas Solidários do Alto Tiête), em Mogi das Cruzes, e também entre alguns produtores rurais da Cooproat (Cooperativa dos Produtores Rurais do Alto Tiête) em Biritiba Mirim. “Embora o plantio este ano esteja sendo realizado em parte da área, a ideia é que, à medida em que os agricultores desenvolvam a técnica e visualizem os benefícios, possam aumentar, gradativamente, nos próximos anos, a área de cultivo por meio do Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH); e também que outros produtores passem a produzir não apenas a aveia, mas outras plantas para adubação verde e cobertura do solo durante o ano todo.

 

 

Nesse contexto, em abril, um pouco antes do início da semeadura de aveia, foram realizadas duas capacitações em Sistema de Plantio Direto de Hortaliças: uma em Mogi das Cruzes e outra em Biritiba Mirim. Para essas capacitações, foi convidado o técnico extensionista e engenheiro agrônomo Sérgio Augusto Martins Faria, do Núcleo de Produção de Sementes de Avaré, da CATI Sementes e Mudas, que falou sobre os Fundamentos do SPDH e a utilização de aveia como planta de cobertura.  Também participaram das capacitações, os engenheiros agrônomos Thiago de Oliveira Costa, da CATI Regional Mogi das Cruzes, e Rafael Scarpim Capra, responsável pela Casa da Agricultura de Biritiba Mirim, ministrando a palestra “Adubação Verde e Plantas de Cobertura”, na qual orientaram os participantes sobre quais plantas podem ser utilizadas na região, época de plantio, opções de consórcio e rotação de culturas.

 

     

 

Fabiana Ribeiro Rossi, diretora da CATI Regional Mogi das Cruzes, explica que o perfil dos agricultores das duas Cooperativas é um pouco diferente. “Os integrantes da Coopasat são, em sua maioria, produtores assentados pela Reforma Agrária (Incra) com perfil mais voltado para a Agroecologia, utilizam biofertilizantes, bokashi, micro-organismos eficientes (EM), reduzindo significativamente o uso de fertilizantes minerais solúveis e muitos deles não utilizam agrotóxicos, esses inclusive foram aplicados os Protocolos de Transição Agroecológica para uma agricultura orgânica em suas áreas de produção. O outro grupo da Cooproat ainda utiliza defensivos agrícolas em uma quantidade pequena e adubos químicos, tendo uma produção sustentável, realizando o manejo integrado de pragas e doenças, utilizando juntamente com o controle convencional, métodos alternativos, sendo conscientes da importância de um solo protegido, por meio de cobertura vegetal.