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Simpósio
reúne cerca de 500 pessoas para debater sobre biodiesel
Demonstrar
as informações técnicas e econômicas das espécies
de oleaginosas disponíveis para produção de biodiesel
no Pontal do Paranapanema, foi o objetivo do Simpósio Regional
sobre o tema, que aconteceu no dia 24 de outubro, na cidade de Mirante
do Paranapanema. O evento reuniu aproximadamente 500 pessoas, entre produtores
rurais, empresários, lideranças do setor público
e privado e técnicos ligados ao agronegócio.
Mirante
do Paranapanema tem uma área de 123,5 mil hectares, 2.300 produtores
rurais, dos quais 1.445 são pertencentes aos 38 assentamentos existentes
no município. A CATI, em parceria com o Itesp, desenvolve ações
em cinco microbacias hidrográficas, que envolve 428 produtores,
inclusive com a participação de seis assentamentos.
A
região produz café, leite, tomate, bicho-da-seda, urucum,
entre outras. Como alternativa de renda, uma parte dos agricultores está
plantando pinhão manso, mamona e macaúba, direcionadas ao
biodiesel. Com essa demanda criada e com o objetivo de viabilizar a produção
a CATI, a Prefeitura Municipal, o Itesp, o Sebrae, a Apta e o Banco do
Brasil se uniram e vão montar o Pólo de Difusão de
Tecnologia para melhor estudar as culturas e ver qual será a mais
vantajosa para o Pontal do Paranapanema.
O
próprio Simpósio Regional sobre Oleaginosas na Produção
de Biodiesel foi uma ação para consolidar as informações
já existentes, tanto técnicas como econômicas. Segundo
Clóvis Antonio de Alencar, diretor da CATI Regional Presidente
Venceslau, a produção de biodiesel na agricultura familiar
surge como alternativa, mas toda cultura nova tem seus riscos. O primeiro
passo foi a realização do Simpósio e o segundo será
a instalação do Pólo de Difusão de Tecnologia
que vai analisar o comportamento das culturas na região do Pontal.
Serão feitos estudos dos casos, seja com pinhão manso, mamona
ou macaúba, verificando dados sobre o manejo das culturas, pragas,
doenças, entre outros levantamentos.
De
acordo com José Luiz Fontes, representante do coordenador da CATI
no evento, São Paulo tem uma vocação muito grande
e tecnologia apropriada para produção de biodiesel com a
agricultura familiar e a CATI existe exatamente para fortalecer esses
produtores, na busca de alternativas adequadas. "As parcerias já
existentes em Mirante do Paranapanema são muito fortes e terão,
com certeza, como conseqüência o desenvolvimento do município
e a melhoria da qualidade de vida das famílias dos agricultores
familiares”, destacou Fontes.
João
Carlos Corsini, diretor de política e desenvolvimento do Itesp,
falou que trabalho a ser realizado em parceria precisa promover o desenvolvimento,
já que o agricultor, principalmente o assentado, não pode
errar, pois está descapitalizado. "Temos que oferecer alternativas
que provoquem o desenvolvimento e a inclusão socioeconômica
a esses agricultores, que só no território paulista somam
10.100 famílias de assentados".
O
prefeito de Mirante do Paranapanema, Eduardo Quesada Piazzalunga, vem
tentando colocar todos juntos no mesmo caminho. No município são
2.300 produtores rurais, sendo que 48% são assentados. Já
conseguiu do Governo Federal a liberação de dois milhões
para implantação da cultura da mamona, onde cerca de mil
produtores serão financiados a fundo perdido. Ele já conseguiu
também uma esmagadora de óleo, com capacidade de 20 mil
toneladas por dia. “Isso vai proporcionar uma situação
muito boa no município em relação à produção
de biodiesel. O que queremos é trabalhar para dar lucro ao produtor
rural”.
Simpósio
de Biodiesel
Durante
o evento foram abordados temas como: o biodiesel e oportunidades para
pequenos negócios (Wang Hisiu Ching, do SEBRAE Nacional); principais
oleaginosas para produção de biodiesel (Dílson Rodrigues
Cáceres, DSMM-CATI); estágio atual do conhecimento sobre
o cultivo do pinhão manso no Brasil (Heloisa Mattana Saturnino,
EPAMIG) e o Banco do Brasil no contexto do biocombustível (Pedro
Paulo Câmara da Silva).
O
produtor Sidnei Silvério, tesoureiro da APRAACON – Associação
dos Produtores Rurais do Assentamento Antonio Conselheiro, já assentado
há nove anos no Sítio Nossa Senhora da Aparecida, produz
café, coco, leite e agora com um quarto de hectare com pinhão
manso. Ele diz que com esse tipo de evento ele não se sente mais
isolado, sente que as instituições governamentais estão
preocupadas com os agricultores. Eles não ficam mais sem informação.
Esse simpósio e a instalação do Pólo Regional
vão ser de grande utilidade nas suas opções de renda.
Com incentivo do Governo vai plantar dois hectares de mamona.
O
Programa Estadual de Microbacias Hidrográficas incentivou a organização
da Associação, que hoje já conseguiu comprar dois
tratores, utilizados por um grupo de doze pessoas. Sidnei explica que
a associação tem três anos e está crescendo
cada vez mais. Ele acredita que o biodiesel será uma boa fonte
de renda para o Pontal, já que a comercialização
é certa. “A idéia é trabalharmos em mutirão,
cada um ajudando na propriedade do outro, mostrando assim a união
dos assentados. Sem união nada anda. A Associação
melhorou nossa vida, pois hoje pensamos no coletivo”.

Técnicos
se reúnem para melhor atender ao produtor rural
Técnicos
da CATI e do Itesp das regiões de Presidente Venceslau, Presidente
Prudente, Lins, Araçatuba e Bauru se reuniram, no último
dia 23/10, no município de Mirante do Paranapanema, com o objetivo
de identificar problemas e buscar soluções no desenvolvimento
de ações conjuntas para melhor atender o produtor rural.
A CATI implantou até agora 966 microbacias e nos locais onde existem
assentamentos conta com a colaboração do Itesp, que atua
em 28.
O
prefeito Eduardo Quesada Piazzalunga, esteve na abertura da reunião
e falou da importância do Programa Estadual de Microbacias Hidrográficas
para o desenvolvimento da agricultura do município. Desde de que
assumiu em 2005 vem trabalhando de forma integrada com as instituições
para que tudo de certo. Em 2004 não tinha nenhuma microbacia implantada,
hoje são cinco em desenvolvimento, envolvendo 428 famílias
de agricultores.
Tentando
fazer a parte que cabe ao município e ajudar os produtores, já
comprou quatro tratores. Ele afirma que para que o trabalho dê certo
é preciso que tudo funcione. “Eu acredito que o papel da
Prefeitura, da CATI e do Itespé fazer que os 38 assentamentos que
existem na cidade produzam e os assentados tenham lucro, pois são
eles que fazem o comércio funcionar. Por isso, a agricultura familiar
é prioridade nesse município”.
José
Luiz Fontes, gerente de planejamento do Programa acredita que a melhor
forma de resolver todos os problemas da agricultura familiar é
a união. Ao ser questionado quanto ao encerramento do Programa
no dia 30/11, ele explicou que essa atividade é uma prioridade
do Estado e já está inserido no plano plurianual de Governo
para 2008, o que garante recursos para a continuidade das ações.
O que acaba é o acordo de empréstimo com o Banco Mundial
e os incentivos são as únicas ações que dependem
100% desse acordo. “Todas as providências estão sendo
tomadas para dar continuidade ao Programa”. Fontes finaliza dizendo
que a função das instituições ligadas a agricultura
é atender bem o agricultor familiar e proporcionar sua inclusão
socioeconômica e cultural, através da melhoria da qualidade
de vida.
O
diretor da CATI Regional Presidente Venceslau, Clóvis de Alencar,
disse que foi uma luta para o Programa sair do papel. Mas, dos onze municípios
que compõem a regional, só um ainda não aderiu. Em
Mirante do Paranapanema, com o apoio da Prefeitura Municipal, hoje são
cinco projetos em desenvolvimento, com a ajuda do Itesp em três
microbacias. “O Itesp sempre foi parceiro. Acredito que não
houver colaboração de todos, não são as instituições
que vão perder, mas sim o produtor rural, nosso público
beneficiário”.
João
Carlos Corsini, diretor de Política e Desenvolvimento do Itesp,
que também participou da reunião, disse que o programa tem
mais sucesso que
problemas a resolver. Ele está sendo efetivado com muitos investimentos
nas áreas dos assentamentos. “Acredito que a parceria entre
a CATI e o Itesp deve ser encarada de forma prioritária e como
uma alternativa na obtenção de recursos subvencionados para
desenvolvimento da pequena agricultura”.
O
gestor do Programa de Microbacias por parte do Itesp, Afonso Curitiba
Amaral, acredita que reuniões como esta são necessárias,
para que aconteça uma avaliação que aponte caminhos
para melhorar o desempenho nos projetos em andamento e nos futuros que
serão implantados e assumidos pelos técnicos do Itesp. “Além
disso, serviu para estreitar laços entre os parceiros, que tem
um só objetivo: melhorar a qualidade de vida do produtor rural”.

Cursos
em Paraguaçu Paulista visam capacitar produtores rurais
Uma parceria com a Prefeitura Municipal de Paraguaçu Paulista
possibilitou mais um curso destinado ao aproveitamento de produtos
excedentes e a possibilidade de uma renda extra para produtores rurais.
O curso de processamento artesanal de derivados de mandioca, um sucesso
em todos os lugares onde foi realizado, teve a participação de 25
produtoras da microbacia hidrográfica Água da Cachoeira e foi ministrado
por Marta Regina Matta Cardoso, diretora administrativa da CATI Regional
Assis.
As
participantes tiveram a oportunidade de aprender os mais variados tipos de
pratos como aproveitamento da casca da mandioca, bolos, pães, tortas,
doces entre as mais diversas possibilidades culinárias da mandioca. A
atividade foi idealizada e realizada pela Casa da Agricultura de Paraguaçu
Paulista.
Outro
curso oferecido na mesma microbacia hidrográfica Água da Cachoeira teve
o objetivo de capacitar 20 produtores rurais sobre recomposição de áreas
de proteção permanente. Eles tiveram a oportunidade de ouvir um pouco
mais sobre legislação ambiental e recuperação de áreas de proteção
permanente. O curso aconteceu na sede da Associação de Produtores Rurais
e foi seguido de uma visita á uma área de APP próxima do local.
A curso foi iniciado pelo Eng.º Agr.º Cristiano Geller, Assistente
Agropecuário da CATI Regional Assis, que falou sobre os incentivos do
Programa Estadual de Microbacias Hidrográficas. Em seguida, o Eng.º Agr.º
Luiz Antonio Pavão, técnico responsável pela UTE da Regional de Assis,
relembrou a importância das áreas de preservação permanente e suas
implicações, discorreu também sobre a implantação dessas áreas e
conservação de solos.
O curso foi uma atividade prevista no plano da Microbacia São
Matheus e foi organizado pela técnica executora, Eng.ª Agr.ª Celina
Harumi Nishizawa da Casa da Agricultura de Paraguaçu Paulista.

Curso
sobre produção de aves e ovos caipiras
A
Casa da Agricultura de Peruíbe, da CATI Regional São Paulo,
em parceria com o Departamento Municipal de Agricultura e Meio Ambiente,
realizou no dia 9 de outubro o curso de Produção de Aves
e Ovos Caipiras, com apoio do Programa Estadual de Microbacias Hidrográficas.
Participaram do evento 25 produtores rurais
do município, que receberam instruções quanto à
produção de aves e ovos caipiras e noções
básicas de preparo de alimentos à base de ovos.
Peruíbe conta hoje com um grupo de
produtores envolvidos com a atividade desde o ano passado, quando receberam
o primeiro treinamento na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz,
em Piracicaba. Recentemente formaram um “Grupo de Compra”,
que adquiriu naquela faculdade 600 pintinhos de raça caipira, sendo
essa a segunda compra conjunta efetuada com o apoio da Casa de Agricultura
e do Departamento de Agricultura e Meio Ambiente.
De forma geral, os produtos agropecuários
dividem-se em commodities e produtos diferenciados. No entanto,
nem todos os produtores têm condições de produzir
commodities. Segundo o agrônomo Carlos Bianchi, responsável
pela Casa da Agricultura e chefe do Departamento Municipal de Agricultura
e Meio Ambiente, esse trabalho é realizado pelo fato de os produtores
terem necessidade de geração de renda e estarem impossibilitados,
por questões financeiras e ambientais, de produzir commodities.
"Assim, a escolha foi feita sobre produtos diferenciados: frango
e ovos caipiras, para atender um nicho de mercado que exige produtos que
têm itinerários técnicos de produção
diferenciados das commodities", explicou Bianchi.
Os esforços do PEMH são também gerados para colocar
em sintonia produtores, pesquisadores e extensionistas para, gradualmente,
construírem modelos de produção que atendam os pequenos
produtores, agregando valor aos produtos por meio de procedimentos técnicos
ou por origem, pois são vinculados completamente à agricultura
familiar. Assim, busca-se atender os consumidores mais exigentes e/ou
conscientes.

CATI avalia nova cultivar de feijão
O
Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes da CATI fez avaliação
de uma nova cultivar de feijão, que está sendo selecionada
no Núcleo de
Produção de Sementes de Avaré e na Fazenda Ataliba
Leonel. Ao final do almoço do dia 23 de outubro, no refeitório
da Instituição, em Campinas, cem pessoas responderam a um
questionário - elaborado pelos técnicos do Departamento,
com auxílio da nutricionista da CATI, Denise Baldan - aplicado
para avaliar itens como sabor, maciez do grão, coloração
e consistência do caldo e aparência do grão in natura.
(vide resultados compilados no quadro).
Segundo Wilma Bissolli, engenheira agrônoma
responsável pela tabulação dos dados, a média
das notas recebidas pelo novo material foi oito. “Isso demonstra
aceitação pelo público consumidor”. As pessoas
que responderam ao questionário não foram avisadas antecipadamente
da avaliação nem sabiam que a cultivar, ainda sem nome definido,
está sendo selecionada pela CATI.
De acordo com a cozinheira responsável
pela preparação do feijão,
Maria Pereira Oliveira, o tempo de cozimento e o modo de preparo desse
novo material, não difere de outros grãos utilizados por
ela há anos. “Foram utilizados cerca de 8kg neste almoço.
Deixei de molho, de um dia para o outro, metade dessa quantidade. A outra
metade lavei e cozinhei; o tempo de cozimento das duas partes foi de 40
minutos. Ele tem o caldo mais grosso e escuro, mas um sabor muito bom.
Acredito que ficaria ótimo como base para pratos como tutu de feijão
e misturado com outros ingredientes”, ressalta a cozinheira.
A cultivar
Vilson Antonio de Vecchi, diretor do núcleo
de Produção de Sementes de Avaré relata que essa
nova variedade é oriunda da Paraíba, tendo sido trazida
por um funcionário do Núcleo no retorno de uma viagem. “Esse
material é de domínio popular. Achamos suas características
interessantes, por isso resolvemos multiplicar. Há três anos
estamos plantando e avaliando o material em ensaios (o período
é necessário, pois levam-se várias safras para obtenção
do registro da cultivar)”, esclarece o diretor.
Durante este ano, houve maior disponibilidade
de sementes. Com isso foi possível encaminhar sementes para serem
plantadas e avaliadas em outras regiões. “Enviamos sementes
para as Regionais CATI de Lins e Ourinhos, bem como para o Itesp, que
distribuíram para agricultores familiares de diversos municípios
plantarem com suas tecnologias disponíveis, podendo, assim, avaliar
a sua qualidade em diversas condições”, saliente Vilson.
Segundo Vilson, que seleciona o material
junto com o engenheiro agrônomo Rubens Koudi Iamanaka, também
do Núcleo de Avaré, as principais características
do material são: ciclo curto, grãos graúdos, resistência
a diversas pragas e doenças. “Essas potencialidades mais
a boa produtividade que temos observado, credencia este material como
propício e excelente para a agricultura familiar”.
Avaliação
da nova cultivar de feijão (100 questionários) Nota de 0
a 10
Item |
Média
das notas recebidas |
| Sabor
do feijão |
8,57 |
| Maciez
do grão |
8,81 |
| Coloração
do Grão |
8,15 |
| Coloração
do caldo |
8,22 |
| Consistência
do caldo |
8,24 |

Pergunta
principal:
Analisando o feijão in natura você compraria? Sim:
68 Não:
32

Regionais
CATI Itapetininga, Registro, Sorocaba e São Paulo
realizam treinamento sobre Adequação e Manutenção
de Estradas Rurais
Nos
dias 18 e 19 de outubro estiveram reunidos em São Miguel Arcanjo
e Registro, operadores de máquinas e técnicos das quatro
Regionais da CATI. O objetivo foi um treinamento sobre Adequação
e Manutenção de Estradas Rurais ministrado pelos integrantes
das Unidades Técnicas de Engenharia
das regionais envolvidas.Estiveram presentes, os diretores das regionais,
engenheiros agrônomos José Manoel de Vasconcelos e Fernando
Gomes da Costa, Prefeito Municipal de São Miguel Arcanjo, autoridades
e mais 72 participantes, onde destacou-se a importância da aplicação
dos incentivos do Programa Estadual de Microbacias Hidrográficas
e do Componente Adequação de Estradas Rurais.
O produtor rural Paulino Honório
da Silva, da Associação dos Pequenos Produtores do Bairro
Mato Dentro de Ribeirão Grande prestou depoimento sob o ponto de
vista do envolvimento no processo de escolha e realização
dos serviços de adequação.
Na
parte da tarde os participantes puderam verificar in loco os serviços
e práticas de adequação recomendados para a Microbacia
Hidrográfica Colônia Pinhal e servindo de exemplo de capacitação
para os operadores das prefeituras locais. Essas estradas tinham grandes
problemas de tráfego. Alguns trechos ficavam intransitáveis,
causando dificuldade no transporte de pessoas e prejuízo aos produtores
que não conseguiam escoar sua safra; principalmente a uva.
O grupo prosseguiu no segundo dia pela Estrada
Parque que atravessa uma área de preservação, o Parque
Estadual Carlos Botelho que passou por adequação recente,
onde puderam observar a importância da preservação
da natureza no trabalho de adequação de estradas. Todas
as atividades foram precedidas de um alerta para reflexão das responsabilidades
que temos com a terra em que vivemos.
Imagens
bastante convincentes mostraram o que foi feito, mesmo que em pequena
escala, em pról da sustentabilidade. “Técnicas de
condução eficientes das águas, contenção
de encostas, preservação dos rios, matas e animais –
compromisso com o Futuro”, ficaram bem gravadas na memória
dos participantes.
Para reforçar esse pensamento, durante
a visita à estrada da Microbacia do Ribeirão Registro ressaltou-se
a importância da parceira no processo de intervenção
e do acompanhamento dos trabalhos na implantação de políticas
públicas
para a gestão da malha viária municipal. Também conhecer
mais profundamente as ações desenvolvidas pelos técnicos
da CATI e a condição técnica profissional exigida
para os operadores de máquinas e ajudantes, pois no momento da
operação, toda tecnologia do sistema adotado está
nas mãos desses funcionários e, muitas vezes, os erros são
fatais e irreparáveis. Tomar decisões eficazes passa a ser
uma questão de postura profissional.
Equipe
integrante:- Fernando A.Gomes da Costa, Cláudia F.Carvalho Mendes,
Maria Luiza Moura

Encontro
Regional de Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural
Reunir
representantes dos Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural, técnicos
e autoridades, visando a organização do setor rural, o levantamento
de problemas comuns e o planejamento de ações são
os objetivos do Encontro Regional de Conselhos Municipais, organizado
pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI)
e pela Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro),
que será realizado nas cidades de Campinas, Araraquara, Araçatuba
e Bauru, nos dias 29, 30, 31 de outubro e 1.° de novembro, respectivamente.
“A CATI tem trabalhado para organizar o setor produtivo e outros
segmentos ligados ao agronegócio em âmbito municipal, regional
e estadual. Promover a discussão de assuntos pertinentes ao segmento
agropecuário e mobilizar os conselheiros é fundamental para
o desenvolvimento sustentável e para a efetivação
e o planejamento das ações da Secretaria de Agricultura,
nos diversos projetos executados”, salienta o Eng.° Agr.°
Francisco Eduardo Bernal Simões, Coordenador da CATI.
Além do objetivo citado, o evento também
tem papel motivador e de capacitação dos conselheiros, pois
promove a troca de experiências e a democratização
de informações importantes para a definição
do papel do Conselho em seu município. A expectativa é que
os eventos envolvam mais de 1.200 pessoas de todo o Estado.
A principal meta do Encontro é a organização
de Conselhos Regionais de Desenvolvimento Rural. “O município
tem representatividade garantida no Conselho Regional. Isso é importante
para que as cadeias produtivas possam ser identificadas e as ações
para o desenvolvimento sustentável efetivadas”, ressalta
Bernal Simões.
Segundo Ypujucan Caramuru Pinto, diretor do Departamento
de Comunicação e Treinamento, a expectativa é que
os conselheiros regionais tomem posse durante as comemorações
dos 40 anos da CATI, no final de novembro.
Conselhos
Os Conselhos são órgãos
consultivos criados pelo Poder Legislativo Municipal, aos quais devem
pertencer membros de toda a sociedade, com destaque para os agricultores,
o que garante legitimidade e representatividade da categoria. Os Conselhos
têm papel fundamental como articuladores de forças locais
para o desenvolvimento rural sustentável e, também, como
gestores dos processos de alocação de recursos para a área
rural e a determinação das prioridades.
Encontro
Regional de Conselhos Municipais
29/10
Horário: 9horas
Auditório da CATI
Av. Brasil, 2.340, Jd. Chapadão, Campinas, SP
30/10
Horário: 9horas
Quiosque Eventos
Av. Maria Antonia C. Oliveira, 370 (conhecida como Via Expressa)
Centro – Araraquara, SP
31/10
Horário: 9 horas
Faculdade Toledo de Ensino
Rua Antonio Afonso de Toledo, 595
Jardim Sumaré
Araçatuba, SP
1.°/11
Horário: 9horas
Obeid Plaza Hotel
Av. Nações Unidas, 19-50
Bauru, SP

LUPA
- Grupo define estratégias para agilizar o processo
No dias 23 e 24 de outubro o grupo que está gerenciando o Levantamento
Censitário das Unidades de Produção do Estado de
São Paulo (LUPA) esteve reunido em Presidente Prudente para avaliar
o andamento do censo, os entraves até o momento e, principalmente,
para estudar medidas que agilizem o trabalho.
As estratégias definidas na reunião
permitirão que o prazo para a conclusão do trabalho, março
de 2008, seja cumprido. Até o momento, 10% do trabalho foi concluído
e a Regional que está mais adiantada é General Salgado com
32,3%, em seguida vem Andradina e Fernandópolis. Uma reunião
foi agendada para 6 de novembro entre o Coordenador da CATI , Francisco
Bernal Simões, os diretores das Regionais e o grupo de gerenciamento
do LUPA para discutir as propostas. E já está no site da
Intranet CATI , desde o dia 1.° de outubro, um boletim quinzenal com
as atualizações. Outra boa notícia é que o
Manual do LUPA foi revisado na reunião e as alterações
também já estão à disposição
dos usuários na Intranet.
A principal estratégia adotada pelos
integrantes foi dividir o Estado em 8 grupos regionais que serão
comandados por João Bosco Andrade Pereira, Paulo Interliche, Antonio
Carlos de Sousa, Bernardo Lorena, Eduardo Maciel, Mário Ivo Drugovich
e Vanildo Pereira. Cada um ficou responsável entre quatro a seis
Regionais CATI e estarão acompanhando mais de perto o trabalho
e oferecendo suporte aos seus integrantes.
Outra estratégia importante, que
dará impulso ao censo, será a parceria com a Coordenadoria
de Defesa Agropecuária, no mês de novembro, durante a campanha
de vacinação de aftosa, quando foi proposto um trabalho
conjunto entre funcionários da CDA e CATI. Uma intensificação
da divulgação em rádios, TVs e jornais locais também
foi proposta, assim como uma distribuição de cartazes nas
Casas da Agricultura, alertando para a importância do Censo que
foi realizado pela última vez em 1995. Uma participação
mais efetiva das Prefeituras também está sendo proposta
uma vez que os municípios são os maiores beneficiários
do LUPA, que define as áreas de produção e acaba
retornando no índice de participação do município
no ICMS com peso 3.
"Essa é uma característica
importante que faz do LUPA um censo totalmente diferenciado do censo do
IBGE, que também está em andamento", explica Bernardo
Lorena. O Lupa é objetivo e focado apenas nas áreas de produção,
já o questionário do IBGE, além de maior, com 20
páginas contra duas do LUPA, considera áreas de lazer, imóveis,
entre vários outros quesitos.
Estar sendo realizado no mesmo ano não
é considerado um complicador pelos integrantes do grupo. Já
o fato de coincidir com uma fase intensificada do Programa Estadual de
Microbacias Hidrográficas, com datas para entrega dos Planos Individuais
de Propriedade, acabou por direcionar de forma positiva o trabalho pois
"aproveita-se o recurso para realizar as duas atividades", afirmou
Lorena, que explicou que, à princípio, o LUPA teria início
apenas em 2008.

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