Caso não consiga visualizar esta edição, clique aqui.
Edição n.º 433 - 17 de junho de 2016
Notícias
Frio e geada causam prejuízos em Tuiuti
Vagem e chuchu foram as olerícolas que mais sentiram a geada
Tuiuti, pequeno município pertencente à área de atuação da CATI Regional Bragança Paulista, apresenta como principal atividade econômica a produção agropecuária, com destaque para a olericultura, avicultura, produção de leite e milho.
Encravada entre duas serras, a maior parte do município se estende pelo vale do rio Jaguari e seus afluentes. Nos últimos dias, o frio intenso surpreendeu os agricultores que não viam clima tão rigoroso há mais de 20 anos. “Na zona rural houve geada em praticamente todos os bairros”, conta o engenheiro agrônomo da Regional, Ricardo Moncorvo Tonet.
Algumas culturas por características próprias, mesmo sendo cultivadas a campo, não sofreram perdas, como a couve-flor que é mais resistente ao frio. Outras culturas importantes, como o milho, também não foram afetadas devido ao fato de já ter terminado o seu ciclo. Porém, algumas importantes culturas, em plena produção, foram bastante afetadas, como é o caso da vagem, produzida a campo; da berinjela; e principalmente do chuchu, cujos parreirais foram completamente queimados.
Em algumas culturas, como o café, as plantas foram bastante afetadas, porém o reflexo na produção só virá na próxima safra.
Pastagem atingida por geada
“Também a produção de bovinos de corte e leite serão gravemente afetadas, pois as pastagens já começam a secar devido à forte geada ocorrida na semana”, relata o médico veterinário Walmir Carmino Pisciottano, assistente de planejamento da CATI Regional Bragança Paulista, que visitou o município após a ocorrência climática.
O frio foi tão intenso que até culturas produzidas em estufas foram afetadas com a requeima de folhas, o que deve provocar atrasos na produção além de queda na produtividade.
“Os produtores estão bastante preocupados, pois a maioria deles tem financiamentos agrícolas a serem pagos, tanto relativos aos investimentos realizados como de custeio da produção. Um reflexo maior destas perdas, sem dúvida virá nos próximos dias em relação aos preços dos produtos agrícolas nos mercados e feiras, já que outras importantes regiões produtoras de alimentos foram também afetadas”, avaliam os técnicos da CATI Regional Bragança Paulista.
Casas da Agricultura de Araraquara e Matão recebem doação de equipamentos para piscicultura
Doação de kit para uso em pisciculturas é prova do comprometimento com o trabalho de extensão realizado pela CATI.
No dia 13 de junho, as Casas da Agricultura de Araraquara e Matão receberam da Usina Santa Cruz, localizada no município de Américo Brasiliense, um kit de análise de água e um oxímetro para serem utilizados como ferramentas de extensão rural nos viveiros escavados de piscicultores da região. De acordo com Janaína Esperança do Santos, coordenadora de gestão integrada da Usina Santa Cruz: “A doação foi um pequeno gesto de reconhecimento da boa relação entre a Casa da Agricultura de Araraquara e a Usina de Álcool e Açúcar”.
“O kit é importante, pois permite mensurar os parâmentos de amônia, a alcalinidade, a dureza, o pH, a temperatura, o gás carbônico e a transparência da água. Já o oxímetro proporcionará valores de oxigênio com precisão, sendo de grande valia na produção e um dos principais fatores causadores de mortalidade dos peixes”, afirmou o médico veterinário Jader Cappi Moraes, da CATI Regional Araraquara.
“A atitude de doar essas importantes ferramentas de trabalho é uma demonstração da preocupação da Usina com a agricultura familiar e com o meio ambiente, já que a análise da água é fundamental para a produção de peixes e a avaliação da qualidade dos efluentes de piscicultura”, relatou a engenheira agrônoma Érica Tomé Moraes, da Casa da Agricultura de Araraquara.
Atualmente, as Casas da Agricultura da região estão em busca de alternativas viáveis para a geração de renda para a agricultura familiar, sendo a piscicultura em viveiros escavados uma atividade viável. “Em muitas propriedades há viveiros subutilizados, havendo a necessidade de apoio técnico e de mercado para que mais este produto, com a qualidade familiar, alcance a mesa dos consumidores”, argumentou a técnica.
Os técnicos acreditam que parcerias como essa fortalecem a relação público e privado, demonstrando que é possível realizar ações comprometidas socialmente e ambientalmente entre esferas que possuem objetivos afins.
CATI Regional Campinas promove capacitação sobre emissão de DAP
Técnicos da CATI Regional Campinas recebem treinamento para emissão da DAP.
Com o objetivo de orientar e capacitar todos os técnicos da Regional Campinas, foi promovida, no dia 9 de junho, uma capacitação para, “Novo procedimento de emissão da Declaração de Aptidão ao Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e Sistema AGRIdoc”.
O Pronaf é um programa de crédito rural do governo federal, no qual o produtor familiar pode contratar financiamentos de custeio e investimento a juros baixos e condições de pagamento especiais. A CATI é a principal instituição que fornece a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), documento que habilita o produtor a acessar não somente o Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf), mas também outros programas federais como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Este ano a CATI reestruturou os procedimentos para emissão da DAP, de modo a garantir uma maior confiabilidade, segurança e padronização nesse importante trabalho desenvolvido pelas Casas da Agricultura.
“Conseguimos atingir todos os técnicos habilitados à emissão de DAP nas Casas da Agricultura e na sede da Regional Campinas, assegurando que todos tenham conhecimento para prestar um bom atendimento aos agricultores familiares”, comentou o engenheiro agrônomo Daniel Kramer, instrutor do curso e Assistente de Políticas Públicas da CATI Regional Campinas.
CATI Regional Franca promove Dia de Campo do Terreireiro durante capacitação em melhoria da qualidade do Café
Pedro Avelar em palestra técnica
No final de maio, a CATI Regional Franca, como faz anualmente, realizou o Dia de Campo do Terreireiro, com o objetivo de capacitar os produtores em melhorias na qualidade do café produzido. O intuito do evento, já tradicional na região da Alta Mogiana, é diversificar as cidades e as propriedades onde acontecem as capacitações. No período da manhã, o Dia de Campo aconteceu em Batatais, sob a coordenação da engenheira agrônoma Amanda Hernandes Stefani e do técnico agropecuário Cláudio Enrique Frata, e foi realizado no Sítio Santa Emília, do produtor João dos Reis Mazzo, contando com a presença de cerca de 70 agricultores, além de representantes de entidades e profissionais da área de produção e comercialização de café.
No período da tarde, o Dia de Campo foi realizado em Cristais Paulista, sob a coordenação do técnico agropecuário Douglas Antônio Piraí, na Fazenda São Benedito, do produtor Helder Eugênio Branquinho, e contou com a presença de cerca de 80 agricultores.
A programação do Dia de Campo do Terreireiro contou com palestra sobre "Melhoria na Qualidade de Café", ministrada pelo pesquisador da Fundação ProCafé, Marcelo Jordão da Silva Filho.
Após a palestra, houve aula prática no terreiro sobre o correto manejo do café e sua secagem. “O evento procurou abordar temas que visassem melhores práticas na colheita, incentivando a adoção de Boas Práticas Agrícolas (BPA), buscando a melhoria na qualidade do produto, o que gera uma melhor remuneração ao cafeicultor devido à agregação de valor ao produto”, afirmou Pedro Avelar.
De acordo com Pedro Avelar, uma pós-colheita realizada com critérios e cuidados, com a adoção de Boas Práticas, é o segredo da qualidade, já que a pós-colheita é considerada uma das etapas mais importantes na produção de café. “Estima-se que ela influa em mais de 50% na qualidade do produto final”, afirmou o diretor da CATI Regional Franca.
Dia de Campo do Terreireiro, durante capacitação em melhoria da qualidade de café.
O Dia de Campo do Terreireiro atualmente integra o cronograma do Programa de Excelência em Qualidade e Gestão, um projeto para a cafeicultura da Alta Mogiana realizado em parceria entre a CATI, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Associação dos Produtores de Cafés Especiais da Alta Mogiana (AMSC), que busca produtores que queiram agregar valor ao seu café, tendo como metas aumentar o número de produtores que utilizam indicação de procedência, aumentar a produção de cafés especiais na Alta Mogiana, aumentar o número de mercados de cafés especiais, melhorar a gestão das propriedades, diminuir os custos de produção, entre outros.
“O evento é sempre uma excelente oportunidade para troca de experiências, trazendo informações aos cafeicultores para que realizem ajustes tanto no manejo do cafezal quanto nas técnicas de processamento pós-olheita. Assim, os cafeicultores poderão produzir seu café com mais qualidade, o que poderá garantir à produção maiores valores de mercado”, afirmou Amanda Hernandes Stefani.
CATI Regional Lins promove Dia de Campo sobre a cultura do café Conilon
Café Conilon apresenta boa perspectiva de comercialização para indústria no preparo de blends e cápsulas.
A CATI Regional Lins promoveu, no mês de maio, no município de Getulina, um Dia de Campo sobre o cultivo do café, variedade Conilon. O evento reuniu técnicos, pesquisadores, empresas privadas e produtores rurais no Sítio Ushizima.
O Dia de Campo fez parte do roteiro de atividades programadas pela CATI Regional Lins dentro do Projeto CATI Cafeicultura. Municípios como Getulina, Cafelândia, Júlio Mesquita e Pirajuí têm forte vocação cafeeira, conforme adiantou o engenheiro agrônomo Edson Savazaki, da CATI Regional Lins. Para melhor observar os experimentos, foram instaladas Unidades de Adaptação de Tecnologia (UAT) de café nos municípios de Getulina e Cafelândia. “O intuito é observar o comportamento de clones de café Conilon e Robusta. Os dados sobre desenvolvimento, adaptação ao solo e clima, ataques de pragas e doenças, manejo, adubação, sincronização de florada e de produtividade para as condições de Lins e região estão sendo coletados desde 2009”, afirmou Edson Savazaki.
O café da espécie Conilon tem alcançando preços atrativos e as indústrias necessitam do produto para o preparo de café solúvel e blends para cápsulas. Atualmente, uma grande empresa do ramo busca o Conilon, principalmente nos estados do Espírito Santo, da Bahia (região sul) e de Rondônia, o que tem gerado maior custo devido ao imposto e frete de longa distância do centro de processamento da empresa, localizado no município de Araras, no interior do Estado de São Paulo.
De acordo com levantamentos realizados pela equipe que gerencia o Projeto CATI Cafeicultura na Regional de Lins, atualmente o consumo de café no mundo segue a seguinte proporção entre as variedades: Arábica 70% e Conilon/Robusta 30%.
O evento reuniu técnicos, pesquisadores, empresas privadas e produtores rurais no Sítio Ushizima.
Prevendo a alta demanda pelo produto, os técnicos e pesquisadores apresentaram aos produtores no Dia de Campo, dados relevantes que despertaram o interesse no cultivo dessa variedade de café, pois em futuro breve poderão usufruir do aquecimento que o mercado vive atualmente. O evento contou com duas estações demonstrativas, enfocando origem/histórico, ministrado pelo pesquisador Júlio Mistro, do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, e pelo técnico da CATI Regional Lins, engenheiro agrônomo Choshin Kameyama. Os temas sobre clones e manejo foram apresentados pelos técnicos da CATI Regional Lins, Paulo Sonehara e Edson Savazaki. A área experimental implantada no Sítio Ushizima é de 2ha. O produtor recebe assistência técnica da CATI e do IAC e segue as metodologias de manejo e condução de acordo com o projeto estabelecido. Nessas estações foram respondidas questões relacionadas à fenologia das plantas (características fisiológicas e comportamentais), produção, irrigação, reprodução, incidência de pragas e doenças e nutrição. O Dia de Campo proporcionou aos participantes a oportunidade de tirar dúvidas e fazer esclarecimentos junto aos técnicos e pesquisadores.
Segundo o diretor da CATI Regional Lins, médico veterinário Maurício de Toledo Barros, “os produtores podem enxergar nessa atividade uma alternativa de renda para complementar as áreas que já possuem com o café Arábica ou, ainda, aproveitar o cultivo como uma nova atividade na propriedade, já que se trata de uma cultura em expansão”.
CATI Regional Presidente Venceslau apresenta Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas por Grandes Erosões (Radge)
Assentados do Nova Pontal assistem às explicações do técnico da CATI, Mário Totti, sobre o Projeto Radge.
No dia 7 de junho, técnicos da CATI Regional Presidente Venceslau e da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) apresentaram para produtores rurais do assentamento Nova Pontal, de Rosana, município da área de atuação da Regional, o Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas por Grandes Erosões (Radge). O objetivo foi debater os problemas de conservação do solo agrícola no ambiente de pequenas propriedades rurais, como é o caso do assentamento, e apresentar as alternativas para a adequação do uso do solo e a recuperação das áreas degradadas.
Clóvis Marinheiro Silva, técnico da Fundação Itesp responsável pelo assentamento Nova Pontal, abriu o debate falando sobre os problemas de conservação de solo existentes no assentamento e explicou que em boa parte dos lotes já haviam sido aplicadas as curvas em nível nos plantios. “Espero que o Projeto Radge possa contemplar os demais lotes”, afirmou Marinheiro.
Mário Totti, técnico da CATI Regional Presidente Venceslau, abordou em sua palestra a origem e a importância da conservação do solo e falou sobre o Projeto Radge, citando exemplos de projetos já realizados com sucesso. Segundo Totti, a dinâmica da água das chuvas e sua interação com o solo não reconhece os limites das propriedades e, dessa forma, a conservação e a recuperação do solo devem ser planejadas para a microbacia hidrográfica como um todo. “Os lotes à montante deverão ser os primeiros a receber as adequações necessárias, com especial atenção para a cobertura vegetal, com utilização de manejo correto da pastagem para a manutenção da fertilidade do solo. Nessa perspectiva, é necessária uma solução coletiva, que inclua todos os lotes e, também, as propriedades vizinhas do assentamento, além da adequação dos caminhos e acessos”, frisou o técnico.
“É fundamental que possamos reunir todos os assentados do Nova Pontal para discutir a implantação de um sistema de conservação do solo que abranja todo o assentamento", concluiu Marinheiro.
Além dos produtores rurais, participaram do encontro Felipe Melhado, diretor da CATI Regional Presidente Venceslau; Adonias Raimundo de Oliveira, chefe do Grupo Técnico de Campo (GTC/Itesp) de Rosana; Leandro Muller Dourado, diretor da Divisão de Agricultura e Abastecimento de Rosana; Jorge Luiz Machado, responsável pela Casa da Agricultura de Rosana.
Projeto Integra SP - Radge - A Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio do Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas por Grandes Erosões (Radge), efetivado pela CATI, disponibiliza, a título de fundo perdido, até R$ 10 mil como reembolso ao produtor rural, além de dar suporte e oferecer acompanhamento técnico durante todo o processo de recuperação. Dependendo se pequeno, médio ou grande produtor, o responsável deve oferecer uma contrapartida que varia de 10% a 30%, que pode ser financiada pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), por intermédio do Integra SP. O Projeto contempla também outros financiamentos de interesse do produtor.
CATI Regional Ribeirão Preto oferece treinamento para compras pelo Projeto Microbacias II – Acesso ao Mercado
Participaram do evento três CATI Regionais: Ribeirão Preto, Franca e São João da Boa Vista.
A CATI Regional Ribeirão Preto promoveu, no dia 9 de junho, um treinamento ministrado por membros da Unidade de Gerenciamento (UGP) do Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável (PDRS) – Microbacias II – Acesso ao Mercado com a finalidade de repassar e nivelar os conhecimentos de técnicos, diretores e produtores rurais envolvidos na sexta Chamada Pública do Projeto Microbacias II. O evento foi conjunto entre as CATI Regionais Ribeirão Preto, Franca e São João da Boa Vista.
“Fortalecimento das Organizações e Capacitação de Produtores” foi o tema proferido pela engenheira agrônoma Neli Antonia Meneghini Nogueira, e “Implementaçao de Investimento para Iniciativa dos Pequenos Produtores Rurais” foi o tema abordado pelo engenheiro agrônomo Cláudio Antonio Baptistella. “O conteúdo do treinamento foi apresentado com clareza pelos palestrantes e todos os questionamentos e as dúvidas dos participantes foram esclarecidos, além disso foram apresentados exemplos práticos advindos das experiências com as cinco Chamadas Públicas anteriores”, observou Michel Golfetto Calixto, diretor da CATI Regional Ribeirão Preto.
Além das duas palestras, os engenheiros agrônomos Rodnei Barbosa Correa e Luís Fernando Franco Zorzenon participaram com contribuições importantes quanto ao acompanhamento das obras e as aquisições de equipamentos já realizadas via Projeto Microbacias II. A CATI Regional Franca levou para a reunião diretores e presidentes das associações e cooperativas participantes da sexta Chamada Pública, os quais contribuíram para o debate entre todos os participantes. “Foi muito boa esta oportunidade de debater e tirar dúvidas sobre todos os procedimentos”, afirmou o diretor da CATI Regional Franca, Pedro Avelar.
Além do material didático distribuído no evento, já se encontra disponível no site da CATI (www.cati.sp.gov.br), para consulta e download, toda a documentação necessária para os procedimentos referentes às Propostas de Negócio apresentadas na sexta Chamada Pública do Projeto Microbacias II – Acesso ao Mercado.
Dia de Campo sobre tangerina é realizado em Socorro
Demonstração de manejo de mato com uso de roçadeira ecológica
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) e da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), realizaram, no dia 20 de maio de 2016, a 11.ª edição do Dia de Campo de Tangerina e o 19.º Dia da Tangerina, em Socorro.
O evento reuniu 80 pessoas, entre técnicos da Casa da Agricultura e da Inspetoria de Defesa Agropecuária de Socorro, pesquisadores do Centro de Citricultura do Instituto Agronômico (IAC) “Sylvio Moreira” e produtores rurais do município e também de outras localidades, inclusive de outros estados, mostrando assim a importância da cultura da tangerina.
De acordo com o engenheiro agrônomo responsável pela Casa da Agricultura de Socorro, Rodrigo da Silva Binoti, o evento foi realizado graças ao empenho de parceiros e instituições, os quais não mediram esforços. “E, mais uma vez, o público correspondeu interagindo com os palestrantes”, disse Rodrigo Binoti.
Demonstração sobre manejo de poda em Tangerina aos produtores.
A programação de palestras foi bem diversificada, com temas que versaram sobre técnicas de manejo em tangerinas: Controle de mato e poda de limpeza, proferida por Rodrigo Martinelli e Fernando Alves de Azevedo, ambos pesquisadores do Centro de Citricultura/Instituto Agronômico, de Campinas; Greening: Manejo Regional e Alerta Fitossanitário, por Bruno Daniel, técnico do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus)/Regional Casa Branca; e Sistema Gestão de Defesa Animal e Vegetal (Gedave) de controle de Greening: novas instruções para relatório, pelo chefe da Inspetoria de Defesa Agropecuária de Socorro, Frederico Augusto dos Santos Ferreira.
Os eventos proporcionaram aos produtores informações atualizadas sobre a necessidade de realização de manejo regional para o combate ao greening. “Uma das alternativas que produtores de outras regiões têm usado, para minimizar os problemas com a doença, é o monitoramento do psilídeo (o agente transmissor), a erradicação de plantas doentes e outras ações de manejo e controle do Greening”, explicou Bruno Daniel, do Fundecitrus.
Sobre o Sistema Gedave, o engenheiro agrônomo Frederico transmitiu os procedimentos necessários para atualização do Relatório de Inspeção do Greening e esclareceu dúvidas dos participantes.
Os pesquisadores da Apta falaram sobre tratos culturais em pomares de tangerina, poda, sanidade e melhoria da qualidade dos frutos. “Os produtores precisam saber que os tratos culturais devem ser iniciados logo no primeiro ano da instalação do pomar, a fim de conduzir as plantas de forma a obter uma boa produção”, explicou o pesquisador.
Na parte da tarde, foi realizada uma visita ao pomar de tangerina do Sítio Santo Antonio, em Socorro, de propriedade do agricultor José Tarcísio de Faria, que tem buscado ferramentas para melhorar a sua produção. “Temos procurado fazer um bom manejo do pomar, principalmente para o controle do greening, mas infelizmente existem produtores que não o fazem e, por isso, acabam colocando em risco a sanidade das nossas e de outras plantas. Desde que fizemos o plantio, temos eliminado as plantas doentes e feito o controle do vetor, por meio de pulverizações com inseticidas”, informou o produtor.
Mais de 80 participantes no 11.º Dia de Campo de Tangerina em Socorro.
Durante a visita técnica ao pomar, os participantes foram divididos em grupos para receber informações e orientações nas três estações montadas na área, sobre nutrição de plantas; importância do uso de mudas sadias; manejo de mato, com uso de roçadeira ecológica; e manejo de poda em tangerinas, por técnicos da iniciativa privada e pelos pesquisadores do Centro de Citricultura.
Para o engenheiro agrônomo Rodrigo Binoti, o evento é muito importante para o município de Socorro pois, conforme dados do Levantamento Censitário das Unidades de Produção Agropecuária (Lupa), a área de produção de tangerina é de aproximadamente 450 hectares e a fruta produzida tem boa aceitação no mercado. “Precisamos adotar as Boas Práticas que envolvem os tratos culturais à cultura e, mais do que nunca, essas ações devem ser realizadas de forma coletiva, regionalizadas, para que a atividade tenha continuidade, tendo em vista que, hoje, a maior ameaça aos pomares de tangerina é o greening, diante do qual ações individuais não serão suficientes para o manejo e o controle da doença”.
As ações de combate ao greening estão sendo trabalhadas pela Casa da Agricultura em conjunto com a Prefeitura Municipal de Socorro, por meio do Departamento de Desenvolvimento Rural, do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (Comder), da Defesa Agropecuária, entre outras instituições. “Mas, a participação do produtor rural é fundamental para o resultado que esperamos alcançar”, ressaltou Rodrigo.
O evento, realizado no Salão Comunitário do Bairro dos Pereiras, contou com apoio de empresas privadas ligadas ao segmento, do Comder, da Prefeitura Municipal, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar–SP) e do Sindicato Rural de Socorro.
CATI comemora 49 anos com sessão solene e a presença
do secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo
No próximo dia 20 de junho, a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, completará 49 anos de atuação em prol do desenvolvimento da agropecuária paulista, cuja fundação se deu com a reorganização administrativa da Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura e de suas unidades internas, realizada em 1967, de acordo com o Decreto n.º 48.133.
Para comemorar, a instituição realizará uma sessão solene no dia 20, a partir das 17h, com a presença do secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, em sua sede em Campinas. Na ocasião, serão homenageados produtores rurais e uma ex-servidora da instituição, que contribuíram para o fortalecimento do segmento que gera emprego, renda e riquezas ao Estado de São Paulo.
Segundo José Carlos Rossetti, coordenador da CATI, a festividade, além de fazer cumprir o decreto, de 20 de junho de 1967, é uma forma de homenagear a equipe de servidores que já trabalharam e atuam na CATI e nos campos paulistas. “Temos muitas histórias de desafios, conquistas e resultados. Nesses 49 anos acompanhamos as mudanças da agropecuária paulista, sempre prestando assistência técnica e desenvolvendo uma extensão rural de qualidade aos agricultores de São Paulo. A cada dia, batalhamos por oferecer as melhores orientações ao público o qual nos dedicamos”.
Sobre a CATI
A Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) está presente em quase todos os municípios paulistas. Todo o trabalho realizado pelo órgão visa atender o produtor rural. Sua missão é “Promover o desenvolvimento rural sustentável por meio de programas e ações participativas, com envolvimento da comunidade, de entidades parceiras e de todos os segmentos dos negócios agrícolas”.
Os produtos e serviços estão à disposição dos agricultores e pecuaristas nas 594 Casas da Agricultura, dos 40 Escritórios de Desenvolvimento Rural e dos 21 Núcleos de Produção de Sementes e Mudas, onde técnicos orientam e proporcionam ações práticas de desenvolvimento do agronegócio, de acordo com a realidade de cada região.
Mídia Social
Clique na imagem abaixo e curta a fan page da SAA no Facebook.
|
Agenda de Eventos
|
V Fórum de Plasticultura e Tecnologia Agrícola e I Simpósio da Indústria do Plástico Agrícola
|
|
Datas: de 21 a 23 de junho.
|
|
Local: Restaurante do Clube de Fazenda Ribeirão - Alameda Maurício de Nassau, 894 - Centro - Holambra (SP).
|
|
Informações: (11) 3487-6659 | www.cobapla.com.br
|
|
23.ª Hortitec - Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas
|
|
Datas: de 22 a 24 de junho, das 9h às 19h.
|
|
Local: Recinto da Expoflora - Alameda Maurício de Nassau, 675 – Centro - Holambra (SP).
|
|
Informações: (19) 3802 4196 | hortitec.com.br | e-mail: contato@rbbeventos.com.br
|
|
33.ª Festa do Morango - Atibaia - Jarinu
|
|
Datas: 25 e 26 de junho - 2, 3, 9 e 10 de julho.
|
|
Local: Parque do Morango "Duílio Maziero" - Campo dos Aleixos - Jarinu (SP).
|
|
Informações: (11) 4417-1097 | e-mail: associacao.morango@gmail.com
|
|
Palestra sobre Cultivo Protegido: manejo de estufas e túneis plásticos
|
|
Data: 29 de junho, das 13h30 às 16h30
|
|
Local: Apta – Fazenda Experimental de Monte Alegre do Sul (SP.)
|
|
Informações: CATI – Casa da Agricultura de Monte Alegre do Sul (19) 3899-1316 Apta de Monte Alegre do Sul (19) 3899-1022
|
|
II Encontro de Inovações em Olericultura
|
|
Data: 14 de julho, das 8h30 às 16h.
|
|
Local: Auditório da CATI - Av. Brasil, 2.340 - Jardim Chapadão - Campinas (SP).
|
|
Informações: (19) 3743-3877 | e-mail: edr.campinas@cati.sp.gov.br
|
|
II Seminário de Fruticultura do Centro Oeste Paulista
|
|
Data: 15 de julho, das 8h às 16h45.
|
|
Local: Faip - Av. Antonieta Altenfelder, 65 - Marília (SP).
|
|
Informações: (14) 3422-3855 | www.fruticulturamarili.wix.com/fruta
|
|
66.ª Prova de Ganho de Peso e 12.º Teste de Eficiência Alimentar
|
|
Datas: de 16 a 20 de maio, 24 de maio e 8 de novembro.
|
|
Local: Centro Apta Bovinos de Corte - Rodovia Carlos Tonani, km 94 - Sertãozinho (SP).
|
|
Informações: www.iz.sp.gov.br | e-mail: corte@iz.sp.gov.br
|
Expediente
Editora Responsável por esta edição: Graça D'Auria (MTB 18.760-RJ)
Jornalistas: Cleusa Pinheiro (MTB 28.487-SP), Graça D'Auria (MTB 18.760-RJ), Roberta Lage (MTB 43.382-SP)
Web Designer: Mariana Ahnelli
Web Master: André Vargas
Revisor: Carlos Augusto de Matos Bernardo
Coordenador da CATI: José Carlos Rossetti
Diretor do Departamento de Comunicação e Treinamento: Ypujucan Caramuru Pinto
Diretora do Centro de Comunicação Rural: Roberta Lage
O CATI On-Line é um boletim semanal produzido pelo Centro de Comunicação Rural (Cecor/CATI).
Av. Brasil, 2.340 - Campinas (SP) - Telefax: (19) 3743-3869
www.cati.sp.gov.br - E-mail: cecor@cati.sp.gov.br
Indique este boletim para seus amigos.
Para receber este boletim semanalmente, cadastre-se em nosso site.
Para cancelar o recebimento, basta responder este e-mail com a mensagem "cancelamento".
|