Edição N. 88                                                                                   De 6 a 9 de abril de 2009

 

Amendoim – Rico em proteínas, em sabores, em histórias

e o principal astro da agricultura da Alta Paulista

 

Amendoim com casca, sem casca, com pele e sem, com sabores, os mais variados, pimenta, açúcar e canela, mel, salsa e cebola, ou ainda, cobertos com cores variadas, chocolate ou tipo japonês.  Ou que tal o amendoim em doces, paçocas, pés-de-moleque ou de moça, mais macios e adocicados; em pratos salgados, oferecendo um sabor especial à culinária oriental, indiana, entre outras. São muitas as opções e são muitos os adeptos e entusiastas.

 

A oleaginosa, rica em proteína, tem até fama de afrodisíaca. Mas, mesmo com toda essa versatilidade e fama, o mercado para o amendoim anda restrito: as exportações para o mercado comum europeu diminuíram e o mercado interno não absorve toda a produção, então é preciso fazer mais e encontrar novos entusiastas para expandir o mercado,  porque quem conhece e gosta, não consegue resistir a este acompanhamento de todas as horas.

 

A história do amendoim na região da Alta Paulista começa nas primeiras décadas do século XX, torna-se tradicional entre pequenos, médios e grandes proprietários e faz a fama de “terra do amendoim”. Lá, vamos encontrar toda a cadeia produtiva, do cultivo ao beneficiamento e industrialização, um mercado que emprega muitas pessoas em todas as fases e garante a economia de municípios que estão no entorno da CATI Regional Tupã.

 

Só em Tupã, sede do Escritório de Desenvolvimento Rural, são mais de mil empregos diretos e indiretos nas lavouras e beneficiamento, sem contar as indústrias e até mesmo as oficinas, como a Oficina Malaquias, de Quirino Malaquias de Souza, que trabalha com a adaptação das máquinas em função do espaçamento diferenciado, sistema de plantio em duas linhas, arrancadora de dois facões. “O papel da CATI é ajudar o produtor, dar opções para conter o êxodo rural, engajá-lo em programas de governo e contribuir com a geração de emprego e renda no entorno da Regional”, afirma o eng. agr.º Paulo Makimoto, diretor da CATI Regional Tupã e profundo conhecedor das vivências e carências da agricultura regional.

 

O associativismo

 

Em Arco-Íris, distante pouco mais de 50km, o amendoim é a principal fonte de receita do pequeno município que tem a sua base econômica na agricultura. A Associação de Produtores Rurais de Arco-Íris, com seus 30 associados, tem investido em melhorias no terreno de 2 mil m², cedido pela Prefeitura para poder concorrer com os grandes produtores que detêm maior tecnologia, equipamentos, instalações apropriadas para a entrega do amendoim. “Unidos também podemos ser grandes”, enfatiza Hélio Moraes Possari, presidente da associação,  criada em 1998, logo depois da emancipação do município ocorrida um ano antes.

 

Os produtores de amendoim de Arco-Íris conseguiram construir um barracão de mil metros quadrados onde todo o amendoim colhido pelos associados é limpo, secado, e ensacado. Agora lutam para diminuir o custo do ensacamento, o saco de 25kg representa 6% no custo de produção, e precisam de silos para armazenagem e venda a granel que, além de garantir a qualidade do produto, atende o mercado que está cada vez mais exigente e possibilita maiores ganhos. “Competir em igualdade de condições com os maiores produtores é a única forma de se manter a atividade”, afirma Hélio que diz ter aprendido a trabalhar com as oscilações do mercado. “Agora está ruim, um ano difícil, mas acredito que vai melhorar, então continuamos investindo, melhorando a parte de pós-colheita, nos capacitando; temos tecnologia, a produtividade é alta e a qualidade ótima”, diz entusiasmado o presidente da associação.

 

A associação cresceu nos últimos tempos, os incentivos do Programa de Microbacias foram aproveitados, como o kit informática e o abastecedouro, assim como a verba do Fundo de Expansão da Agropeuária Paulista (Feap) utilizada na compra de secadores. “Esperamos que o Microbacias II proporcione a granelização, entre outras melhorias para a associação. O amendoim tem sido utilizado na reforma de pastagens, no rodízio em áreas de cana e há muito espaço para se trabalhar”, garantem o técnico da Casa da Agricultura, eng.º agr.º Dalírio Marcelino do Prado Jr., e o secretário municipal de agricultura de Arco-Íris, João Serafim.

 

O empresário e a parceria público/privado

 

No início, a variedade mais utilizada era a Tatu, de grãos pequenos colhidos na época das chuvas. E aí estava o maior problema: colheita dificultada, sujeita a doenças, durante o cultivo e no pós-colheita, com o risco do ataque do fungo Arpegillus flavus, responsável pela aflatoxina,  que causa doença em seres humanos. “Em 1972, chegamos a produzir 960 mil toneladas; depois veio caindo, em 1986, 400 mil toneladas; em 1995, caiu para 147 mil toneladas (hoje em torno de 300 mil toneladas/ano). Na época era preciso fazer algo, desistir ou mudar radicalmente”, conta o empresário Antonio Fernandes, há mais de 30 anos no ramo.

 

As reuniões e a procura por alternativas levaram ao trabalho e parceria da CATI com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), produtores rurais e empresários, que conseguiram dar um novo rumo à atividade e foram responsáveis pelo ressurgimento do amendoim. “Foram feitas pesquisas, viagens para conhecer outras variedades e seu manejo e houve uma revolução nas lavouras com o surgimento no Brasil da variedade Ranner, com ciclo mais longo, colheita fora da época chuvosa, maior resistência no pós-colheita, melhores características para a indústria”, ressaltou o proprietário das firmas Amenco Agroindústria e da J&A Fernandes que compram, secam, beneficiam, armazenam e vendem amendoim, em atividades separadas por cada uma.

 

A letra “J” é do irmão João, que trocou de atividade, mas Toninho Fernandes, como é conhecido, não só permaneceu, mas vem crescendo. “Sou o último dos antigos, são 30 anos de envolvimento com o amendoim e passamos por muitas reviravoltas. Chegamos a importar entre 1994 e 1996 da Argentina e do Paraguai, mas em 1999 abriu a Agro-Metalúrgica América (AgroAmérica), que fabrica carrocerias, reboques e transbordos para cana e amendoim, mas a última ainda é o carro-forte. Começou como uma parceria Brasil/Argentina, dois anos depois, comprei a parte argentina, hoje é 100% nacional e a menina dos meus olhos”, conta o empresário.

 

Quem na época esteve à frente de todo esse movimento em busca de alternativas para os produtores foi o eng.º agr.º Francisco Eduardo Bernal Simões, ex-delegado da Divisão Regional Agrícola de Marília, quando Tupã ainda pertencia àquela DIRA. Em 1997, com a reforma da CATI, Tupã conquistou a sede do Escritório de Desenvolvimento Rural e pôde ter as atenções mais voltadas às peculiaridades da região. “Foi quando o Projeto Amendoim deslanchou com a introdução da variedade Ranner, já usadas na Argentina e Estados Unidos, a instalação de campos experimentais e as adequações que toda a cadeia produtiva teve que fazer com a troca de peneiras, a forma de cultivo e colheita diferenciadas”, conta o engenheiro agrônomo, que foi diretor do EDR Tupã por 10 anos e há dois anos é o coordenador da CATI.

 

A variedade Ranner produz amendoins maiores, não perde a casca tão facilmente, é de ciclo longo e pode ser colhida após as chuvas do início do ano, a produtividade também é maior. Todo o manejo é diferenciado, trata-se de uma variedade rasteira, a Tatu era arbustiva e de colheita manual, os espaçamentos são em duas linhas, têm melhor aproveitamento do terreno, a colheita é mecanizada com o levantamento das vagens e posterior colheita.

 

No entanto, ainda há mercado para a variedade Tatu, bem específico, e os compradores são Espanha e Itália para fabricar torrones. “Eu vou atrás para atender essa pequena demanda, essa é a função do verdadeiro cerealista, um intermediário que atende os dois lados, busca tecnologia para o produtor e entrega o que os compradores procuram.“Se o cerealista desaparecer, o produtor também desaparece”, defende o empresário.

 

Para atender todas as exigências das Boas Práticas de Fabricação (BPF) e comercializar o melhor produto, está sempre modernizando as instalações, investindo, buscando parcerias na cadeia produtiva e apoio junto aos órgãos governamentais, como a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por intermédio da CATI. “Ter alguém que conhece nossos problemas à frente da CATI é muito importante, é uma forma de fazermos chegar nossos interesses e entraves até o secretário de Agricultura e Abastecimento, João Sampaio, e, por intermédio dele, ao Governo Estadual. “Vamos começar uma nova luta na questão de redução de impostos e melhor negociação de preços junto à indústria alimentícia”, avisou o empresário.

 

Cooperativa

 

Quem também está atento à cadeia produtiva do amendoim é o presidente da  Cooperativa Mista da Alta Paulista (CAMAP), Romildo Ramos Contelli, empresário do ramo do amendoim, proprietário da Amendobrás, firma exportadora de amendoim beneficiado e produtora de pasta de amendoim. Contelli é também o maior produtor individual de amendoim, com 2.900 hectares arrendados para cultivo da aleaginosa, sua área de plantio se estende para municípios como Rancharia e Paraguaçu Paulista.

 

A CAMAP tem 950 cooperados, 130 são produtores de amendoim, e grandes instalações para recebimento, secagem, armazenamento. Criada há 56 anos, na época áurea da cafeicultura na Alta Paulista, a CAMAP tem uma grande área e é bem equipada, mas para o presidente ainda falta “espírito de cooperativismo entre os associados”. “Temos um departamento técnico que auxilia o produtor, parceria com o IAC na área da pesquisa e melhoramento, facilitamos a compra de adubos e defensivos para os cooperados, mas é preciso que os produtores se unam, se organizem, procurem novos mercados e não fiquem unidos só quando tudo vai bem. É preciso agir com planejamento e em cooperação em todos os momentos, muitos querem entrar quando o preço está ruim e sair quando o preço está bom”, conta Romildo Contelli.

 

A utilização do amendoim na merenda escolar é uma alternativa e Romildo Contelli quer buscar esse mercado, principalmente na região nordeste onde há carência de proteína na alimentação. A introdução da pasta de amendoim na dieta alimentar do brasileiro também é uma tentativa da Amendobrás, mas esbarra no fator cultural que precisa ser trabalhado. Nesse sentido, a Associação Brasileira das Indústrias de Confeitos, Chocolates e Balas (ABICAB) pode e tem colaborado para aumentar o consumo do amendoim. Inserir o amendoim em Programas de Alimentação do Governo também pode trazer resultados benéficos, o amendoim é fonte de energia (544kcal em 100g) e consegue amenizar a carência de proteína animal em regiões pobres onde há pouco consumo dessa proteína.

 

As indústrias estão se especializando, em Tupã a Amendupã Produtos Alimentícios Ltda, de José Polon Morelato, oferece variedade em termos de amendoim. “Tem para todos os momentos, é um aperitivo tradicional. Além disso, a Amendupã trabalha com embalagens cada vez mais atrativas ao consumo”, diz Mirtes Rodrigues, funcionária que está há um ano na empresa no setor de vendas ao público. A marca da empresa é também uma marca de Tupã, está à vista para quem passa na estrada e não deixa morrer a fama de “terra do amendoim”.

 


Variedades de Feijão comercializadas pela CATI

são divulgadas em Dia de Campo

 

 Técnicos do Núcleo de Produção de Sementes de Itapetininga participaram do 24.º Dia de Campo sobre Feijão em Capão Bonito e divulgaram as variedades de feijão comercializadas pela CATI. Apesar de o foco ser a cultura do feijão, os técnicos da CATI aproveitaram o espaço para incentivar a diversificação de atividades, apresentando a Ação Governamental Trigo Paulista. Organizado pelo Pólo Apta Sudoeste Paulista, o evento reuniu cerca de 700 pessoas entre agricultores, estudantes e interessados.

 

 O evento foi dividido em duas partes: na primeira, foi apresentada uma série de palestras onde foram abordados temas como a descrição das pragas e doenças do feijoeiro, tratamentos de sementes, rotação de culturas, nutrição foliar, resultados dos ensaios em campo e perspectivas futuras para a cultura do feijoeiro. Na segunda, foram realizadas visitas aos módulos de campo para conhecimento dos resultados dos tratamentos fitossanitários feitos por diversas empresas do setor, das parcelas com espécies de adubos verdes, para verificar a competição de variedades e parcelas com as seis novas variedades de feijão lançadas pelo IAC.

 

Os participantes também tiveram acesso a diversas tecnologias difundidas por empresas de insumos, serviços, máquinas e equipamentos.

 


Técnicos da CATI participam de reunião sobre Regras de Análise de Sementes

 

 O Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento reuniu no mês de março, em Recife, técnicos de todo o Brasil para uma revisão final das Regras de Análise de Sementes (RAS), que devem ser implementadas ainda este ano. A CATI foi representada pelos engenheiros agrônomos Edson Luiz Coutinho, diretor do Laboratório Central de Sementes, e Renato de Oliveira Lima, diretor do Laboratório de Sementes de Presidente Prudente. “Durante a reunião foram elaboradas as normas para o repasse das informações sobre as alterações das regras. Em São Paulo, a CATI, por meio do DSMM, é a responsável por divulgar as novas regras a todos os laboratórios de sementes credenciados”, esclareceu Coutinho.

 

Nessa reunião, da qual participaram os responsáveis técnicos de todos os Laboratórios Oficiais e Supervisores do país, foram estabelecidas e uniformizadas as estratégias de ação junto aos laboratórios de análise de sementes credenciados pelo Ministério, para que as novas Regras de Análise de Sementes sejam devidamente difundidas, compreendidas e assimiladas por todos os responsáveis técnicos e analistas.

 

No Estado de São Paulo estão credenciados 65 laboratórios que analisam mais de 55 mil amostras por ano de sementes de espécies agrícolas, florestais, olerícolas e forrageiras, representando cerca de 240 mil toneladas de sementes.

 

As novas RAS entram em vigor, com validade em todo Território Nacional, em setembro desse ano, para a safra 2009/2010 e têm seu lançamento previsto para o XVI Congresso Brasileiro de Sementes.

 


Cavalgada Ecológica: uma ação para avaliar, uma ação para pensar

 

Uma forma diferente e prazerosa de trabalhar foi proposta pela comunidade da Microbacia Hidrográfica Primavera e encampada pela Casa da Agricultura de Quintana,  município de pouco mais de 5 mil habitantes e que pertence a CATI Regional Marília. Pelo resultado, foi amplamente aceita por toda a comunidade quintanense que já quer marcar as próximas Cavalgadas Ecológicas.

 

Foi com essa atividade que o eng.º agr.º Luís Carlos Rodrigues, ou simplesmente Branco, reuniu os mais diversos setores da Prefeitura, como Educação, Meio Ambiente, Ação Social, Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural, produtores rurais e imprensa para fazer uma avaliação do Programa Estadual de Microbacias Hidrográficas (PEMH) desenvolvido até 2008 e a preparação do Plano Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável.

 

A idéia partiu dos produtores rurais da Microbacia Hidrográfica Primavera, a mais nova entre as três trabalhadas no município. E, a exemplo das Caminhadas Transversais para detectar pontos críticos, técnica geralmente utilizada no desenvolvimento dos planos das microbacias, esta foi uma cavalgada transversal. “Os  participantes passaram por pontos essenciais, com paradas estratégicas para discutir o que foi realizado, os benefícios advindos e as propostas de novas ações. Na chegada no Sítio Misoguti o prefeito, secretários municipais e outras autoridades esperavam os cavaleiros para uma confraternização e puderam ouvir uma explanação dos problemas que foram abordados no percurso.

 

Foram 6km e 74 participantes e, segundo os organizadores, “sobrou gente e faltou animal”, uma mostra do sucesso do evento . “Por esse motivo, para as próximas Cavalgadas Ecológicas estão convocados todos os animais e os cavaleiros da região”, conta, entusiasmado pelo sucesso da ação, Luís Carlos “Branco” Rodrigues,  técnico responsável pela Casa de Agricultura de Quintana.

 

Atualmente a maioria dos produtores rurais mora na cidade e só vai ao campo para trabalhar, o êxodo rural é uma preocupação constante. Com a atividade, foi possível rever os problemas do campo, procurar soluções para melhorar a vida do produtor rural, promover a união das sociedades urbana e rural para que os problemas sejam vistos e tratados de forma integrada. “O primeiro ponto de parada foi em um lixão. Esse lixo é produzido na zona urbana e é despejado nas propriedades lindeiras à estrada rural, com a cavalgada esse problema pode ser visto e debatido pelos envolvidos”, contou Branco.

 

Outros pontos de parada, escolhidos de comum acordo pelos proprietários rurais da MH Primavera, foram para observar as matas ciliares recuperadas e o que falta fazer, as cercas de proteção de áreas de preservação construídas, terraceamentos, ações executadas com recursos com Programa de Microbacias e que já fazem diferença na paisagem. Mostraram, ainda, o que falta fazer para melhorar o meio ambiente e recuperar a qualidade de vida na região. E ficou comprovada pelos participantes a importância da Avaliação do Programa Estadual de Microbacias Hidrográficas e de se fazer o Plano Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável de forma conjunta e integrada com as demais secretarias municipais.

 

Para o assistente da CATI Regional Marília, eng.º agr.º Flávio Wirgues, que tem acompanhado as avaliações do Programa de Microbacias Hidrográficas em todos os municípios da CATI Regional Marília, é importante frisar que essas atividades têm, ainda outra finalidade: “elas envolvem o resgate da participação das famílias, da cultura e do lazer, enfim, das tradições. Essa é a melhor conquista e mais duradoura”, constatou  Wirgues.

 

A diretora da CATI Regional Marília, eng.ª agr.ª Fátima Caetano, avaliou a atividade como um sucesso e vai atender às solicitações feitas pelos proprietários rurais das outras duas microbacias de Quintana, a do Córrego Iacri e a do Córrego Gorguche e ajudar a organizar, junto com a Casa da Agricultura as próximas cavalgadas. “Temos certeza que, com essa participação da sociedade e de todos as secretarias e órgãos municipais envolvidos, teremos um Plano Municipal de Desenvolvimento Rural mais abrangente em Quintana”, afirmou a diretora. Fátima Caetano lembrou que todos os municípios da Regional Marília estão fazendo essa avaliação, cada um a sua maneira, mas sempre buscando a maior e melhor participação possível.

 


CATI Regional Mogi Mirim promove Encontro sobre

 impactos econômicos do Greening

 

A CATI Regional Mogi Mirim organizou o evento Impactos Socioeconômicos do Greening, no qual estiveram presentes representantes de onze prefeituras e câmaras municipais, produtores e técnicos da região. Segundo os organizadores o objetivo foi sensibilizar autoridades e produtores sobre a importância da citricultura para a região, haja vista que a cultura ocupa aproximadamente 50% da área agrícola da Regional.

 

O evento foi realizado em parceria com a Prefeitura Municipal de Mogi Mirim, o Sindicato Rural, o Fundecitrus, o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural e o DRDR, com apoio das empresas Coopercitrus Valtra e Visafertil.

 

Diversos assuntos foram discutidos, entre os quais os danos provocados pela doença, que podem inviabilizar a produção de citros na região. Foi alertado sobre a importância da organização dos produtores em grupos, para que em suas comunidades possam trabalhar de forma efetiva na inspeção dos pomares, visando à identificação e erradicação de plantas doentes, bem como cumprir a legislação vigente no que compete à entrega dos relatórios semestrais de inspeção dos pomares. Além disso, foram discutidas as possíveis atividades e estratégias que podem ser adotadas pelos municípios com os agricultores, para que se consiga reduzir o avanço da doença.

 

O diretor da CATI Regional Mogi Mirim José Luiz Bonatti acredita que o evento teve um resultado positivo pelo grande número de representantes de cada município. “Acredito que atingiu seu objetivo de sensibilizar os participantes sobre a gravidade do problema, em função das discussões e das medidas sugeridas, as quais poderão ser adotadas como a divulgação de informações sobre o greening  para as escolas e a criação de equipes municipais para auxiliar os produtores rurais na inspeção dos pomares e erradicação de plantas doentes”, salientou o diretor.

 


Frigorífico de ovinos: reivindicação de Paraguaçu Paulista

 atenderá criadores de toda a região oeste

 

Uma reivindicação feita em 2005 pelos produtores de ovinos da região Oeste de São Paulo começa a tomar forma. Em reunião realizada no dia 27 de março com pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Agência Paulista e tecnologia Agropecuária (Apta), técnicos da CATI, produtores, representantes dos municípios de Tupã, Marília, Palmital, Maracaí, Quatá, Assis, diretores dos Departamentos de Meio Ambiente e Projetos Especiais e de Agricultura, além de vereadores da Estância Turística de Paraguaçu Paulista que apoiaram a iniciativa, foi reafirmada a importância da instalação do Frigorífico de Ovinos de Paraguaçu Paulista: “uma grande ferramenta, que deve alavancar a criação e a produtividade na região”, segundo as pesquisadoras Marli Dias Mascarenhas, Marina Brasil Rocha, Silene Maria de Freitas do IEA.

 

No encontro, que reuniu cerca de 30 participantes, as pesquisadoras apresentaram o relatório, desenvolvido com a participação de Alceu de Arruda Veiga Filho, que aponta a Viabilidade Econômica do Frigorífico de Ovinos a ser instalado no município, em área de mais de 11 mil metros quadrados anexa ao Matadouro Municipal (Rua Antônio Castro, s/nº - Conjunto Habitacional Tancredo).

 

O estudo, encomendado pela Prefeitura, levou em conta a solicitação dos  produtores que indicava a inexistência de um frigorífico especializado em ovinos, sendo considerado um dos pontos de estrangulamento da produtividade do setor na região. Na época (2005), os produtores tinham dificuldades para viabilizar e padronizar o abate da produção e solicitaram a implantação do frigorífico com a intenção de alavancar a criação de ovinos e pequenos animais, bem como acelerar a produtividade e, por conseqüência, ampliar o mercado consumidor.

 

Feito o estudo, o projeto foi elaborado e enviado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, que aprovou a proposta de Paraguaçu Paulista. A construção foi, então, iniciada, visando dotar a cidade dessa ferramenta e os criadores de mais esse recurso. Segundo o relatório apresentado pelos pesquisadores do IEA, o frigorífico de ovinos apresentou valores satisfatórios que poderão proporcionar altos rendimentos. No  relatório foi registrada, ainda, a orientação para que os gestores do frigorífico realizem um planejamento detalhado das atividades, buscando a otimização do recurso disponibilizado.

 

“A idéia é viabilizar todas as possibilidades de ampliação da produtividade, especialmente nesse setor, mas a atuação dos criadores, principalmente por meio da Cooperativa dos Criadores de Ovinos do Vale do Paranapanema (Ovivale), será fundamental para o sucesso deste novo projeto”, afirmou Patrícia Fazano, diretora do Departamento Municipal de Meio Ambiente e Projetos Especiais de Paraguaçu Paulista.

 

Para Ricardo Kantack, da Apta - Pólo Regional de Assis: “é inegável que esse passo dado pela prefeitura foi gigantesco para todos que começaram do zero; agora cabe aos produtores usar essa ferramenta, padronizando a criação, o transporte, o abate e a distribuição, otimizando os custos e ampliando o mercado”.

 

Segundo o presidente da Ovivale, Luiz Gustavo Ricca, com o frigorífico em pleno funcionamento, a Associação espera eliminar os abates clandestinos, padronizar a criação, fazer uma equiparação do produto final, oferecendo, assim, um produto mais barato e de alta qualidade ao consumidor final.

 

Os produtores fizeram a reivindicação e a prefeitura prontamente atendeu e dentro de um curto espaço de tempo o frigorífico entrará em operação. “Vamos continuar apoiando e investindo no setor, mas lembrando que caberá aos criadores assumir a administração do frigorífico, desenvolver parcerias em toda a região e, efetivamente, fazer a estrutura funcionar e dar retorno para eles próprios. Vamos ajudar em tudo que for possível”, afirmou a eng.ª Agr.ª Celina Harumi Nishizawa, diretora do Departamento de Agricultura de Paraguaçu Paulista e técnica da Casa da Agricultura do município.

 


Mais um trator entregue na região de Mogi das Cruzes

 

A Região de Mogi das Cruzes teve uma boa aceitação em relação as linhas de financiamento de programas, como o Pronaf-Mais Alimento”, do Governo Federal, e Pró-Trator”, do Governo do Estado de São Paulo, por meio do Fundo de Expansão da Agropecuária Paulista (Feap), com uma boa procura pelos produtores rurais, interessados em conhecer essas linhas de crédito.

 

No “Mais Alimento”, foram realizados, até o momento, 30 projetos nos municípios de Mogi das Cruzes, Biritiba Mirim, Suzano e Salesópolis, sendo que desses, 12 tratores já foram entregues. No dia 19 de março, tivemos a entrega de mais um trator para a Família Tikayuki, no bairro da Porteira Preta , município de Mogi das Cruzes.

 

“Estou muito feliz por ter conseguido esta linha de crédito, pois meu trator atual já estava na hora de aposentar. Agora o trabalho vai ficar mais fácil e agradeço muito a CATI por ter me ajudado a consegui-lo” , salientou o produtor rural Sílvio Tikayuki , que estava acompanhado no momento da entrega pelos engenheiros agrônomos Renato Pereira e Felipe Monteiro de Almeida, da CATI Regional Mogi das Cruzes, que auxiliaram na elaboração do projeto técnico.

 

No Pró-trator já foram feitos 12 projetos que estão na Nossa Caixa para a liberação. “Só não fizemos mais, porque muitos agricultores acabam saindo do enquadramento no teto de 400 mil reais de renda bruta, em razão das nossas culturas terem valores agregados altos, como o pessoal de flores, por exemplo, apesar de a maioria ser enquadrada na agricultura familiar e a rentabilidade ser pequena, o custo de produção é alto”, afirmou o eng.º agr.º Felipe de Almeida, da Regional Mogi das Cruzes.

 

O diretor da CATI Regional, eng.º agr.º Gilberto Figueiredo, acredita que é necessário melhorar a divulgação desses programas. “Muitos agricultores que se enquadrariam não estão sabendo da existência dessa linha de crédito. Para tanto, será realizado um Workshop, no dia 6 de abril, com o pessoal das revendas, produtores, gerentes dos bancos Nossa Caixa e do Brasil, técnicos da CATI e a imprensa local, no intuito de melhorar essa divulgação e facilitar o acesso do produtor ao financiamento. Vamos aproveitar a oportunidade e divulgar também todas as linhas de crédito do FEAP”, disse Gilberto Figueiredo.

 

A frota de tratores na região, segundo estimativas das revendas de tratores, tem, em média, mais de 10 anos, alguns mais de 20 anos. Isso faz com que o produtor tenha muitos gastos na manutenção do seu equipamento, sem contar que o rendimento das máquinas é bem menor do que o de um trator moderno. “Eu gasto muito dinheiro com óleo diesel e manutenção, pois consertava uma coisa e logo em seguida dava problema em outra, o trator é usado até a exaustão. Agora, é como carro novo, é só fazer as revisões e com certeza o meu custo vai diminuir”, disse o Sr. Tikayuki ao receber o seu novo trator.

  

A vida de diversos agricultores familiares como esse, que trabalha em conjunto com a esposa, a Sra. Dirce (inclusive o projeto saiu no nome dela) e os filhos, têm tido melhoras significativas com o auxílio dessas linhas de crédito subsidiadas. O Pronaf, na Regional de Mogi das Cruzes, gerou recursos na ordem de 6 milhões de reais entre projetos de investimento e custeio nos últimos oito meses, em cinco municípios. Pessoas como o Sr. Mário Osugui, que além de custeio, também conseguiu adquirir um trator novo por intermédio do programa está muito satisfeito, seu trator novo será entregue nos próximos dias.

 

 

VII Semana de Fitoterapia  Prof. Walter Radamés Accorsi
Data: 14 a 17 de abril de 2009

Horário: 8h (abertura)
Local: CATI/Centro de Treinamento - Av. Brasil, 2.340 - Jd. Chapadão - Campinas, SP
Informações: semanadefitoterapia.campinas@ig.com.br
Tel: (19) 3743-3795

 

 

Agrishow 2009
Data: 27 de abril a 2 de maio de 2009
Horário: Das 8h às 18h
Local:
Pólo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronégócios do Centro-Leste / Centro de Cana (Rodovia Antonio Duarte Nogueira Km 321) - Ribeirão Preto - SP
Informações:http://www.agrishow.com.br

 

 

 

AGRIFAM -Feira da Agricultura Familiar e do Trabalho Rural
Data: 31 de julho a 2 de agosto de 2009
Local: Instituto Técnico Educacional dos Trabalhadores Rurais do Estado de São Paulo (Itetresp),
km 322 da Rodovia Marechal Rondon, Município de Agudos, região de Bauru, Estado de São Paulo
Mais Informações: contatos@agrifam.com.br, ou fone (14) 3261-4216 www.agrifam.com.br
Entrada Franca
Realização e Organização: FETAESP e Sindicatos Filiados

 

 

49.º Congresso Brasileiro de Olericultura
Água na Horticultura: Novas atitudes e uso sustentável
Data: 3 a 7 de agosto de 2009
Local: Centro de Convenções - Hotel Vacance
Águas de Lindóia, SP
Informações: www.abhorticultura.com.br

Editora Responsável:  Jorn: Maria Rita P.G. Godoy
Equipe CATI On-Line Jornalistas:  Cleusa Pinheiro, Graça D'Auria
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