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| Edição n.º 61 29 de setembro a 4 de outubro de 2008 | |
Comunidades indígenas debatem Programa de Microbacias
A CATI está
realizando consultas públicas com as comunidades indígenas para
integrá-los ao Programa de Desenvolvimento Rural, o Microbacias 2. A
primeira reunião aconteceu na região oeste paulista, a segunda foi em
Boracéia e reuniu representantes da Funasa, da Funai, das regionais da
CATI de São Paulo e Pindamonhangaba, das Casas da Agricultura, do
Itesp, Conselhos,
No caso de Boracéia estiveram presentes caciques e represen-tantes de onze aldeias indígenas localizadas em Bertioga, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, São Sebastião, São Vicente e Ubatuba.
Segundo Adolfo Timóteo, presidente do Conselho Estadual dos Povos Indígenas de São Paulo, esse é um momento importante para os povos indígenas. Cada uma das comunidades distribuídas em cinco regiões do território paulista tem seus problemas específicos e suas dificuldades, necessitando de soluções de acordo com sua realidade. E para isso é importante contar com a parceria do governo do Estado de São Paulo e de outras comunidades indígenas. “Meu dever é lembrar dos problemas de cada aldeia, que precisam ser resolvidos dentro da tradição indígena”.
O eng. agr. Francisco Eduardo Bernal Simões, coordenador da CATI, afirmou na abertura da reunião que a cultura indígena tem uma presença muito forte em muitos municípios paulistas. “Esse momento é de construção do novo Programa de Desenvolvimento Rural a ser executado pela CATI, que vai abranger também as comunidades indígenas e quilombolas. Num primeiro momento o Programa de Microbacias atendeu os agricultores familiares e no futuro será ampliado. É por isso que estamos fazendo essa consulta pública, para que tenhamos o formato adequado para atendimento a essas comunidades. Queremos que a CATI esteja presente como instituição e que amplie a participação social”.
Na oportunidade
foram apresentados os resultados obtidos por meio das ações do
Foram levantadas sete regiões: Oeste Paulista, Vale do Ribeira, Baixada Santista, Capital, Litoral Norte, Litoral Sul e Sudoeste Paulista.
Terra Indígena Guarani do Ribeirão Silveira
O trabalho com essa aldeia começou há um tempo porque a comunidade precisava de orientação quanto à conservação e manejo sustentável do palmito juçara. Essa comunidade, localizada em Boracéia, buscava também alternativas para geração de renda. Foi assim que implantaram também o plantio de pupunha e açaí, além do cultivo das mais variadas helicônias. Segundo o cacique da comunidade, Sérgio Macena, o modo de viver do povo guarani se caracteriza pela combinação de atividades de caça, pesca, coleta e agricultura em função das potencialidades de cada região. O agrônomo da Casa da Agricultura de São Sebastião, Maurício Rubio Pinto Alves, que trabalha com a comunidade há alguns anos, disse que trabalhar com indígenas é uma situação muito diferenciada e não só pela cultura. “Temos muito a aprender, pois a floresta é muito produtiva e desaprendemos como viver com ela”. Pecuaristas de São João da Boa Vista visitam região de Franca A pedido dos produtores
de leite, a CATI Regional São João da Boa Vista organizou, no dia 30 de
setembro, uma excursão à região de Franca O objetivo da visita foi incentivar e reforçar a adoção do Projeto CATI Leite entre os pecuaristas que puderam esclarecer suas dúvidas quanto ao manejo do gado e a coleta de dados para inclusão nas planilhas (receitas, despesas, índices zootécnicos), assim como observar as melhorias nas condições de produção nas propriedades visitadas e os relatos dos envolvidos. De acordo com o eng. agr. Pedro César Avelar, da CATI Regional Franca, as propriedades obtiveram uma melhora na produção, na qualidade do leite e nos índices zootécnicos desde que iniciaram o projeto. “Estas melhorias podem ser confirmadas por todos os envolvidos”, afirma Avelar. Os proprietários visitados deixaram claro que a exploração leiteira é uma atividade trabalhosa e que necessita de muita dedicação para que os frutos possam ser colhidos. Afirmaram também ser de extrema importância o trabalho conjunto entre os técnicos das Casas da Agricultura com os produtores participantes para que o Projeto possa fluir de maneira satisfatória. Durante as visitas, as dúvidas que surgiram foram sendo sanadas pelos técnicos da Secretaria de Agricultura. “Entre uma visita e outra, houve um almoço onde as conversas informais continuaram a todo vapor e durante a viagem de retorno os produtores rurais mostraram a sua empolgação em relação ao programa e já estavam agendando visitas com os técnicos das Casas da Agricultura em suas propriedades para discutir a implantação das técnicas observadas nas unidades visitadas”, contou o diretor da CATI Regional São João da Boa Vista, eng. agr. João Batista Vivarelli. O Projeto continua com novos cursos e visitas marcadas para os próximos meses. CATI Regional
Itapetininga realiza seminário sobre Greening O Seminário faz parte do Programa Risco Sanitário Zero e tem por objetivo capacitar os produtores e técnicos, visando à prevenção e o controle do greening, doença que tem acometido os pomares de centenas de município no Estado. “Em várias regiões têm sido realizado seminários como esse para discutir a situação da doença que está disseminada no Estado. A conscientização dos produtores é muito importante, pois o controle do greening é feito com o arranquio das plantas, o que poderá gerar grandes danos econômicos se a doença se alastrar sem controle”, salienta Luiz Carlos de Carvalho Leitão, assistente técnico da CATI Regional Itapetininga. Ele esclarece também que levantamentos feitos pela Secretaria de Agricultura e pelo Fundecitrus, apontam que São Paulo possui 330 municípios com produção expressiva de plantas cítricas. Destes, em 193 a doença já foi confirmada. “O Fundecitrus e o Escritório Regional de Defesa Agropecuária detectaram a presença do vetor Diaphorina citri e também da bactéria causadora da doença em diversos municípios da região.Os produtores já estão sendo orientados e já estão realizando inspeções periódicas e arrancando as plantas doentes, que representam felizmente pequena porcentagem”,diz Luiz Carlos. Programação Temas abrangentes foram abordados por técnicos da CATI, da Coordenadoria de Defesa Agropecuária, da Apta e do Fundecitrus. Os principais assuntos discutidos foram a Importância da Citricultura no Estado de São Paulo; Principais resultados de pesquisa: detecção de plantas sintomáticas e progresso da doença e danos; Monitoramento e Inspeção; Controle de Diaphorina citri (vetor Greening); e Controle oficial do Greening e Legislação. CATI Regional Presidente Venceslau promove curso sobre qualidade do leite Durante o curso foram abordados diversos temas como Qualidade do Leite; Mastite e sua prevenção; Informações sobre o kit de ordenha manual da Embrapa; Manejo, limpeza e desinfecção de ordenha. Também foi realizada uma visita técnica a uma Unidade Demonstrativa, instalada em uma propriedade do município de Presidente Venceslau. Projeto CATI Leite Apesar do pouco tempo
de implementação na região, o Projeto CATI Leite tem O Projeto CATI Leite prevê a capacitação de técnicos e produtores no manejo correto dos animais e na qualidade do leite, visando o aumento da produção, da produtividade e a gestão da propriedade. “As tecnologias aplicadas no projeto são acessíveis ao pequeno produtor. O técnico da CATI orienta e presta assistência, mas quem implementa as ações são os produtores. Transferir tecnologia é a essência da CATI. Nesse projeto temos o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável com geração de renda, viabilizando as propriedades leiteiras”, ressalta o eng. agr. Odinir Liberati Vieira, monitor regional do Projeto. “Mulheres em Ação” – Projeto reúne mulheres do campo da região de Jaboticabal O objetivo do evento foi conhecer a realidade das mulheres no campo e, ao mesmo tempo, difundir informações sobre o uso correto e seguro de agrotóxicos. Depois de um farto café da manhã, oferecido pelos organizadores, foram abordados vários temas. De forma participativa, com práticas demonstrativas e teatro, as mulheres em ação puderam aprender sobre hábitos de segurança que devem ser adquiridos e incorporados no dia-a-dia das atividades no campo, foram alertadas para situações de perigo e sobre as conseqüências do mau uso dos agrotóxicos. Aprenderam que o perigo pode ser evitado, que não é necessário estar exposto a acidentes e que as atividades podem ser fiscalizadas pelas mulheres, diminuindo a exposição da família às atividades perigosas. “A figura feminina é a de protetora e aproveitamos essa característica para incentivá-las a proteger a família e o ambiente”, disseram os organizadores. Na parte da tarde, as mulheres dividiram-se em grupos, de acordo com o interesse, para que pudessem participar dos vários mini-cursos oferecidos: Direito da Mulher, Plantas Medicinais, Culinária e Jardinagem.
O Mulheres em Ação foi o segundo encontro realizado em Taiúva. Foi
idealizado para buscar um envolvimento das mulheres, por considerar que
muitos projetos são destinados à educação e ao treinamento do homem do
campo e poucos são específicos, voltados para a conscientização das
mulheres, consideradas pelos A programação foi desenvolvida com o objetivo principal de participação. E não só durante os temas tratados, mas também no café da manhã, no almoço, com música e dança, sorteio de brindes, elas puderam, de maneira informal, trocar experiências e buscar novas amizades. O III Encontro do Projeto Mulheres em Ação já está programado para o próximo ano e sendo aguardado com ansiedade pelas participantes. Além das instituições organizadoras, o evento foi possível com o apoio de empresas privadas como a Agrofto, Cutrale, Syngenta e Coopercitrus. CATI Regionais Franca e Orlândia organizam curso para pecuaristas A pecuária leiteira é uma das atividades
que mais movimentam a economia dos Os assuntos abordados foram: Índices
Reprodutivos, Manejo Reprodutivo; Detecção de Cios; Exames
Ginecológicos; Exames Sanitários para Brucelose e A capacitação faz parte do Programa Risco Sanitário Zero, que vem sendo implantado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, nas mais variadas áreas de atuação agropecuária. “Os cursos programados irão contribuir para minimizar as perdas, promover mais saúde no campo e proporcionar produtos de melhor qualidade aos consumidores”, enfatizou Avelar. Novas gerações de milho variedade da CATI começam a ser produzidas Para contribuir com a divulgação dessas
novas gerações, cada unidade de sementes Essa é mais uma contribuição que a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio do Departamento de Sementes da CATI, faz à agricultura familiar de São Paulo e do Brasil. Mais
informações: Casas
da Agricultura da região de Guaratinguetá Em agosto, técnicos e
produtores participaram de atividade de qualificação técnica na Na oportunidade, os
participantes também puderam conhecer as transformações ocorridas na
propriedade e na família do produtor Jorge Siqueira Brás, que no
pequeno No mês de setembro, técnicos e produtores reuniram-se no município de Silveiras, para mais um módulo de treinamento, quando avaliaram ações e resultados de propriedades leiteiras assistidas e receberam orientações técnicas sobre sistema de produção e educação sanitária. Os técnicos das Casas da Agricultura também visitaram propriedade em fase de adesão ao Projeto CATI Leite e avaliaram, com os produtores, a situação atual, debatendo as propostas de ações para a melhoria da alimentação animal, tanto na época das águas quanto na época da seca. Outras atividades de difusão de tecnologiaNo final do mês de setembro, as Casas da Agricultura da região organizaram uma caravana, com o apoio das Prefeituras e dos Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural, e levaram produtores de Bananal, Arapeí e São José do Barreiro, interessados em aderir ao Projeto CATI Leite, para visitas técnicas em propriedades nos municípios de Piquete e Guaratinguetá. Já em Guaratinguetá, no Sítio Primavera de 5,6 hectares, de propriedade dos produtores Ariberto e Maria Helena da Silva Assis, beneficiários do Projeto da Microbacia do Ribeirão Guaratinguetá, os visitantes acompanharam o relato da trajetória de quatro anos de implementação do sistema de produção e gestão sob pastejo rotacionado. De uma produtividade anual de aproximadamente cinco mil litros por hectare, os produtores alcançaram, atualmente, 21 mil litros, e reverteram o prejuízo de R$0,30 por litro, passando a obter um lucro líquido de R$0,15 por litro de leite produzido. Além das
rotineiras ações locais de implementação do Projeto CATI Leite, está
prevista, para o mês de outubro, no Município de Lagoinha, a realização
de atividade de qualificação de produtores e técnicos.
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Curso
de Café Ciclo de Palestras "CAFEICULTURA DO SÉCULO XXI" 3.ª
Feira da Agricultura Familiar de Pedreira
VI
Encontro Brasileiro de Criadores de Búfalo
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