Edição n.º 11                                                                                         22 a  27 / 10 / 2007

Simpósio reúne cerca de 500 pessoas para debater sobre biodiesel

     Demonstrar as informações técnicas e econômicas das espécies de oleaginosas disponíveis para produção de biodiesel no Pontal do Paranapanema, foi o objetivo do Simpósio Regional sobre o tema, que aconteceu no dia 24 de outubro, na cidade de Mirante do Paranapanema. O evento reuniu aproximadamente 500 pessoas, entre produtores rurais, empresários, lideranças do setor público e privado e técnicos ligados ao agronegócio.

     Mirante do Paranapanema tem uma área de 123,5 mil hectares, 2.300 produtores rurais, dos quais 1.445 são pertencentes aos 38 assentamentos existentes no município. A CATI, em parceria com o Itesp, desenvolve ações em cinco microbacias hidrográficas, que envolve 428 produtores, inclusive com a participação de seis assentamentos.

     A região produz café, leite, tomate, bicho-da-seda, urucum, entre outras. Como alternativa de renda, uma parte dos agricultores está plantando pinhão manso, mamona e macaúba, direcionadas ao biodiesel. Com essa demanda criada e com o objetivo de viabilizar a produção a CATI, a Prefeitura Municipal, o Itesp, o Sebrae, a Apta e o Banco do Brasil se uniram e vão montar o Pólo de Difusão de Tecnologia para melhor estudar as culturas e ver qual será a mais vantajosa para o Pontal do Paranapanema.

     O próprio Simpósio Regional sobre Oleaginosas na Produção de Biodiesel foi uma ação para consolidar as informações já existentes, tanto técnicas como econômicas. Segundo Clóvis Antonio de Alencar, diretor da CATI Regional Presidente Venceslau, a produção de biodiesel na agricultura familiar surge como alternativa, mas toda cultura nova tem seus riscos. O primeiro passo foi a realização do Simpósio e o segundo será a instalação do Pólo de Difusão de Tecnologia que vai analisar o comportamento das culturas na região do Pontal. Serão feitos estudos dos casos, seja com pinhão manso, mamona ou macaúba, verificando dados sobre o manejo das culturas, pragas, doenças, entre outros levantamentos.

     De acordo com José Luiz Fontes, representante do coordenador da CATI no evento, São Paulo tem uma vocação muito grande e tecnologia apropriada para produção de biodiesel com a agricultura familiar e a CATI existe exatamente para fortalecer esses produtores, na busca de alternativas adequadas. "As parcerias já existentes em Mirante do Paranapanema são muito fortes e terão, com certeza, como conseqüência o desenvolvimento do município e a melhoria da qualidade de vida das famílias dos agricultores familiares”, destacou Fontes.

     João Carlos Corsini, diretor de política e desenvolvimento do Itesp, falou que trabalho a ser realizado em parceria precisa promover o desenvolvimento, já que o agricultor, principalmente o assentado, não pode errar, pois está descapitalizado. "Temos que oferecer alternativas que provoquem o desenvolvimento e a inclusão socioeconômica a esses agricultores, que só no território paulista somam 10.100 famílias de assentados".

     O prefeito de Mirante do Paranapanema, Eduardo Quesada Piazzalunga, vem tentando colocar todos juntos no mesmo caminho. No município são 2.300 produtores rurais, sendo que 48% são assentados. Já conseguiu do Governo Federal a liberação de dois milhões para implantação da cultura da mamona, onde cerca de mil produtores serão financiados a fundo perdido. Ele já conseguiu também uma esmagadora de óleo, com capacidade de 20 mil toneladas por dia. “Isso vai proporcionar uma situação muito boa no município em relação à produção de biodiesel. O que queremos é trabalhar para dar lucro ao produtor rural”.

Simpósio de Biodiesel

     Durante o evento foram abordados temas como: o biodiesel e oportunidades para pequenos negócios (Wang Hisiu Ching, do SEBRAE Nacional); principais oleaginosas para produção de biodiesel (Dílson Rodrigues Cáceres, DSMM-CATI); estágio atual do conhecimento sobre o cultivo do pinhão manso no Brasil (Heloisa Mattana Saturnino, EPAMIG) e o Banco do Brasil no contexto do biocombustível (Pedro Paulo Câmara da Silva).

     O produtor Sidnei Silvério, tesoureiro da APRAACON – Associação dos Produtores Rurais do Assentamento Antonio Conselheiro, já assentado há nove anos no Sítio Nossa Senhora da Aparecida, produz café, coco, leite e agora com um quarto de hectare com pinhão manso. Ele diz que com esse tipo de evento ele não se sente mais isolado, sente que as instituições governamentais estão preocupadas com os agricultores. Eles não ficam mais sem informação. Esse simpósio e a instalação do Pólo Regional vão ser de grande utilidade nas suas opções de renda. Com incentivo do Governo vai plantar dois hectares de mamona.

     O Programa Estadual de Microbacias Hidrográficas incentivou a organização da Associação, que hoje já conseguiu comprar dois tratores, utilizados por um grupo de doze pessoas. Sidnei explica que a associação tem três anos e está crescendo cada vez mais. Ele acredita que o biodiesel será uma boa fonte de renda para o Pontal, já que a comercialização é certa. “A idéia é trabalharmos em mutirão, cada um ajudando na propriedade do outro, mostrando assim a união dos assentados. Sem união nada anda. A Associação melhorou nossa vida, pois hoje pensamos no coletivo”.

Técnicos se reúnem para melhor atender ao produtor rural

      Técnicos da CATI e do Itesp das regiões de Presidente Venceslau, Presidente Prudente, Lins, Araçatuba e Bauru se reuniram, no último dia 23/10, no município de Mirante do Paranapanema, com o objetivo de identificar problemas e buscar soluções no desenvolvimento de ações conjuntas para melhor atender o produtor rural. A CATI implantou até agora 966 microbacias e nos locais onde existem assentamentos conta com a colaboração do Itesp, que atua em 28.

     O prefeito Eduardo Quesada Piazzalunga, esteve na abertura da reunião e falou da importância do Programa Estadual de Microbacias Hidrográficas para o desenvolvimento da agricultura do município. Desde de que assumiu em 2005 vem trabalhando de forma integrada com as instituições para que tudo de certo. Em 2004 não tinha nenhuma microbacia implantada, hoje são cinco em desenvolvimento, envolvendo 428 famílias de agricultores.

     Tentando fazer a parte que cabe ao município e ajudar os produtores, já comprou quatro tratores. Ele afirma que para que o trabalho dê certo é preciso que tudo funcione. “Eu acredito que o papel da Prefeitura, da CATI e do Itespé fazer que os 38 assentamentos que existem na cidade produzam e os assentados tenham lucro, pois são eles que fazem o comércio funcionar. Por isso, a agricultura familiar é prioridade nesse município”.

     José Luiz Fontes, gerente de planejamento do Programa acredita que a melhor forma de resolver todos os problemas da agricultura familiar é a união. Ao ser questionado quanto ao encerramento do Programa no dia 30/11, ele explicou que essa atividade é uma prioridade do Estado e já está inserido no plano plurianual de Governo para 2008, o que garante recursos para a continuidade das ações. O que acaba é o acordo de empréstimo com o Banco Mundial e os incentivos são as únicas ações que dependem 100% desse acordo. “Todas as providências estão sendo tomadas para dar continuidade ao Programa”. Fontes finaliza dizendo que a função das instituições ligadas a agricultura é atender bem o agricultor familiar e proporcionar sua inclusão socioeconômica e cultural, através da melhoria da qualidade de vida.

     O diretor da CATI Regional Presidente Venceslau, Clóvis de Alencar, disse que foi uma luta para o Programa sair do papel. Mas, dos onze municípios que compõem a regional, só um ainda não aderiu. Em Mirante do Paranapanema, com o apoio da Prefeitura Municipal, hoje são cinco projetos em desenvolvimento, com a ajuda do Itesp em três microbacias. “O Itesp sempre foi parceiro. Acredito que não houver colaboração de todos, não são as instituições que vão perder, mas sim o produtor rural, nosso público beneficiário”.

     João Carlos Corsini, diretor de Política e Desenvolvimento do Itesp, que também participou da reunião, disse que o programa tem mais sucesso que problemas a resolver. Ele está sendo efetivado com muitos investimentos nas áreas dos assentamentos. “Acredito que a parceria entre a CATI e o Itesp deve ser encarada de forma prioritária e como uma alternativa na obtenção de recursos subvencionados para desenvolvimento da pequena agricultura”.

     O gestor do Programa de Microbacias por parte do Itesp, Afonso Curitiba Amaral, acredita que reuniões como esta são necessárias, para que aconteça uma avaliação que aponte caminhos para melhorar o desempenho nos projetos em andamento e nos futuros que serão implantados e assumidos pelos técnicos do Itesp. “Além disso, serviu para estreitar laços entre os parceiros, que tem um só objetivo: melhorar a qualidade de vida do produtor rural”.

Cursos em Paraguaçu Paulista visam capacitar produtores rurais

     Uma parceria com a Prefeitura Municipal de Paraguaçu Paulista possibilitou mais um curso destinado ao aproveitamento de produtos excedentes e a possibilidade de uma renda extra para produtores rurais. O curso de processamento artesanal de derivados de mandioca, um sucesso em todos os lugares onde foi realizado, teve a participação de 25 produtoras da microbacia hidrográfica Água da Cachoeira e foi ministrado por Marta Regina Matta Cardoso, diretora administrativa da CATI Regional Assis.

     As participantes tiveram a oportunidade de aprender os mais variados tipos de pratos como aproveitamento da casca da mandioca, bolos, pães, tortas, doces entre as mais diversas possibilidades culinárias da mandioca. A atividade foi idealizada e realizada pela Casa da Agricultura de Paraguaçu Paulista.

     Outro curso oferecido na mesma microbacia hidrográfica Água da Cachoeira teve o objetivo de capacitar 20 produtores rurais sobre recomposição de áreas de proteção permanente. Eles tiveram a oportunidade de ouvir um pouco mais sobre legislação ambiental e recuperação de áreas de proteção permanente. O curso aconteceu na sede da Associação de Produtores Rurais e foi seguido de uma visita á uma área de APP próxima do local.
A curso foi iniciado pelo Eng.º Agr.º Cristiano Geller, Assistente Agropecuário da CATI Regional Assis, que falou sobre os incentivos do Programa Estadual de Microbacias Hidrográficas. Em seguida, o Eng.º Agr.º Luiz Antonio Pavão, técnico responsável pela UTE da Regional de Assis, relembrou a importância das áreas de preservação permanente e suas implicações, discorreu também sobre a implantação dessas áreas e conservação de solos.

     O curso foi uma atividade prevista no plano da Microbacia São Matheus e foi organizado pela técnica executora, Eng.ª Agr.ª Celina Harumi Nishizawa da Casa da Agricultura de Paraguaçu Paulista.

Curso sobre produção de aves e ovos caipiras

     A Casa da Agricultura de Peruíbe, da CATI Regional São Paulo, em parceria com o Departamento Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, realizou no dia 9 de outubro o curso de Produção de Aves e Ovos Caipiras, com apoio do Programa Estadual de Microbacias Hidrográficas.
    
      Participaram do evento 25 produtores rurais do município, que receberam instruções quanto à produção de aves e ovos caipiras e noções básicas de preparo de alimentos à base de ovos.

     Peruíbe conta hoje com um grupo de produtores envolvidos com a atividade desde o ano passado, quando receberam o primeiro treinamento na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, em Piracicaba. Recentemente formaram um “Grupo de Compra”, que adquiriu naquela faculdade 600 pintinhos de raça caipira, sendo essa a segunda compra conjunta efetuada com o apoio da Casa de Agricultura e do Departamento de Agricultura e Meio Ambiente.

     De forma geral, os produtos agropecuários dividem-se em commodities e produtos diferenciados. No entanto, nem todos os produtores têm condições de produzir commodities. Segundo o agrônomo Carlos Bianchi, responsável pela Casa da Agricultura e chefe do Departamento Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, esse trabalho é realizado pelo fato de os produtores terem necessidade de geração de renda e estarem impossibilitados, por questões financeiras e ambientais, de produzir commodities. "Assim, a escolha foi feita sobre produtos diferenciados: frango e ovos caipiras, para atender um nicho de mercado que exige produtos que têm itinerários técnicos de produção diferenciados das commodities", explicou Bianchi.

     Os esforços do PEMH são também gerados para colocar em sintonia produtores, pesquisadores e extensionistas para, gradualmente, construírem modelos de produção que atendam os pequenos produtores, agregando valor aos produtos por meio de procedimentos técnicos ou por origem, pois são vinculados completamente à agricultura familiar. Assim, busca-se atender os consumidores mais exigentes e/ou conscientes.

CATI avalia nova cultivar de feijão

     O Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes da CATI fez avaliação de uma nova cultivar de feijão, que está sendo selecionada no Núcleo de Produção de Sementes de Avaré e na Fazenda Ataliba Leonel. Ao final do almoço do dia 23 de outubro, no refeitório da Instituição, em Campinas, cem pessoas responderam a um questionário - elaborado pelos técnicos do Departamento, com auxílio da nutricionista da CATI, Denise Baldan - aplicado para avaliar itens como sabor, maciez do grão, coloração e consistência do caldo e aparência do grão in natura. (vide resultados compilados no quadro).

     Segundo Wilma Bissolli, engenheira agrônoma responsável pela tabulação dos dados, a média das notas recebidas pelo novo material foi oito. “Isso demonstra aceitação pelo público consumidor”. As pessoas que responderam ao questionário não foram avisadas antecipadamente da avaliação nem sabiam que a cultivar, ainda sem nome definido, está sendo selecionada pela CATI.

     De acordo com a cozinheira responsável pela preparação do feijão, Maria Pereira Oliveira, o tempo de cozimento e o modo de preparo desse novo material, não difere de outros grãos utilizados por ela há anos. “Foram utilizados cerca de 8kg neste almoço. Deixei de molho, de um dia para o outro, metade dessa quantidade. A outra metade lavei e cozinhei; o tempo de cozimento das duas partes foi de 40 minutos. Ele tem o caldo mais grosso e escuro, mas um sabor muito bom. Acredito que ficaria ótimo como base para pratos como tutu de feijão e misturado com outros ingredientes”, ressalta a cozinheira.
 A cultivar
    
      Vilson Antonio de Vecchi, diretor do núcleo de Produção de Sementes de Avaré relata que essa nova variedade é oriunda da Paraíba, tendo sido trazida por um funcionário do Núcleo no retorno de uma viagem. “Esse material é de domínio popular. Achamos suas características interessantes, por isso resolvemos multiplicar. Há três anos estamos plantando e avaliando o material em ensaios (o período é necessário, pois levam-se várias safras para obtenção do registro da cultivar)”, esclarece o diretor.

     Durante este ano, houve maior disponibilidade de sementes. Com isso foi possível encaminhar sementes para serem plantadas e avaliadas em outras regiões. “Enviamos sementes para as Regionais CATI de Lins e Ourinhos, bem como para o Itesp, que distribuíram para agricultores familiares de diversos municípios plantarem com suas tecnologias disponíveis, podendo, assim, avaliar a sua qualidade em diversas condições”, saliente Vilson.

     Segundo Vilson, que seleciona o material junto com o engenheiro agrônomo Rubens Koudi Iamanaka, também do Núcleo de Avaré, as principais características do material são: ciclo curto, grãos graúdos, resistência a diversas pragas e doenças. “Essas potencialidades mais a boa produtividade que temos observado, credencia este material como propício e excelente para a agricultura familiar”.

Avaliação da nova cultivar de feijão (100 questionários) Nota de 0 a 10

Item
Média das notas recebidas
Sabor do feijão
8,57
Maciez do grão
8,81
Coloração do Grão
8,15
Coloração do caldo
8,22
Consistência do caldo
8,24

       

 Pergunta principal:
Analisando o feijão in natura você compraria?     Sim: 68            Não: 32

Regionais CATI Itapetininga, Registro, Sorocaba e São Paulo
realizam treinamento sobre Adequação e Manutenção de Estradas Rurais

Nos dias 18 e 19 de outubro estiveram reunidos em São Miguel Arcanjo e Registro, operadores de máquinas e técnicos das quatro Regionais da CATI. O objetivo foi um treinamento sobre Adequação e Manutenção de Estradas Rurais ministrado pelos integrantes das Unidades Técnicas de Engenharia das regionais envolvidas.Estiveram presentes, os diretores das regionais, engenheiros agrônomos José Manoel de Vasconcelos e Fernando Gomes da Costa, Prefeito Municipal de São Miguel Arcanjo, autoridades e mais 72 participantes, onde destacou-se a importância da aplicação dos incentivos do Programa Estadual de Microbacias Hidrográficas e do Componente Adequação de Estradas Rurais.

     O produtor rural Paulino Honório da Silva, da Associação dos Pequenos Produtores do Bairro Mato Dentro de Ribeirão Grande prestou depoimento sob o ponto de vista do envolvimento no processo de escolha e realização dos serviços de adequação.

     Na parte da tarde os participantes puderam verificar in loco os serviços e práticas de adequação recomendados para a Microbacia Hidrográfica Colônia Pinhal e servindo de exemplo de capacitação para os operadores das prefeituras locais. Essas estradas tinham grandes problemas de tráfego. Alguns trechos ficavam intransitáveis, causando dificuldade no transporte de pessoas e prejuízo aos produtores que não conseguiam escoar sua safra; principalmente a uva.

     O grupo prosseguiu no segundo dia pela Estrada Parque que atravessa uma área de preservação, o Parque Estadual Carlos Botelho que passou por adequação recente, onde puderam observar a importância da preservação da natureza no trabalho de adequação de estradas. Todas as atividades foram precedidas de um alerta para reflexão das responsabilidades que temos com a terra em que vivemos.

     Imagens bastante convincentes mostraram o que foi feito, mesmo que em pequena escala, em pról da sustentabilidade. “Técnicas de condução eficientes das águas, contenção de encostas, preservação dos rios, matas e animais – compromisso com o Futuro”, ficaram bem gravadas na memória dos participantes.

     Para reforçar esse pensamento, durante a visita à estrada da Microbacia do Ribeirão Registro ressaltou-se a importância da parceira no processo de intervenção e do acompanhamento dos trabalhos na implantação de políticas públicas para a gestão da malha viária municipal. Também conhecer mais profundamente as ações desenvolvidas pelos técnicos da CATI e a condição técnica profissional exigida para os operadores de máquinas e ajudantes, pois no momento da operação, toda tecnologia do sistema adotado está nas mãos desses funcionários e, muitas vezes, os erros são fatais e irreparáveis. Tomar decisões eficazes passa a ser uma questão de postura profissional.

Equipe integrante:- Fernando A.Gomes da Costa, Cláudia F.Carvalho Mendes, Maria Luiza Moura

Encontro Regional de Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural

     Reunir representantes dos Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural, técnicos e autoridades, visando a organização do setor rural, o levantamento de problemas comuns e o planejamento de ações são os objetivos do Encontro Regional de Conselhos Municipais, organizado pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e pela Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro), que será realizado nas cidades de Campinas, Araraquara, Araçatuba e Bauru, nos dias 29, 30, 31 de outubro e 1.° de novembro, respectivamente. “A CATI tem trabalhado para organizar o setor produtivo e outros segmentos ligados ao agronegócio em âmbito municipal, regional e estadual. Promover a discussão de assuntos pertinentes ao segmento agropecuário e mobilizar os conselheiros é fundamental para o desenvolvimento sustentável e para a efetivação e o planejamento das ações da Secretaria de Agricultura, nos diversos projetos executados”, salienta o Eng.° Agr.° Francisco Eduardo Bernal Simões, Coordenador da CATI.

     Além do objetivo citado, o evento também tem papel motivador e de capacitação dos conselheiros, pois promove a troca de experiências e a democratização de informações importantes para a definição do papel do Conselho em seu município. A expectativa é que os eventos envolvam mais de 1.200 pessoas de todo o Estado.

     A principal meta do Encontro é a organização de Conselhos Regionais de Desenvolvimento Rural. “O município tem representatividade garantida no Conselho Regional. Isso é importante para que as cadeias produtivas possam ser identificadas e as ações para o desenvolvimento sustentável efetivadas”, ressalta Bernal Simões.

     Segundo Ypujucan Caramuru Pinto, diretor do Departamento de Comunicação e Treinamento, a expectativa é que os conselheiros regionais tomem posse durante as comemorações dos 40 anos da CATI, no final de novembro.

Conselhos

     
Os Conselhos são órgãos consultivos criados pelo Poder Legislativo Municipal, aos quais devem pertencer membros de toda a sociedade, com destaque para os agricultores, o que garante legitimidade e representatividade da categoria. Os Conselhos têm papel fundamental como articuladores de forças locais para o desenvolvimento rural sustentável e, também, como gestores dos processos de alocação de recursos para a área rural e a determinação das prioridades.

Encontro Regional de Conselhos Municipais

29/10

Horário: 9horas
Auditório da CATI
Av. Brasil, 2.340, Jd. Chapadão, Campinas, SP

30/10
Horário: 9horas
Quiosque Eventos
Av. Maria Antonia C. Oliveira, 370 (conhecida como Via Expressa)
Centro – Araraquara, SP

31/10
Horário: 9 horas
Faculdade Toledo de Ensino
Rua Antonio Afonso de Toledo, 595
Jardim Sumaré
Araçatuba, SP

1.°/11
Horário: 9horas
Obeid Plaza Hotel
Av. Nações Unidas, 19-50
Bauru, SP

LUPA - Grupo define estratégias para agilizar o processo

     No dias 23 e 24 de outubro o grupo que está gerenciando o Levantamento Censitário das Unidades de Produção do Estado de São Paulo (LUPA) esteve reunido em Presidente Prudente para avaliar o andamento do censo, os entraves até o momento e, principalmente, para estudar medidas que agilizem o trabalho.

     As estratégias definidas na reunião permitirão que o prazo para a conclusão do trabalho, março de 2008, seja cumprido. Até o momento, 10% do trabalho foi concluído e a Regional que está mais adiantada é General Salgado com 32,3%, em seguida vem Andradina e Fernandópolis. Uma reunião foi agendada para 6 de novembro entre o Coordenador da CATI , Francisco Bernal Simões, os diretores das Regionais e o grupo de gerenciamento do LUPA para discutir as propostas. E já está no site da Intranet CATI , desde o dia 1.° de outubro, um boletim quinzenal com as atualizações. Outra boa notícia é que o Manual do LUPA foi revisado na reunião e as alterações também já estão à disposição dos usuários na Intranet.

     A principal estratégia adotada pelos integrantes foi dividir o Estado em 8 grupos regionais que serão comandados por João Bosco Andrade Pereira, Paulo Interliche, Antonio Carlos de Sousa, Bernardo Lorena, Eduardo Maciel, Mário Ivo Drugovich e Vanildo Pereira. Cada um ficou responsável entre quatro a seis Regionais CATI e estarão acompanhando mais de perto o trabalho e oferecendo suporte aos seus integrantes.

     Outra estratégia importante, que dará impulso ao censo, será a parceria com a Coordenadoria de Defesa Agropecuária, no mês de novembro, durante a campanha de vacinação de aftosa, quando foi proposto um trabalho conjunto entre funcionários da CDA e CATI. Uma intensificação da divulgação em rádios, TVs e jornais locais também foi proposta, assim como uma distribuição de cartazes nas Casas da Agricultura, alertando para a importância do Censo que foi realizado pela última vez em 1995. Uma participação mais efetiva das Prefeituras também está sendo proposta uma vez que os municípios são os maiores beneficiários do LUPA, que define as áreas de produção e acaba retornando no índice de participação do município no ICMS com peso 3.

     "Essa é uma característica importante que faz do LUPA um censo totalmente diferenciado do censo do IBGE, que também está em andamento", explica Bernardo Lorena. O Lupa é objetivo e focado apenas nas áreas de produção, já o questionário do IBGE, além de maior, com 20 páginas contra duas do LUPA, considera áreas de lazer, imóveis, entre vários outros quesitos.

    Estar sendo realizado no mesmo ano não é considerado um complicador pelos integrantes do grupo. Já o fato de coincidir com uma fase intensificada do Programa Estadual de Microbacias Hidrográficas, com datas para entrega dos Planos Individuais de Propriedade, acabou por direcionar de forma positiva o trabalho pois "aproveita-se o recurso para realizar as duas atividades", afirmou Lorena, que explicou que, à princípio, o LUPA teria início apenas em 2008.

2.ª etapa da Campanha de 2007 da vacinação contra Febre Aftosa
Data: 29 de outubro de 2007
Local: Parque de Exposições Alfredo Ellis Neto, Rod. Raposo Tavares, km 523 - Presidente Venceslau/SP
Abertura: 10h
OBS.: O evento contará com a presença do secretário de Agricultura e Abastecimento, João Sampaio, que na ocasião estará fazendo o lançamento oficial da GTA eletrônica.

I Fórum sobre Utilização de Óleos Vegetais Combustíveis
Data: 29 e 30 de novembro de 2007
Local: Anfiteatro da CATI
Abertura: 9h

Enfoque: Do produtor ao motor, agricultura familiar, arranjos produtivos e mercados.

Público: toda a cadeia produtiva dos óleos vegetais combustíveis, envolvendo produtores rurais, universidades, empresas, agroindústrias, estudantes, pesquisadores, produtores de insumos, técnicos e público interessado em geral.

 

Editora Responsável: Jorn. Maria Rita P. G. Godoy
Jornalistas: Cleusa Pinheiro, Graça D'Auria e Suzete Rodrigues
Web Designer: Damaris B. Minzon
Web Master: André Vargas

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