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Edição n.º 420 - 24 de março de 2016
Notícias

AL-Piratininga – milho variedade produzido pela CATI apresenta bons resultados em Dia de Campo em Guaratinguetá

Principais características do AL-Piratininga foram descritas pelo técnico da CATI Regional Guaratinguetá

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No dia 19 de março, a CATI, a convite da Cooperativa Serramar de Laticínios, participou do 4.º Dia de Campo Serramar de Produção de Milho e Soja, realizado na Fazenda São José, em Guaratinguetá. O intuito foi apresentar os resultados do milho variedade AL-Piratininga, cultivado na safra 2015/2016, em uma das 10 estações do evento. Foram convidadas, além da CATI com o único milho variedade presente, empresas de venda de sementes que comercializam milhos híbridos. No total, foram demonstradas 17 sementes de milho e seis de soja para cerca de 100 pecuaristas que prestigiaram o evento.

Essa foi a primeira vez que a CATI participou do Dia de Campo, que vem se tornando tradicional na região. Segundo o organizador, o engenheiro agrônomo Thiago Augusto Roque Chaves, técnico da Cooperativa Serramar, foi importante ter a CATI nesse evento, pois muitos pequenos produtores de leite utilizam a semente variedade para a produção de silagem. “Então tínhamos interesse que a CATI falasse sobre as características desse milho, ideal para áreas com baixa fertilidade do solo, áreas montanhosas que dificultam a mecanização. Trata-se de um milho rústico, que apresenta um excelente custo-benefício”, salientou Thiago.

Participantes ouviram atentos sobre as vantagens de se cultivar um milho variedade, mais rústico e menos exigente em tecnologia.

A Serramar conta com cerca de 800 pecuaristas e é a maior cooperativa voltada à produção e fabricação de derivados de leite no Vale do Paraíba, congregando 17 municípios da região, indo até as divisas dos Estados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Dentre os cooperados, há desde pequenos até grande produtores, porém como muitos são agricultores familiares, que têm suas propriedades em terrenos montanhosos e de pouca fertilidade, o milho variedade AL-Piratininga torna-se uma boa opção, de baixo custo e bom retorno na produção de silagem oferecida ao gado leiteiro durante o período de estiagem. Quem apresentou as características na estação da CATI foram os engenheiros agrônomos Vinicius Sampaio do Nascimento, da CATI Regional Guaratinguetá, e Glênio Wilson de Campos, ex-diretor do Núcleo de Produção de Sementes de Taubaté (NPS/DSMM).

A aposentadoria de Glênio Campos, técnico que prestou serviços em várias regiões do Vale do Paraíba nos últimos 43 anos, ocorreu há pouco e ele estava feliz por poder dar mais esse depoimento sobre o trabalho de melhoramento dos milhos variedade CATI, que teve início no final da década de 1980, com a primeira semente de milho, o AL-25 lançado no ano de 1992. “O milho variedade veio preencher uma lacuna; a CATI produzia sementes de milho híbrido, mas as revendas de sementes já o faziam, então Sylmar Denucci (técnico da CATI responsável por implantar as sementes variedade) deu início à oferta de milhos variedade, rústicos o suficiente para atender aos pequenos produtores que se viam descapitalizados e não podiam arcar com os altos custos de implantação de milhos híbridos”, diz Glênio.

“Tanto o AL-Piratininga quanto o AL-Avaré são muito bons para silagem. Este ano especificamente, que contou com mais períodos de chuva, a produção pode chegar a 50 toneladas por hectare de silagem. Estamos esperando que até o final da colheita o AL-Piratininga fique entre os seis melhores em produtividade, concorrendo com milhos híbridos”, afirmou Vinicius Sampaio.

O produtor de leite Osvaldo Miranda Faria, do município de Bananal, da área de atuação da CATI Regional Guaratinguetá, conhece bem esse e outros trabalhos da CATI, como o Projeto CATI Leite. Trabalha com pasto rotacionado e sempre deixa uma área para ser cultivada com as sementes variedade CATI. Segundo o produtor, o milho variedade é ideal para quem não tem muito capital a ser investido e quer um retorno satisfatório, com boa relação custo x benefício. “Mesmo esse milho mais rústico não dispensa cuidados, como a análise de solo para que a calagem seja feita de forma correta. Eu sempre destino uma área para o milho variedade e não me arrependo, mas acho que o produtor deve se capacitar, aproveitar os treinamentos oferecidos. Eu sempre vou à Casa da Agricultura de Bananal e procuro a orientação do técnico” (referindo-se ao Luiz Augusto Lopes Porto, responsável pela Casa da Agricultura), salientou Osvaldo.

Glênio Campos, que acompanhou toda a implantação das sementes de milho variedade, abordou as razões que levaram a CATI a oferecer a alternativa do milho variedade para a produção de silagem.

O DSMM, responsável pela produção das sementes oferecidas pela CATI, passou recentemente para o comando de Ricardo Lorenzini, que está revendo os contratos de cooperação e discutindo com o coordenador da CATI e com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) as novas linhas de atuação do Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes. “Teremos novidades a partir deste ano; de acordo com a orientação recebida da SAA e com a determinação do governo do Estado em priorizar o atendimento à agricultura familiar, estamos revendo algumas posições e até a Agrishow (Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação), realizada de 25 a 30 de abril de 2016, em Ribeirão Preto, quando estaremos no estande da SAA com boas notícias para o setor”, adiantou Ricardo.

Ricardo e a atual diretora do Núcleo de Produção de Sementes de Taubaté, a engenheira agrônoma Thaís Frigeri, estiveram em Guaratinguetá prestigiando o evento. O engenheiro agrônomo Fernando Alves dos Santos, que está sediado na Fazenda Ataliba Leonel, em Manduri, e o técnico agrícola Joaquim Santana também estiveram presentes ao Dia de Campo e deram alguns depoimentos aos presentes sobre as experiências realizadas na Fazenda Ataliba Leonel para o lançamento de novas sementes de milho variedade. Santana conta que a cada ano as sementes CATI são melhoradas e adianta que uma nova semente variedade está para ser lançada ainda neste ano, em substituição a outras que estão deixando de ser produzidas.

O diretor da CATI Regional Guaratinguetá, engenheiro agrônomo Jovino Paulo Ferreira Neto, frisa que “essas parcerias com cooperativas, com empresas privadas, com a pesquisa e com todos os órgãos vinculados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento são muito bem-vindas. Bons trabalhos com várias cadeias produtivas do Vale do Paraíba, como a do arroz e do leite, têm sido beneficiados com essas capacitações, que só se tornam possíveis devido às parcerias”, frisou o diretor da CATI Regional.

Secretário de Agricultura e coordenador da CATI promovem primeira reunião de 2016 com diretores da instituição

José Carlos Rossetti, coordenador da CATI, pede foco e dinamismo da equipe da CATI

No dia 22 de março, foi realizada na sede da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), em Campinas, uma reunião entre integrantes da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e diretores da instituição. O encontro teve como objetivo apresentar as prioridades da pasta nos próximos meses, conhecer as ações dos Projetos CATI, ouvir as demandas da equipe e apresentar soluções.

Diretores da CATI irão agilizar as inscrições no CAR junto aos produtores rurais.

Arnaldo Jardim, secretário de Agricultura e Abastecimento, contextualizou a conjuntura política e econômica, dizendo que a crise tem como desdobramento uma diminuição do ritmo de crescimento do País, mas que com empenho e planejamento é possível conquistar bons resultados. “A agricultura ainda está sendo fundamental para salvar a economia brasileira e, por isso, planejar ações para fortalecer o setor agropecuário faz-se necessário. Continuo contando com a equipe da CATI, que sei que está empenhada em contribuir com os produtores rurais e com a Secretaria no sentindo de fazer com que atinjamos nossas metas”, avalia Jardim. Para o coordenador da CATI, José Carlos Rossetti, as orientações são para que a equipe relate as dificuldades que surgirem durante a assistência ao seu público, para que possam ser ajudados. “Devemos ter foco e otimizar nossas ações”, disse Rossetti.

O Cadastro Ambiental Rural (CAR) foi um dos temas principais da reunião, já que falta pouco mais de um mês para o encerramento das inscrições, em 5 de maio deste ano. “Quem não se inscrever no CAR será um excluído rural e deixará de ter acesso a inúmeros benefícios como obtenção de créditos, licenças e autorizações, entre outros; além da adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA)”, informa Rubens Rizek, secretário adjunto da Secretaria de Agricultura, presente na reunião. De acordo com Rizek, 70% das propriedades rurais paulistas já se inscreveram no CAR e a CATI deve se empenhar nos próximos dias para divulgar e falar sobre a importância do Cadastro aos produtores rurais. “A meta é termos 100% de cadastros e a CATI tem papel importantíssimo neste processo. Entre junho de 2013 e fevereiro de 2015, tínhamos uma média de 500 cadastros por mês. Depois que a CATI começou a participar, o cenário mudou: hoje são nove mil cadastros/mês”, elogia Rizek, que ainda parabenizou as Regionais da CATI que se empenharam no preenchimento do Cadastro e citou as que se destacaram como Votuporanga (80%), Piracicaba (79%), Jales e Jaboticabal (ambas com 76%).

Rubens Rizek, secretário-adjunto de Agricultura ficou satisfeito com o progresso dos Programas CATI.

José Luiz Fontes e Marcos Renato Böttcher, da assessoria técnica da Secretaria de Agricultura, também fizeram uma exposição sobre o Programa de Regularização Ambiental, ação que pautará o trabalho da Secretaria de Agricultura pelos próximos 20 anos. O Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável – Microbacias II – Acesso ao Mercado contou com uma apresentação do gerente técnico João Brunelli Junior, que informou que das 205 Iniciativas de Negócio apoiadas da 1.ª à 5.ª Chamada, 72 estão finalizadas e as demais em andamento, com 6.530 famílias diretamente beneficiadas. Já as Propostas da 6.ª Chamada estão em fase final de avaliação e uma equipe da CATI será destinada a acompanhar de perto cada projeto, para agilizar os pagamentos e as finalizações das Propostas até 2017. Carlos Pagani Netto, gerente técnico do Projeto CATI Leite, apresentou um balanço de 2015 em que 258 municípios e 1.591 propriedades realizaram o termo de adesão para o projeto de pecuária de Leite/CATI Leite. Para 2016, a expectativa é que se amplie o número de propriedades cadastradas no sistema de gestão do Projeto e que novas parcerias sejam firmadas. Sidney Ezídio Martins, diretor da CATI Regional General Salgado, destacou a importância de se estudar e combater a mosca da vinhaça, problema que está preocupando os produtores de gado. Os Projetos da CATI de Fruticultura, Olericultura e Aquicultura também foram apresentados respectivamente por José Augusto Maiorano (CATI Regional Campinas), Gilberto Fiqueiredo (Casa da Agricultura de Caraguatatuba) e Fernando Carmo (Casa da Agricultura de Santa Fé do Sul) e tiveram destaque na reunião.

“A reunião foi bastante produtiva e estou animado porque percebi a evolução dos projetos que estão quase se transformando em programas. Que a CATI continue se articulando com os institutos de pesquisas e outras entidades para que possamos ajudar o nosso principal foco: os pequenos produtores paulistas”, finalizou Risek.

Fossa séptica biodigestora é testada para descarte correto de decomposição de peixes

A decomposição nas fossas sépticas não causam mal cheiro.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), via Casa da Agricultura de Santa Fé do Sul, instalou em fases de testes, no fim de 2015, na Cooperativa de Piscicultores de Santa Fé do Sul e Região, uma fossa séptica biodigestora - modelo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O objetivo do projeto é encontrar uma alterativa ambientalmente correta e economicamente viável aos piscicultores paulistas.

O descarte de peixes mortos é um dos principais problemas enfrentados atualmente pelos piscicultores. Se enterrados em valas comuns, podem contaminar o solo e o lençol freático, causando outros danos ao meio ambiente. O destino comum para os animais inservíveis é a compostagem, um processo biológico de decomposição da matéria orgânica que produz o composto orgânico, que pode ser usado como fertilizante. Esse processo, entretanto, enfrenta algumas dificuldades em sua manipulação, principalmente o mau cheiro exalado quando não for executado em condições apropriadas.

Para acompanhar o resultado dos referidos testes, o coordenador da CATI, José Carlos Rossetti, e o engenheiro agrônomo responsável pelo Projeto de Aquicultura da instituição, Fernando Jesus Carmo, estiveram na unidade de produção da Cooperativa, onde os experimentos estão sendo feitos, no dia 18 de março de 2016. “A fossa estava sendo subutilizada na propriedade e captava apenas o esgoto dos sanitários usados pelos funcionários. Resolvemos testá-la para conhecer a decomposição dos peixes mortos neste sistema e apresentar uma alternativa para o descarte. Já conseguimos concluir que o processo de biodigestão não causa mau cheiro e o biofertilizante, produto final deste processo, poderá ser aproveitado, principalmente para adubação de plantas da agricultura orgânica”, disse Carmo.

“Ainda temos avaliações a serem feitas como, por exemplo, se o efluente final, após passar por todo o processo, estará livre de impureza o suficiente para ser lançado diretamente no corpo hídrico, ou se será necessário algum tratamento complementar, mas tudo indica que o gás liberado nesse processo de decomposição na fossa poderá ser usado nas cozinhas domésticas e industriais e até para movimentar gerador de energia elétrica”, complementou o engenheiro agrônomo.

Serão realizados novos testes com biodigestores de bancada.

“Os produtores rurais precisam conciliar a produtividade à preservação ambiental. O aumento da consciência sustentável e também da vigilância dos órgãos ambientais, com exigência de licenciamento para as novas e as antigas unidades produtivas, têm contribuído para busca de alternativas para alguns problemas da agropecuária. O destino ambientalmente correto dos resíduos produzidos nessa atividade é um deles e vem exigindo do produtor investimentos, além de atenção. E nosso papel como extensionistas é acompanhar e oferecer alternativas, avalia José Carlos Rossetti.

O secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, destacou a importância de trabalhar a agricultura em harmonia com o meio ambiente para aumentar a produtividade, preservando os recursos naturais, como o solo e a água. “Essa é uma das diretrizes estabelecidas pelo governador Geraldo Alckmin para implantarmos ações propositivas de sustentabilidade, capazes de aumentar a produção rural e a renda dos nossos produtores”, disse.

A experiência está sendo realizada pela CATIem parceria com o curso de engenharia ambiental e sanitária da Fundação Educacional de Fernandópolis (FEF) e com a empresa Progeo Ambiental, de Santa Fé do Sul, local onde foram instalados 12 biodigestores de bancada para novos testes.

Cafeicultores da região de Lins recebem compradores da Nestlé

A visita à região de Lins teve como objetivos conhecer as áreas com produção de café e estimar o potencial de produção, para atender à demanda do mercado consumidor.

Entre os dias 7 e 11 de março, produtores de café da Região de Lins, receberam o engenheiro agrônomo Edson Tadashi Savazaki, da Casa da Agricultura de Guaiçara; Júlio Cesar Mistro, pesquisador do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas; o engenheiro agrônomo Choshin Kameyama, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); e Pedro Malta, gerente agrícola de cafés da Nestlé, empresa de alimentos e bebidas.

O circuito de visitas começou com uma reunião de trabalho entre os técnicos da CATI Regional Lins - que representam os municípios de Lins, Guarantã, Cafelândia, Guaiçara, Pirajuí e Getulina, onde possuem áreas com café Canéfora (Robusta e Conilon), o representante da Nestlé e o pesquisador do IAC, com o objetivo de conhecer as referidas áreas e estimar o potencial de produção desse tipo de café, para atender à demanda do mercado consumidor. Segundo os técnicos, as áreas de café arábica que estão em baixa produtividade podem ser substituídas pelo café canéfora, e os produtores podem utilizar suas experiências anteriores com a cultura para produzir um bom café, já que o mercado necessita e o Estado de São Paulo mostra-se com aptidão edafoclimática para tal.

Pedro Malta explanou sobre a importância de o volume de produção ser grande no Estado de São Paulo, já que todo o café consumido pela empresa em Araras (SP) vem do Espírito Santo, onerando custos por estar longe do centro consumidor. De acordo com Pedro, a unidade de Araras consome um milhão de sacas de café robusta por ano.

A CATI Regional Lins, por meio dos técnicos especialistas em café, apresentou todos os trabalhos realizados desde o ano de 2007, com a primeira visita realizada no Espírito Santo para trazer mudas de café tipo Conilon, em parceria com o IAC, e a sua implantação em Getulina, Cafelândia e Pongaí, com os produtores rurais Paulo Sonehara, Luiz Roberto Gonçalves e Osvaldo Belini, onde eles mantêm ensaios de variedades para avaliação de vigor e produtividade, em lotes de 2ha, que estão sendo acompanhados e conduzidos com tecnologias adequadas à boa produtividade.

Dessa maneira, a equipe montou um roteiro de visitas para apresentar aos interessados em comprar o café e também para os produtores que têm interesse em produzir o café tipo Conilon, interligando mercado consumidor e produtor rural num objetivo comum, que visa produzir com qualidade e vender o produto com preços atrativos, já que a saca do café Conilon atualmente atinge preços atrativos.

Como resultado positivo das visitas, a equipe identificou otimismo e entusiasmo por parte do representante da Nestlé com as áreas visitadas, visto que a qualidade aparente e visual dos grãos é satisfatória para o que a empresa busca. Muitos produtores demonstraram interesse em plantar o café Conilon e a empresa ofereceu parceria na aquisição de mudas com desconto. Contudo, a equipe de técnicos e parceiros sentiram a necessidade de organizar eventos que pudessem juntar cafeicultores para explanar sobre o interesse na aquisição desses produtos. Foram planejados três futuros “encontros” nos meses de maio, com a presença de todos os elos da cadeia do café.

A qualidade aparente e visual dos grãos chamou a atenção do representante da Nestlé

Casa da Agricultura de Cerquilho realiza capacitação sobre Projeto Integra SP, Cadastro Ambiental Rural e Programa de Regularização Ambiental

CATI informa, orienta e esclarece dúvidas de produtores rurais de Cerquilho.

No último dia 17, a Casa da Agricultura de Cerquilho, vinculada à CATI Regional Piracicaba, em parceria com o Sindicato Rural local, reuniu 42 produtores rurais para a realização de capacitação de produtores rurais sobre o Projeto Integra SP, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Programa de Regularização Ambiental (PRA).

Segundo a engenheira agrônoma Maria Lúcia Grando, responsável pela Casa da Agricultura, o objetivo do evento foi apresentar aos produtores rurais informações sobre as linhas de financiamento do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap) que disponibiliza duas linhas de crédito especiais: uma subvenção para Recuperação de Áreas Degradadas por Grandes Erosões (Radge) e a linha de financiamento Integra SP - Integração Lavoura, Pecuária, Floresta (ILPF), que financia desde o processo de adubação e cobertura do solo até as implantação de sistemas integrados de produção. Também foi divulgada a proximidade do término do prazo, em 5 de maio, para que os proprietários rurais façam o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a proximidade da etapa do Programa de Regularização Ambiental (PRA).

"Tratam-se de oportunidades para que o produtor possa regularizar sua propriedade conforme a lei florestal atual e assim promover uma produção de forma sustentável, garantindo acesso aos benefícios futuramente na adesão ao PRA" informou Lúcia, que tem disponibilizado a Casa da Agricultura para apoio na elaboração do CAR. "É muito importante para nós produtores estarmos bem informados e apoiados pela CATI, principalmente os pequenos, que são a maioria em nosso município" ressaltou Affonso Bettini, produtor rural e presidente do Sindicato Rural de Cerquilho.

Após as apresentações, os produtores sanaram dúvidas a respeito da lei florestal e sobre o CAR.

Projeto de São Luiz do Paraitinga alia CATI Leite com preservação do meio ambiente

Em propriedade assistida pela CATI, a produção do leite está aumentando e alguns custos com alimentação do gado diminuíram.

Os extensionistas da CATI Regional Pindamonhangaba visitaram, no dia 9 de março, o Sítio Boa Vista em São Luiz do Paraitinga, propriedade assistida pelo engenheiro agrônomo Ricardo Rodrigues de Oliveira, responsável pela Casa da Agricultura local, dentro do Projeto CATI Leite, na qual funciona também uma Unidade de Estudo em Pastagem Ecológica.

O jovem pecuarista Cláudio Silva Chaves, proprietário do Sítio, integra um grupo de produtores que se interessaram em participar do Projeto Silvipastoril para a implantação de sistema de pastagens agroecológicas adotada no subprojeto ambiental, no âmbito do Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável - Microbacias II - Acesso ao Mercado, da Secretaria de Meio Ambiente, em São Luiz do Paraitinga e Natividade da Serra. O sistema visa ao manejo adequado das pastagens associado à presença das árvores, mudança no sistema de manejo animal e da pastagem, com o fim de melhorar a produtividade e a capacidade de infiltração no solo, com menos impacto no meio ambiente.

“O Projeto contribui para o aumento da renda de produtores familiares no acesso ao mercado consumidor, incentivando a produção e o manejo agroecológico e o respeito ao meio ambiente. No acompanhamento formamos um grupo gestor, que envolve a Casa da Agricultura, a Regional, as Secretarias Municipais de Agricultura e Meio Ambiente, a Associação Corredores Ecológicos do Vale do Paraíba, unidades regionais da Secretaria do Meio Ambiente - como a Fundação Florestal e o Instituto Florestal, a ONG Akarui e beneficiários”, contou Paulo Queiroz, diretor da CATI Regional Pindamonhangaba.

Em funcionamento desde 2015, o Projeto segue os princípios da agroecologia na melhoria da produção, por meio de instalação de Unidade de Estudo (UE), bem como a capacitação dos produtores em oficinas de implantação do Sistema Silvipastoril que alia a produção de gado de corte ou de leite integrada à rotação de pastagem em um ambiente florestal e formação de sistemas de produção agrícola em florestas (SAF).

Além do curso de formação na temática SAF e outro na Silvipastoril, há elaboração de projeto integral das propriedades, implantação das UE acompanhada de orientação, estudo de viabilidade técnica e econômica dos sistemas pela CATI e a Akarui.

Durante a visita para reconhecimento e envolvimento do engenheiro agrônomo da CATI e do produtor do Sítio Boa Vista, Cláudio Chaves, os técnicos puderam trocar informações e visualizar alguns conceitos sobre a transição agroecológica e apontamentos da produção registradas no atendimento pelo programa CATI Leite. “Já há bons resultados, porque a produção do leite está aumentando e alguns custos com alimentação do gado diminuíram”, avalia Ricardo Oliveira, técnico da Casa da Agricultura.

CATI lança Documento Técnico com dados da piscicultura no oeste paulista

Em meados de 2012, foi constituído um Grupo de Trabalho (GT) na Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) formado por técnicos da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e por pesquisadores da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) − Polo Regional Centro-Oeste e Instituto de Pesca −, com o objetivo de elaborar um diagnóstico da piscicultura no Estado de São Paulo.

O objetivo do Documento Técnico “Diagnóstico da Piscicultura no Oeste do Estado de São Paulo” é apresentar, de forma sintetizada, um panorama quantitativo da piscicultura nessa região, nos sistemas de tanques-rede, viveiros escavados e nos barramentos, a partir de informações obtidas em questionário aplicado no período de março a novembro de 2013, com vistas a propor um modelo de diagnóstico para o Estado de São Paulo, que sirva de subsídio à formulação de políticas públicas para o setor.

“Os dados apresentados no Documento Técnico editado pelo Centro de Comunicação Rural (Cecor) da CATI servirão como o 'marco zero' da piscicultura na região oeste paulista. A atualização desses dados será feita de forma sistematizada e periódica, o que permitirá o acompanhamento do desenvolvimento da atividade, estendendo-se os trabalhos de levantamento para as demais regiões paulistas”, diz José Carlos Rossetti, coordenador da CATI.

“Com o diagnóstico, conseguimos confirmar a predominância do sistema de tanques-rede para a produção de tilápia como base para a produção aquícola na região oeste. No entanto, observamos também uma grande quantidade de propriedades voltadas para a produção de alevinos e juvenis, engorda ou pesque-pagues nos sistemas de viveiros escavados, o que demonstra a necessidade do desenvolvimento de tecnologias e de políticas voltadas a esse sistema produtivo. Com o diagnóstico, pudemos observar alguns entraves da atividade, como a regularização dos empreendimentos, os altos preços dos insumos, entre outros”, informa Fernando Jesus Carmo, responsável pelo Projeto de Aquicultura da instituição e um dos autores da publicação.

Outro ponto importante a ser destacado na realização desse trabalho foi a parceria entre a extensão rural, feita a partir da CATI, e a pesquisa, por intermédio dos institutos ligados à Apta. Segundo o secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, essas parcerias têm sido incentivadas com vistas a melhor atender aos anseios do produtor rural paulista, dando à categoria respostas mais rápidas e eficientes quanto aos entraves e às possibilidades de várias cadeias produtivas importantes para o agronegócio paulista.

O Documento Técnico estará disponível para compra no Setor de Publicações do Centro de Comunicação Rural da CATI, ao custo de R$ 10,00. A publicação também poderá ser encontrada nas Regionais CATI em todo o Estado. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (19) 3743-3858 e/ou pelo e-mail cecor@cati.sp.gov.br. Veja também no site da instituição outras publicações que se encontram à venda: http://www.cati.sp.gov.br/portal/produtos-e-servicos/publicacoes/lista-de-publicacoes-completa

Mídia Social
https://www.facebook.com/agriculturasp
Agenda de Eventos

Exposição: Água - a vida corre por ela

Datas: até 31 de março.

Local: Jardim Botânico de São Paulo - Avenida Miguel Stéfano, 3.031 - Água Funda - São Paulo (SP).

Reunião técnica de heveicultura da região de São José do Rio Preto

Data: 14 de abril, das 8h às 17h.

Local: Centro de Convenções Acirp, Av. Bady Bassitt, 4.052 - São José do Rio Preto (SP).

Informações: (17) 3224-7533

Semana de Fitoterapia

Datas: 12 a 15 de abril.

Local: CATI - Av. Brasil, 2.340 - Jardim Chapadão - Campinas (SP).

Informações: semanadefitoterapia.wix.com/start-from-scratch

Workshop Regional sobre Vigilância das Síndromes Neurológicas em Herbívoros

Datas: 12 a 14 de abril.

Local: nas regiões de Marília, Presidente Prudente e Tupã.

Informações: treinamento.mapacda@gmail.com

Simpósio sobre produção, qualidade e uso de sementes de forrafeiras tropicais

Datas: 3 e 4 de maio.

Local: CATI - Av. Brasil, 2.340 - Jardim Chapadão - Campinas (SP).

Informações: (18) 3908-2065 e 99693-3267

Expediente

Editora Responsável por esta edição: Roberta Lage (MTB 43.382-SP)

Jornalistas: Cleusa Pinheiro (MTB 28.487-SP), Graça D'Auria (MTB 18.760-RJ), Juliana Montoya (MTB 31.733-SP), Roberta Lage (MTB 43.382-SP)

Web Designer: Mariana Ahnelli

Web Master: André Vargas

Revisor: Carlos Augusto de Matos Bernardo

Coordenador da CATI: José Carlos Rossetti

Diretor do Departamento de Comunicação e Treinamento: Ypujucan Caramuru Pinto

Diretora do Centro de Comunicação Rural: Roberta Lage

O CATI On-Line é um boletim semanal produzido pelo Centro de Comunicação Rural (Cecor/CATI).

Av. Brasil, 2.340 - Campinas (SP) - Telefax: (19) 3743-3869
www.cati.sp.gov.br - E-mail: cecor@cati.sp.gov.br

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